21 setembro 2016

Vamos falar de representatividade LGBTTI+ em desenhos animados!

Olá colegxs, amigues e leitorxs!

Um tempo atrás viralizou uma notícia sobre o filme Frozen 2 e a possibilidade da personagem “Elsa” ter uma parceira afetiva, tal notícia estremeceu as redes sociais e ao ler os comentários, pude perceber muita lgbtfobia escondida e explicita com dizeres de opinião. Existiam comentários do tipo:

“Que má influência! Daqui a pouco, se lançarem tem menininha querendo beijar uma amiguinha na escola! Cada irresponsabilidade, viu!”

 “Se elas querem se enroscar tudo bem só não tem o direito de manipular as crianças que são fãs do filme.”

“Que absurdo! Não tenho nenhum preconceito, acho q cada um dá conta de si e faz o que quer, mas por favor né gente, vcs querem q a sociedade engula de qualquer jeito a opção sexual de vcs, dá um tempo! até em filmes infantis agora? Agora vão querer que crianças sejam influenciadas pelo homossexualismo?”

Então pessoas amadas, orientação sexual não é escolha, é essência, nascemos em um mundo onde a heterossexualidade é tida como o padrão normal e não se torna LGBTTI+ só por ver e ter contato com o tema. Crianças nascem imersas nesse padrão e com o desenvolvimento interno e externo acreditam que este é o único padrão a ser seguido, só que não!

Existem crianças que crescem achando que são erradas, que são sujas e não servem para viver em sociedade, exatamente por não existir a representatividade LGBTTI+ em suas infâncias, se sentem como um corpo estranho no mundo e são muitas vezes massacradas por outras crianças. Muitas pessoas vivem em depressão, ansiedade e algumas cometem suicídio, isso é muito sério.

Uma cena que mostra nitidamente a imposição é no Rei Leão (leões Disney são humanos nesse desenho), em que o Zazul impõe o padrão heteronormativo, enquanto Simba e Nala só queriam brincar juntos, afinal são crianças, ao mesmo tempo que ele passa a desmerecer o pensamento de Simba (perverso demais). Assim é feito com os brinquedos e brincadeiras, falam tanto da pureza das crianças, mas o tempo todo colocam genitália e papéis de gênero nos brinquedos e brincadeiras e assim o repertório comportamental misógino e lgbtfobico se forma.




Não sei de onde tiraram à máxima “é muito cedo para saberem que existe, deixa pra decidirem mais tarde” e qual a idade certa para entender que a diversidade existe? Desenhos de violência, mortes, etc pode? Mostrar a diversidade e todo o amor que existe nisso é imoral?

Quando ouço essa frase sempre me vem à cabeça um adulto que não sabe lidar com a questão e empurra pra frente para não ter que entrar em contato com isso ou que pensam que a comunidade LGBTTI+ só pensa em sexo e somos todos depravados, daí quando a pessoa se assume para a família e para a sociedade mais tarde é um inferno, pois no momento em que a personalidade está se formando, falaram que teria que deixar pra mais tarde e o mais tarde é jogado para escanteio e é visto com olhar de promiscuidade, escondido e no armário.

A realeza nos desenhos é heteronormativa e não precisa ser deixada pra lá, as histórias são sempre voltadas aos relacionamentos heterossexuais, pois no universo dos desenhos animados o amor só existe entre pessoas heterossexuais, LGBTTI+ não existem nesses universos. Os animes estão bem mais avançados nesse sentido faz tempo e trazer personagens LGBTTI+ não é para reforçar estereótipos, seria para trazer a representatividade, sendo esta, uma coisa que a comunidade LGBTTI+ não têm.

Mostrar a diversidade como normal é um ato de amor ao próximo e às crianças da próxima geração, pois omitindo e deixando pra mais tarde, não vão saber lidar nunca com a diversidade e o respeito ao próximo, vão é repetir o que os cuidadores fazem agora, como se esta questão não tivesse importância, já dizia Criolo na música Mariô “A hipocrisia doce que alicia nossas crianças”.

O armário é frio, escuro e segregador, basicamente uma solitária, mas para algumas pessoas, ele se torna um esconderijo da pressão mundana que acredita piamente num padrão. Pessoas que cuidam de crianças prestem muita atenção, talvez suas crianças não sejam felizes, pois não são aceitas e respeitadas em sua natureza.

Aqui em casa estamos na torcida pela Marceline e a Jujuba, queremos o namoro delas no desenho Hora de Aventura, queremos mais episódios de Steve Universo, queremos Elsa amando outra mulher, queremos mais diversidade, um pouco não basta, tem que ser em tudo, cansamos de cotas e da representatividade com tristeza estigmatizada dos filmes e novelas, afinal somos tão normais e saudáveis quanto vocês heterossexuais e amamos da maneira mais verdadeira que pode-se esperar de um ser humano, inclusive aguentamos com muita paciência esses “pitis” desumanos e ofensivos que vocês fazem questão de defecar socialmente contra nós. Finalizo por aqui e deixo alguns vídeos para vocês sobre o texto de hoje.





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