23 outubro 2008

E de tanto falar em amor...

Faz tempo que não escrevo sobre o amor, então escolhi esse tema para essa semana, pois o amor é um sentimento muito legal, às vezes um tormento, as vezes algo fraterno, e em relacionamentos amorosos é a base de tudo. Um relacionamento sem amor não é legal, é triste, egoísta.

Essa emoção reside na cultura ocidental e boa parte da nossa vida buscamos o amor em relacionamentos amorosos, com nossos filhos, familiares e inclusive em nossa profissão. Vamos combinar que trabalhar sem o mínimo de amor pelo que se faz, não vale a pena um centavo.

Grande parte das músicas, filmes, séries, livros que ouvimos e lemos falam de amor, mas como sempre tenho minha carta na manga: Será possível viver uma vida plena sem um relacionamento amoroso? Essa é a base real que move o ser humano? Mandamos ou não em nossos sentimentos?

Em relação a uma vida sem um amor romântico, digo que é difícil, mas com a liberação sexual conseguimos saciar alguns afetos nas ficadas ou arrumando um affaire por tempo determinado, tempo o bastante não criar apego (tudo de bom isso).

Penso que o amor é sim a base real que move o ser humano, é muito triste viver sem amor, chega a ser chato, não passei por isso e tenho vários amores em minha vida: minha filha e familiares, amigos, meus livros, músicas, etc.

Mandamos sim em nossos sentimentos quando não estamos com a autoestima baixa e temos um bom autoconhecimento, temos um controle para manipular esse sentimento. Somos donos do nosso coração e se deixarmos ou não ele amar, é de nosso controle. Inclusive sabemos quando vai dar certo ou não um relacionamento, falo isso para as mulheres, porque os meninos não têm esse mecanismo tão aguçado quanto o nosso, mas mesmo assim, volto no começo do texto, o amor em si não é ruim, é algo gostoso quando reforçado pelo parceiro (a) em questão o que estraga são as relações de poder.

Termino meu texto essa semana com um trecho lindo de Edith Piaf , tirado da música “C'est l'amour”



“C’est l’amour qui fait qu’on aime

C’est l’amour qui fait rêver

C’est l’amour qui veut qu’on s’aime

C’est l’amour qui fait pleurer…”

17 outubro 2008

“Mas eu me mordo de ciúme”

Pessoas comecei a fazer uma revisão de literatura científica sobre o ciúme e nessa pesquisa pude constatar que esse lindo sentimento deve existir dentro de um relacionamento amoroso, e que é natural aos seres humanos. Se ficarmos com ciúme de nosso parceiro (a), é porque algo dentro da relação não está da forma como queremos, não está em homeostase (equilíbrio). Mas se o relacionamento é equilibrado e sadio, tudo se resolve em pouco tempo, até desequilibrar de novo. E tem que existir esse desequilíbrio de vez em quando, pois o relacionamento é feito de movimento, sendo que relacionamentos amorosos apáticos, sem ciúmes, é sinal de fraternidade, amizade, como já disse em outra postagem.

É um sentimento de cuidado, zelo pela relação amorosa, é o querer para si, mas quando esse querer extrapola, torna-se algo muito ruim. A questão da minha pesquisa foi o ciúme patológico, sendo que algumas pessoas com esse tipo de patologia, não conseguem distinguir o real do imaginário, aprisionando o ser amado ou a si mesmo por essa emoção.

O ciumento patológico tem medo do parceiro conhecer alguma pessoa mais interessante que ele mesmo, e fica transtornado, perseguindo a pessoa, para não correr o risco de ser traído ou abandonado. Essa patologia está muito ligada ao uso de álcool e entorpecentes e os maiores índices dos homicídios passionais são cometidos por ciumentos patológicos.

O uso de alguns psicotrópicos, são eficazes para controle da ansiedade e o diagnostico tem que ser cauteloso, já que envolve outras pessoas. Em geral o ciumento patológico tem medo de abandono, ou não tem estabilidade emocional. Alguns autores destacam que em muitos casos, a pessoa que sofre desse distúrbio, já sofreu histórico grave de abandono ou violência doméstica.

Pude constatar e vou fazer a critica aqui no blog mesmo, a literatura cientifica brasileira é muito pobre nesse sentido e quando se trata de algum sentimento (emoção) mais profundo, fica muito difícil achar artigos bons. Estou um pouco revoltada com isso e se alguém aí quiser fazer pesquisa sobre tais emoções estou aberta para isso, mantenham contato pelo e-mail.


03 outubro 2008

Por uma atividade sexual mais tranqüila...

Em minhas vivencias por congressos, jornadas, tenho observado que o tema é forte e a mídia impõe uma certa virilidade utópica, insistindo que sexo tem que ser igual ao filme pornográfico.

Já li e assisti em alguns lugares que inclusive colocam um ator esteticamente fora do padrão com garotas padrão de beleza para levantar a autoestima dos seus telespectadores, mostrando uma realidade fantasiosa e não digo fantasiosa pelo fato do cara não ser um cara padrão, mas fantasiosa no sentido que o tal cara em questão é um ator pornô, não um ser humano praticando atividade sexual em sua normalidade e isso nos mostra que nem sempre tudo tem que ser como um filme.

Para as mulheres comédias românticas e para os homens filmes pornográficos irreais e aí mora a grande questão: Será que a atividade sexual tem que ser sempre perfeita? Os manuais são verdadeiros? Para ser macho tem que ser extremamente competente?

Sinceramente, não penso que tudo tem que ser perfeito, que livrinhos como o Kama Sutra ajudam e que a performance tem que ser extraordinária, aposto mais na cumplicidade do casal, na intimidade e principalmente no respeito, de ambas as partes.

Para que chegar rasgando roupa? Ou se tacando em cima do parceiro (a) fazendo ceninha? Bom não sou contra isso, desde que seja natural o desejo, não para simulação, ou seja, curtam mais o momento, o ambiente em que estão, os contornos, não tentem ser como tais atores, afinal, vocês são seres humanos normais.

Pessoal, o texto é curto essa semana, mas prometo me aprofundar mais no assunto. Fica a reflexão para o final de semana, usem a tranquilidade como aliada em suas vidas, não a ansiedade, isso não é legal, e faz tudo ficar artificial.