26 janeiro 2010

Repressão Sexual Feminina...

Olá amigos, colegas e leitores!

Pessoal, pensei nesse tema, pois já recebi alguns e-mails falando sobre a grande dificuldade que as mulheres têm de conhecer o próprio corpo, de se sentir à vontade com elas mesmas e com seus parceiros, e acho isso uma crueldade tamanha.

Está tudo errado, começando pela educação sexual prestada pela sociedade, sobretudo para população feminina, já disse em outros posts e repito nesse, somos educadas sob a luz do conceito “damas na sociedade e damas na cama”, isso mesmo, damas na cama. Já os meninos são estimulados desde pequenos a gostarem de se tocar, de se conhecer, ninguém fica reprimindo, os garotos sempre vão ser “os pegadores”, os “garotões dos papais”, para não dizer outras coisas.

Boa parte das mulheres crescem, com uma noção distorcida sobre respeito, ou seja, é adicionado à educação sexual feminina um modelo de castidade errôneo, isto é, crescem com a imagem de que para serem respeitadas, têm que ser boazinhas, reservadas e submissas. E o se tocar, se conhecer ou até mesmo falar sobre sexo, fica como coisa errada e a consequência disto é uma geração de mulheres frígidas, reprimidas, tristes, insatisfeitas e de homens satisfeitos, felizes e bem sucedidos com eles mesmos, ou seja, isso está tudo errado.

O ato sexual para procriação pode envolver somente a excitação masculina para ocorrer, a mulher engravida mesmo assim, tanto que em caso de estupro pode ocorrer gravidez da mesma forma. Entretanto, o ato sexual normalmente praticado atualmente, envolve prazer mútuo, não somente do homem, mas da mulher também e isso não é errado, é natural, afinal, homem não faz sexo sem prazer, mulher consegue e finge.

Se envolver em uma relação sexual, não significa somente satisfazer o outro e muito menos satisfação própria, tem um significado maior, significa se entregar verdadeiramente, aceitar do outro, desprender-se de regras morais e sociais. Mas envolve principalmente o sentir-se à vontade com sua sexualidade, para que assim você possa se unir ao outro e finalmente ter uma relação de verdade. Quando tudo está à vontade, sem grilos, a imaginação é uma grande aliada dos casais, vale tudo, desde que exista respeito mútuo.

Ainda parto da ideia, que só quando temos um bom conhecimento sobre nós mesmos, quando estamos seguros do que somos e dos nossos potenciais, temos a capacidade conhecer o outro, isso é válido no campo da sexualidade. Se o olhar é casto e isso é visto de forma suja e errada, provavelmente as possibilidades nesse sentido estão extremamente limitadas e reprimidas.

Se o ato sexual é visto com naturalidade, amplia-se às opções, não tem limites, barreiras, tudo é possível dentro desse universo, não só em conjunto com o parceiro, mas individualmente e nisso eu aproveito para entrar no território das fantasias.

As fantasias, por alguns chamados de fetiches, servem para satisfação de alguns desejos que percorrem a mente humana, seja uma fantasia simples ou mais elaborada, complementam os relacionamentos amorosos e ajudam não cair na rotina, mas sempre com naturalidade, não pode ser artificial, somente para agradar o outro. Afinal, desde que o mundo é mundo e o ser humano é dotado de racionalidade, sabe-se que arroz com feijão, não serve pra nada sem um bom tempero e uma boa guarnição para acompanhar, ou seja, uma boa dose de fantasia, sensualidade e sacanagem transformam qualquer valsa em salsa e aquecem o relacionamento.

Vou terminando meu texto por aqui e espero ter ajudado em algo, pois sempre que recebo e-mail com essa temática, fico intrigada, já estamos em 2010 e não é mais permissível esse tipo de repressão na vida cotidiana e lembrem-se que falta de satisfação e resolução sexual influencia muito na vida profissional e afetiva.


Pessoal, sempre que eu achar algum vídeo para ilustrar o texto vou adicionar à postagem e deixo nesse post um vídeo com uma entrevista com a psiquiatra Carmita Abdo, feito pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), sobre sexualidade.

18 janeiro 2010

O eterno buraco da fechadura, uma reflexão sobre o voyeurismo.


Olá amigos, colegas e leitores!

É com imenso prazer, que apresento o novo layout do blog e trago nesse post um texto sobre voyeurismo. Sei que já estavam com saudade dos textos voltados para sexualidade, pois já havia algum um tempo que eu não optava diretamente algo envolvendo essa temática. Vou usar o termo voyeur no sentido masculino, mas existem mulheres voyeur também e sei também que algumas pessoas, vão se perguntar se o termo pode se relacionar somente à sexualidade, e já digo antes de comentários, pode sim envolver outras formas de prazer sim.

Vou começar esmiuçando um pouco o conceito de voyeurismo, enfim, pode ser a obtenção de prazer por observação de outra pessoa, esteja esta pessoa no momento, envolvida ou não em práticas sexuais. O voyeur não interage fisicamente e verbalmente com a fonte observada, ou seja, observa de uma certa distância, e em alguns casos a outra pessoa não está ciente de seu espectador.

