23 fevereiro 2010

Preservativo - Uma questão de cunho social

Olá pessoas lindas que passam por aqui.

Não gosto muito de escrever sobre meu lado pessoal aqui no blog, pois tenho em mente, que esse espaço não é um diário, mas foi exatamente no contexto pessoal que tirei a ideia desse texto.

Conversando com meu noivo sobre responsabilidades e infidelidade me veio à ideia de que: todos somos responsáveis somente por nossos atos e não podemos ter responsabilidade pelos atos dos outros. Pessoal, essa questão me deixa injuriada pelo motivo de que a única responsável por minha saúde sou eu mesma e partindo dessa ideia automaticamente vem a ideia do uso de preservativo. Se não somos responsáveis pelos atos das outras pessoas e é super necessário que se tenha um cuidado dobrado com os nossos atos e nossa prevenção.

Conversei com um ginecologista sobre isso e ele me deu razão, disse o número de pacientes desesperadas que chegam diariamente ao consultório é grande, seja por infidelidade ao marido ou do mesmo, por não terem cuidado ou por outras razões.

O governo tem um pouco de culpa em relação a isso, mas não podemos fazer disso o bode expiatório de nossas vidas, afinal, o problema do uso de preservativo é visto em campanhas publicitárias que sempre nos dizem o que fazer. Acho pouco isso, mas o governo de certa forma, até faz a parte de divulgação do risco que corremos.

Todos nós temos que fazer uso do preservativo, mas as pessoas não se preocupam, acham que não acontecerá com elas, isso é muito preocupante. A epidemia de DST/AIDS está aí, é só passar o olho em pesquisas da OMS e se não tivermos a simples preocupação com prevenção, a disseminação dessas doenças aumentará, elevando o risco de infecção.

Li alguns artigos, pois estou escrevendo um projeto de pesquisa sobre a temática e constatei que alguns homens não usam preservativos dentro do relacionamento fixo, pois suas parceiras levantariam hipóteses de infidelidade e isso poderia desestabilizar o relacionamento. Digo relacionamento fixo, pois a maioria das pesquisas realizadas com homens, apontam um grande índice de infidelidade por parte deles.

Outra questão levantada foi que a maioria dos homens deposita a responsabilidade de prevenção na mulher e se preocupam mais com o uso de anticoncepcional, ou seja, a mulher tem que se prevenir, pois essa é que gera o filho e o uso de preservativo na maioria dos casos é para prevenção de gravidez e não de DST/AIDS.

Com as amantes de início usam, mas por acreditarem que estas são fiéis ao relacionamento, quando usam anticoncepcional o preservativo é deixado de lado. Nesse quesito pude notar que existem homens que acreditam que se mulher não teve muitos parceiros sexuais, são fisicamente saudáveis e se mostram certa inexperiência sexual, também não precisam usar preservativo, o que não tira o risco de se contrair alguma doença.

Pessoal, esse perigo é invisível, não existem formas de se obter algum diagnostico de doença somente olhando para parceira (o) ou mesmo sabendo do histórico sexual, afinal, não sabemos o que os parceiros (as) dessas pessoas fizeram antes ou enquanto estavam se relacionando com elas.

As mulheres por outro lado se amedrontam com fato de pedir ao parceiro que use preservativo, sentem medo de acusação, de agressividade ou de serem abandonadas. No início do relacionamento não pedem por medo de perder o parceiro, quando o relacionamento estende por um período maior, sentem medo de serem acusadas de infidelidade e a rede de disseminação da doença aumenta cada vez mais.

Existem mulheres que continuam com aquela inocente ideia de que devem confiar 100% em seus parceiros, por que se eles a amam, não tem porque acontecer à infidelidade, isso é conto de fadas meninas, tanto para eles como para nós. Afinal, somos traidores em potencial, nossa natureza nos inclina a isso, todo ser humano é corruptível e não sou amarga por dizer isso.

