14 novembro 2016

5 filmes LGBT para se sentir em casa.

Olá pessoas fantásticas e incríveis!


Sabemos que o mundo é heteronormativo e que nem sempre somos representados dentro do contexto cinematográfico de uma maneira bacana e crescemos assistindo só filmes heterossexuais, então hoje vou trazer filmes para cada letrinha da sigla.


1 MILK – A voz da igualdade (lutas e direitos LGBT)

Esse filme trata-se da luta LGBT nos EUA e tem como protagonista a figura Harvey Milk (Sean Penn), o primeiro gay assumido publicamente a ser eleito para um cargo público nos Estados Unidos e que foi assassinado em 1978.

O cenário de liberdade sexual nos 70 era de total discriminação às pessoas LGBT e Milk acompanhado de seu parceiro afetivo Scott (James Franco), se mudam de Nova Iorque para São Francisco (CA) com a intenção de abrir uma loja de revelação fotográfica na rua Castro. Como naquele período da história, pessoas LGBT não eram bem vindas socialmente, mas Milk resiste na luta contra a discriminação e o preconceito.

Filme fantástico para conhecimento do início da luta e do orgulho LGBT nos 70 e para dar um gás na luta atual, afinal, resistir é uma maneira de ocupar nosso espaço socialmente.
  


2 Azul é a cor mais quente (Lésbicas/bissexual)


Filme francês sobre a descoberta da sexualidade na adolescência, foi baseado no livro (história em quadrinhos) que traz o mesmo nome do filme e conta a história de  Adèle, uma garota bissexual de 15 anos e Emma (Léa Seydoux), seu primeiro amor por uma mulher. Mesmo com todo preconceito e discriminação das pessoas conhecidas, Adèle se entrega por completo aos sentimentos por Emma.


3 Little Ashes (Gay/bissexual)

Na Madri de 1922, mora um sentimento de luta pela revolução cultural, mas também de repressão e instabilidade política no período que antecede a Guerra Civil Espanhola. Neste cenário o jovem e excêntrico Salvador Dalí (Robert Pattinson), com 18 anos na época, inicia os estudos na faculdade com intuito a se tornar um grande artista. Ao conhecer o poeta revolucionário Federico García Lorca (Javier Beltran) e o Luis Buñel (Matthew McNulty), procuram se divertir e expressar a liberdade artística. No entanto, a intima e afetiva relação de Dalí e Lorca é desafiada por ambições, pela sociedade da época e pelo amor à Espanha. Mostra o período em que Lorca participava grupo de teatro chamado La Barraca, que percorria pequenas cidades da Espanha para disseminar a arte entre a população que não tinha acesso à cultura.


Não recomendo assistir pelo Netflix, retalharam o filme com tantos cortes e perde-se todo o contexto da história de Dalí e Lorca.


4 A Jovem y Aloucada (Bissexualidade feminina)


Conta a história de Daniela (Alicia Rodríguez), uma adolescente rebelde que cresceu em uma família evangélica, em Santiago (Chile). Daniela encontra como válvula de escape do seu cotidiano conservador, se aventurar sexualmente e depois relatar tudo em seu blog (filme foi baseado no blog dela de verdade). Após excessos conforme a lógica conservadora, seus pais a castigam e Daniela passa por profundo auto questionamento existencial.


5 Tomboy (TRANSEXUAL)


O filme explicita a temática da transexualidade infantil, mostrando a vida de Mikael, um garoto de 10 anos, que nasceu Laure e ao se mudar para a nova casa vê a oportunidade de vivenciar a vida da maneira que se sente bem, que se reconhece como pessoa. Se apresenta aos novos colegas como garoto, participa das brincadeiras, descobre seu primeiro amor por uma garota e se vincula fortemente à sua irmã mais nova que é a única da família que sabe a realidade do irmão. Filme de temática delicada, que mostra tanto a realidade de uma criança trans (conflitos, aceitação da identidade de gênero e sexualidade) e das dificuldades de entendimento por seus familiares, amigos e sociedade. Acredito que esse filme deveria ser assistido por todas as pessoas.


Finalizo o texto de hoje pedindo desculpas às mulheres transexuais por não trazer nenhum filme sobre vocês. 

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