O risco de ser flagrado, muitas vezes gera excitação em pessoas adeptas desse comportamento. Para o voyeur não é necessário o sexo explícito (implícito para pessoa que está envolvida no ato), isto é, um modo de se vestir já é o bastante para provocar a libido desses observadores. Bom então concluindo o conceito, são pessoas que observam as outras para obter prazer e que escondidos obtém prazer à custa de outras pessoas que nem mesmo sabem o que ocorre em alguns casos.

Pessoas feias? Depravadas? Doentes? Aí me pergunto o que isso tem em comum comigo e com você que está lendo? E já digo de primeira meus queridos, muita coisa.

O que eu estou discorrendo nesse post é justamente sobre a naturalidade de que isso ocorre em nossas vidas e que um termo como esse não pode ser aplicado somente em situações extremas, e muito menos somente a pessoas sexualmente doentes.

Pude notar ao acessar o site da Revista Lado A, que em uma pesquisa realizada no mês de agosto sobre fetiches, ¼ dos internautas afirmam sentir prazer em ver outras pessoas envolvidas em relações sexuais. Me chamou a atenção também, um outro post no blog Sexo Cult falando sobre o projeto artístico de Sebastian Kempa, em que as pessoas podem despir qualquer um de seus 24 voluntários com um click do mouse. Esse projeto e o site são intitulados “Naked People”, para quem tiver curiosidade.

Voltando um pouco à discussão acima iniciada, pegando o exemplo da pesquisa e o do artista, a curiosidade em des-cobrir, no sentido de algo encoberto, é maior do qualquer regra social ou moral, desde pequenos somos atraídos para o buraco da fechadura e existe a máxima de que “Tudo que é proibido é mais gostoso”. É interessante e prazeroso observar a intimidade de outras pessoas e isso se torna melhor quando elas não percebem, torna-se algo perigoso, mas gostoso no final das contas. No caso do artista, as pessoas acessam o site e retiram as vestimentas dos voluntários, para saciar a curiosidade ali instituída e aí mora um comportamento voyeur.

Os meninos quando crianças adoram, quando conseguem ver escondido, a calcinha da amiguinha, mesmo que seja o ato mais bobo, é algo que desperta a libido e como eu disse acima, é proibido e gostoso e criança tem um certo prazer em fazer travessura.

É bom observar o orkut alheio, sem ser visto ou percebido pelo outro internauta, saber as minúcias que ocorrem na vida dessas pessoas e quando a porta está trancada é horrível, pessoas chegam a pedir para entrar do orkut de outras pessoas. Criamos perfis fakes (perfil falso) para obter informações sobre as pessoas e não sermos identificados. É por isso e por outras razões que digo que somos voyeuristas natos, pois automaticamente somos tentados a desvelar o que nos chama a atenção e nos dá prazer.

Outra forma voyeur é o ato de assistir filmes pornográficos, atualmente a Internet nos oferece muitas ferramentas que facilita a prática e alguns sites disponibilizam gratuitamente vídeos de todas as formas imagináveis nesse segmento. A indústria de filmes pornográficos mundialmente rende muito e inclusive no período da crise econômica, o setor não foi tão abalado, quanto outros setores.

Somos atraídos desde crianças por essa tentadora curiosidade e isso não é errado e muito menos criminoso da nossa parte, penso que isso, simplesmente é uma das peças que fazem parte essencial da composição da natureza humana. Observar sem que sejamos percebidos, desperta nossas fantasias e nos deixa à vontade para satisfazê-las, nem que seja somente no plano das ideias. O buraco da fechadura agora é bem maior do que antigamente antes da era da digital e da comunicação escancarada, ele engloba somente o mundo inteiro de janelas indiscretas, abertas para serem observadas e degustadas por pessoas sedentas de curiosidade.


Pessoal termino meu texto por aqui, deixando um vídeo do Lulu Santos, que faz um recorte muito legal sobre a temática e aproveito para agradecer mais uma vez a presença de vocês por aqui, sei que é um pouco piegas, mas estou muito feliz por passar das 2000 visitas e devo essa felicidade à todos vocês, leitores novos e antigos, que sempre me incentivam.


07 janeiro 2010

O que a princesa Jasmine (Aladdin) tem em comum com o Capitão Georg Von Trapp (The Sound of the Music) ??

Olá caros amigos, colegas e leitores.

Nos primeiros dias do ano em um momento de nostalgia, fui assistir alguns dos meus filmes de infância e passei por vários filmes. Dentre eles, dois me chamaram à atenção, pois havia ali, uma relação muito parecida.

Primeiramente, assisti The Sound of the Music (não gosto do título nacional), numa madrugada de insônia, que passou numa rede de TV, que me nego a escrever o nome, e comecei a refletir o comportamento do tão patético e chato Capitão Georg Von Trapp e na noite seguinte, fui assistir Aladdin com minha filhotinha, e me deparei com a princesa Jasmine. Foi aí que consegui entender um pouco, algumas coisas sobre solidão, apatia, desilusão e outras coisitas que assombram a vida de algumas pessoas.