Já ouvi de alguns homens que é que nem chupar bala com papel, digo de cara, para as mulheres é como chupar bala com papel e algumas vezes a gente sente alergia, irritação com o preservativo, mas usamos. Não tem como aceitar essa desculpa e muito menos a de que o homem perde a razão nessa hora e age por instinto, aí pergunto aos homens e as mulheres: Pegar doença venérea ou morrer de AIDS é gostoso? Ou, é melhor chupar bala com papel, ter prazer e cabeça limpa?

Caríssimas pessoas, a questão do uso do preservativo vai além do nível pessoal, a prevenção dessas doenças atinge nível social e a consequência de uma sociedade educada nesse sentido é a diminuição de DST/AIDS e gravidez indesejada. Vivemos em um contexto de globalização, em que se busca prazer descartável e relacionamentos não duradouros como na época de nossas avós.

Os homens que iam para casa de prostituição no passado, atualmente com a libertação sexual feminina acham uma parceira na balada. E as mulheres por outro lado, que ficavam em casa cuidando dos filhos e do marido, trabalha e usufrui quase todos os prazeres masculinos que antes eram proibidos.


Termino meu texto, pedindo que sejam egoístas na questão da prevenção, cuidem de vocês mesmos, que estarão cuidando do próximo e de nossas futuras gerações, estou deixando 2 vídeos de campanhas francesas sobre o uso de preservativo, são bem legais, e se sobrar um tempinho assistam. O terceiro vídeo é uma propaganda em comemoração dos 20 anos de combate à AIDS.





13 fevereiro 2010

MOBIV - Movimento Opositor das Barreiras Impostas pela Vida.

Olá caríssimos amigos, colegas e leitores!!!

Estive pensando esses dias, sobre a moralidade e sobre como isso às vezes não é saudável para nós e decidi fazer uma brincadeira com vocês, fundando o MOBIV. Talvez alguns de vocês em alguns pedacinhos do texto, vão se enxergar, já que muitas pessoas que fazem parte do meu universo pessoal passam por aqui.

E o que representa esse tal MOBIV?

Primeiramente é um movimento fictício e também um movimento pelo direito de se revelar, como um ser dotado de desejos e vontades, que às vezes são reprimidas por aspectos morais, sociais e pessoais. Mas, além disso, dispõe-se ir um pouco além da superfície, visa resgatar um pouco da verdade que existe dentro de nós.

Gente todos nós estamos cansados de saber que cada ser humano é de um jeito e que ninguém é igual a ninguém, sei que são frases prontas, mas de certa forma, são verdadeiras. O ser humano, não sei se isso ocorre somente atualmente, insiste em uma luta utópica para ser igual ao outro, e o que lhe é diferente agride sua integridade.

Conheço algumas pessoas que precisam se esconder atrás de disfarces e na vida cotidiana necessitam mentir sobre sua orientação sexual, pois se mostrassem para todo mundo, talvez não obtivessem o status e a posição exemplar que encontram em suas profissões. Entendo bem como vivem e são parcialmente felizes em alguns momentos, conseguem mostrar sua verdadeira natureza e não acham erradas suas condições, mas escolhem mentir do que perder algumas coisas.

Outras pessoas, com uma educação repressora sentem vontade de satisfazer várias fantasias, mas por achar errado, sentem culpa por tais pensamentos e acabam por nem fazer o básico de forma prazerosa, ou seja, não conseguem nem ao menos se dar liberdade para o prazer.

Existem também outras pessoas que são homossexuais, todos sabem que são e a própria sabe que é, só que por aspectos morais, acham justo continuar no armário, sofrendo e adoecendo com o aprisionamento de desejos, sofrem boa parte da vida, quando não, a vida toda, mentindo para si mesmas e tentando enganar a sociedade que às cerca. Inclusive, viram motivos de chacota entre as pessoas pelas costas.

