26 dezembro 2016

Revistar/revisar sem dúvida é um ato de autoconhecimento.

Olá humanos!

Desde que comecei a escrever o blog em 2008 posto os textos e assunto encerrado, raramente volto em algum texto para releitura. Conversando com uma grande amiga uns meses atrás ouço assim “Rack quero muito que teu blog nunca acabe, que minha filha quando crescer possa ler” e isso ficou muito marcado na mente, admito que não lido muito bem com elogios, sou pessimista, mas esse em especial me fez ter vontade de colocar totalmente a casa em ordem e de lá pra cá tenho feito algumas alterações, dedicado mais tempo dialogando com as pessoas e pensando em novos conteúdos.

Ficar um ano sem insight de escrita foi torturante, não sei explicar, sentia como se existisse uma mordaça mental, a mente estava vazia, nada surgia, nada fazia sentido, totalmente escassa e improdutiva. Esse ano pude conviver muito com a diversidade em vários sentidos, me libertar de correntes que nunca foram parte da minha natureza, mergulhar de corpo, alma e coração em velhos mundos que sempre tive vontade de conhecer, só não tinha tido o privilégio da oportunidade, enfim, foi o melhor ano da minha vida.

Semana passada tomei coragem para encarar a revisão de todos os textos, foi fantástico fazer esse movimento, é como se fosse uma máquina do tempo (vários momentos me emocionei), revisar foi uma forma de autoconhecimento, lembrar de contextos passados, se alegrar com outras épocas, dialogar com a intimidade e principalmente se perdoar, se resolver em vários sentidos.

A questão da incoerência e do machismo nos textos antigos, eram meus maiores medos e não encontrei, consegui entender que o feminismo sempre existiu aqui dentro e no blog, a questão da equidade/diluição de gêneros também.

Discussões que atualmente estão sendo dissecadas já estavam presentes nos textos, só que as pessoas me chamavam de louca/puta por pensar assim e isso gerava um desconforto muito grande, solidão, uma culpa monstro por não me adequar aos padrões conservadores, mas a resistência já existia e a diferença atualmente é que não sinto mais culpa e o que os outros pensam ao meu respeito não é problema meu, tornou-se um fator de seleção, estou bem feliz e me sinto mais forte a cada dia que passa.

Pessoas, o melhor de toda a revisão foi de perceber que a autopunição é desnecessária e sim, existe muita beleza em nossa singularidade/subjetividade, deveríamos romper com o padrão da automutilação mental e valorizar mais nossos feitos, deveria ser padrão o amor próprio e o auto reconhecimento de nossas habilidades, todos temos uma pedra preciosa precisando de lapidação.

Bom esse texto foi mais um desabafo, o próximo vai girar em torno da associação livre (técnica psicanalítica), histeria e feminismo e já está quase finalizado, até sábado disponibilizo.



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