27 junho 2012

“Enquanto corria a barca”

Olá colegas, amigos e leitores!!!

Faz tempo que eu não escrevo aqui no blog, mas sempre penso que tenho que escrever e tá complicado, pois, estou grávida e minha vontade é escrever só sobre desenvolvimento e não quero escrever coisas repetidas, tenho um artigo aprovado em uma revista científica esperando correção pra ser publicado e eu não consigo pegar para fazer, quando ocorrer a publicação eu posto o link pra vocês.

Nesta manhã eu estava ouvindo “Novos Baianos” e me deparei com uma música muito gostosinha, “Preta, Pretinha”, então comecei a prestar atenção nela e fiquei com vontade de fazer a análise e escrever algo aqui. Penso que essa música é curtinha, mas tem como extrair muita coisa bacana dela, principalmente o movimento de esperança do compositor com seus lamentos e resmungos.

A música começa em uma melodia calma com o cantor falando que enquanto as coisas aconteciam ele chamava alguém que não correspondia ao seu chamado e afirma que naquele momento não se deu conta de que esse alguém não queria subir na barca com ele, não queria fazer parceria com ele e ele continuou chamando e a pessoa não correspondeu, queria ser só enquanto ele chamava.

O que consigo observar nessa passagem um tanto repetitiva, é que assim como a melodia torna-se mais encorpada, seus resmungos ficam mais apelativos, até que entra as outras vozes, sim ele chama e clama, como um bebê que necessita de algo de seus cuidadores e não é correspondido, tenta acreditar que realmente essa pessoa não quer fazer parte de sua vida, tenta até seduzir chamando de “Preta, Preta, Pretinha” e retorna aos seus resmungos.

O ponto crucial da música é quando ele não suporta mais e grita com coro e tudo “Abre a porta e a janela e vem ver o sol nascer” num movimento de esperança, tenta impor sua necessidade a ela, mas ela continua na solidão e então ele tenta se desvincular dessa pessoa, vivendo sem ela, isso fica explicito quando diz “Eu sou um pássaro e vivo avoando, vivo avoando sem nunca mais parar”, numa tentativa desesperada viver livre, mas demonstra uma espécie de medo quando diz “Ai, ai saudade não venha me matar”, ele até quer ser livre disso tudo, mas a saudade é letal e coloca em risco essa tentativa de liberdade tanto é que ele termina a música no resmungo do começo, ou seja, ainda não conseguiu se libertar da Pretinha dele.


Foi curtinho o texto como a música é também, estava precisando escrever algo aqui, não sei quando volto aqui, provavelmente logo com algum texto sobre desenvolvimento, afinal a Clara está para nascer, tenho levado alguns sustos bons. Vou deixar a música agora no final.