Ao assistir Aladdin, descobri uma menina cheia de sonhos, mas presa por regras sociais, que não a deixavam realizá-los. Jasmine era uma princesa Disney como qualquer outra, que era fadada a se casar com um príncipe rico, renomado, mas ela já havia recusado vários convites de casamento, pois não aceitava a tradição, era privada de escolhas e não gostava. Assim como em muitos momentos de nossas vidas, também nos abstemos de nossas possibilidades, mas não era somente isso, ela também foi privada de entrar em contato com outras vivências, só conhecia o palácio e os costumes ali instituídos e assim como uma criança desobediente, fugiu do palácio e foi suprir um pouco sua curiosidade, mas logo já foi punida e trancafiada em sua prisão novamente. Mas ao conhecer Aladdin, pode sentir um pouco liberdade e de segurança em si, pois ele não a queria aprisionar e muito menos esperava algo dela.

Já no segundo filme, The sound of the Music, nos deparamos com Georg, um Comandante Naval, viúvo, pai de 7 filhos e trancafiado dentro de sua imensa mansão, para não dizer prisão de luxo, na qual constituiu sua família ao lado de sua esposa quando viva. Ao que se mostra no filme, quando ela ainda vivia, a casa era cercada de alegria e todos viviam como uma família equilibrada. Quando a Sra Von Trapp faleceu, Georg conduziu seu lar como se comandasse um navio e seus filhos é que acabaram pagando o pato, viveram anos em um regime de educação militar.

]Georg buscou se esconder de tudo que lembrasse os anos de ouro vividos com a esposa, inclusive fugindo do afeto e alegria que os filhos lhe proporcionavam, mas existe um porém nisto tudo, as crianças cresceram e começaram a se revoltar com a situação, e a cada governanta contratada eles chamavam a atenção do pai, aprontando travessuras contra elas. Até o dia em que o convento enviou Maria para a casa e esta desafia o capitão, mostra que os filhos são pessoas, dotadas de sentimento e que precisam dele, ou seja, a tentativa de fugir saiu pela culatra.

O que eu quero dizer com essas duas histórias é que tanto Jasmine quanto Georg são personagens solitários, tristes, amarrados e presos num universo monocromático, Jasmine por ser criada e educada de acordo com certos padrões e Georg por se abster de tudo em troca de amargura. Vivem em uma sociedade castradora, que espera da alta sociedade um comportamento ideal de acordo com suas regras e normas sociais.

Ao conhecerem seus parceiros afetivos, Jasmine e Georg começaram a viver, a enxergar o mundo com outros olhos e principalmente descobriram outras formas de conduzir a vida. Não foi a Maria e muito menos o Aladdin que salvaram a princesa e o capitão, eles simplesmente mostraram como o mundo era legal para eles, só os convidaram para dança das cores.

Tem uma parte no desenho, que sempre me emociona, é quando o Aladdin leva Jasmine para passear de tapete, primeiramente ela recusa a voltinha, depois ela sente aquilo que sentiu no mercado e se lança na aventura, se entregando totalmente a descoberta de novos horizontes.
E Maria por outro lado, fez sua escolha quando seguiu sua forma de ver o mundo, ao mostrar para as crianças Von Trapp o prazer de brincar, de cantar, etc. Quando Georg se deparou com tudo de cabeça pra baixo, primeiro foi contra, negou sua felicidade, mas ao rever seus filhos, ao sentir novamente aquela sensação, se libertou da prisão e foi viver. Inclusive se separando da Baronesa, que representava toda a infelicidade que ele havia vivido após a morte de sua esposa.

Pessoal, sei que o texto foi um pouco longo, mas não tinha como falar sobre dois filmes, sem escrever assim, o que tentei mostrar um pouco, é que assim como tais personagens, nossa vida às vezes segue em piloto automático e nos esquecemos e dar significado às nossas vivências cotidianas e tudo fica apático, sem graça e envelhecemos, chato isso não???

Sempre ouço que namoro só bom só no começo, e que com o tempo as coisas ficam mornas, acho isso balela, não concordo. Então a vida da gente só ia ter importância no início também, concordo com o refazer, com o significar, com o vivenciar e principalmente com o experimentar. Se colocarmos a vida em marcha fúnebre, não nos damos oportunidade de conhecer o maravilhoso Bolero de Ravel e muito menos as batucadas quentes do Cordel de Fogo Encantado.

A vida é feita de cores, sons, cheiros, notas, texturas, sabores o que nos resta é apreciar e degustar tudo o que ela tem a oferecer. Se olharmos o mundo num molde só, deixamos de perceber que podemos construir o nosso próprio molde, nossa própria personalidade, independente de moralidade, regras e costumes.


Então é isso pessoal, sei também que não estou escrevendo tanto sobre sexualidade, mas tudo fica implícito, a vida é assim e o blog se propõe à ciência e a vida também. Vou deixar dois videos sobre os filmes, o primeiro é do Aladdin da Disney e o segundo sobre The Sound of The Music.