Há casos de pessoas que namoram, noivam e se casam, mas na verdade, não chegam a concretizar nem o noivado, pois não fazem isso por vontade de verdade, mas sim por medo da solidão, covardia, comodidade. Não se dão liberdade para experimentar uma nova vida ao lado alguém que amam de verdade, insistindo em um relacionamento fadado ao fracasso. Com isso entram em um aprisionamento, jamais em um casamento e com o tempo vêm os filhos, que talvez não estivessem preparados para gerar, esperando que isso supra alguma carência dentro do relacionamento, como se filho fosse resolver algo.

Há pessoas que têm liberdade de pensamento, que têm vontades e desejos diferentes, mais abertos do que a normalidade prega e por causa dos seus parceiros não concretizam suas vontades, abrem mão dessa abertura sexual, para satisfazer a outra parte. Até tentam o lance do convencimento dentro do relacionamento, entretanto, a outra parte se sente incomodada com as ideias modernas de seu parceiro afetivo. Talvez por egoísmo e preconceito, tentam aprisionar a outra parte, gerando certo sufoco dentro da relação afetiva.

Existem pessoas casadas, que amam seus parceiros, não tem vontade de sair do relacionamento, mas que não sentem mais tanto desejo sexual dentro do casamento e por aspectos morais preferem esquecer a existência da libido, isto é, assassinam a sexualidade.

E têm as pessoas que amam e não têm coragem de declarar o amor de peito aberto por medo de rejeição. Estas pessoas não conseguem assumir suas vontades, talvez por insegurança ou medo de serem taxadas de coisas horríveis.

Bom, tentei citar alguns casos de repressão sexual, ilustrando um pouco do que eu quero discorrer nesse texto, não tem como citar todos os exemplos, pois aí não seria um post de blog, na verdade seria uma dissertação de mestrado ou doutorado e mesmo assim não teria como.

O que estou tentando dizer meus amados leitores, é que somos dotados de racionalidade e dentro dessa racionalidade, existe parte de nós que preza pelo instinto, não temos controle de nossas vontades e pensamentos que permeiam nossa existência. A cultura ocidental é guiada, por um falso moralismo que sufoca e obriga ao pensamento uniforme, de que devemos negar nossos instintos sexuais, que nossas “vontades” necessariamente sejam artificiais, algo inserido num padrão de comportamento determinado por regras morais, sociais e religiosas.

A natureza sexual de cada indivíduo, não pode ser medida por conceitos de certo e errado, mas sim deixar fluir essa força que está dentro de todos os seres, ou vocês acham que os animais “irracionais” (qualquer dia explico as aspas), seguem algum conceito para reprodução? Nós humanos temos a dádiva de saber racionalmente o que sentimos, e não nos damos liberdade para explorar algo tão básico de nossa humanidade.


Somos aprisionados em um modelo defasado, de esconder nossas vontades e desejos, de encobrir e adoecer por causa do consenso moral.

A ciência inventou o anticoncepcional e preservativo, para que pudéssemos desfrutar um pouco mais dessa liberdade, sem gravidez indesejada, controle de natalidade e prevenção de DST também.

Talvez se as pessoas conseguissem lutar pela verdadeira liberdade e não se escondesse tanto, o mundo seria um lugar mais agradável de se viver, poderíamos evitar grande parte das angústias desnecessárias e o uso de antidepressivos cairia pela metade. Não digo isso somente em relação à sexualidade, mas sim em outras vivências cotidianas, afinal, não podemos fugir de nossos desejos e muito menos tentar massacrar nossa afetividade.

Caros leitores, termino o texto por aqui lembrando que esses são fragmentos de pensamentos, minha finalidade foi uma reflexão sobre repressão sexual, não tenho o intuito de impor isso a ninguém, mas penso que é um caminho para pensarem um pouco, sobre a vida de vocês e como de praxe, vou deixar um vídeo da música “Revelação” e "Jura Secreta" de Raimundo Fagner.


Posteriormente, pretendo escrever mais textos sobre essa temática.