03 julho 2016

Heteronormatividade e seus mecanismos de fiscalização e coerção da vida alheia.

Olá colegas, amigues e leitorxs!

Minha vida está uma correria bem grande, novos projetos, trabalho, nuances, principalmente reconstruções e reformulações na vida psíquica e isso tudo consome um tempo gigantesco, mas não deixo de pensar em escrever e tenho uns 3 textos querendo nascer. Começamos com o projeto Violetas, para enfrentamento das violências cometidas contra mulheres (https://www.facebook.com/violetas.enfrentamento/).

Pessoas se existe uma coisa que aprendi fazendo psicologia, foi fazer observações, me recolher como pessoa e observar. Ao voltar a conviver em ambiente heteronormativo, tenho feito muitas observações fantásticas e tristes ao mesmo tempo, e o que consigo constatar dentro das vivencias são as relações de poder e coerção travestidas em nome da moral e dos bons costumes.

Acho muito estranho aquela coisa de julgamento o tempo todo, afinal, às vezes a regra que existe pra ti, não se emprega ao outro e ouço de algumas pessoas frases do tipo “eu só estou falando a verdade na tua cara” e me pergunto sempre “e que verdade?”, “existe verdade?”, pois bem, dentro da lógica heteronormativa existe e chego à conclusão que essa verdade é sempre voltada a obrigar teu próximo a se encaixar num padrão pré-estabelecido e de pouca empatia.

Vejo pessoas o dia inteiro falando de maneira nociva da vida dos outros, pessoas que dentro de sua verdade se julgam boas por passar horas do seu dia fiscalizando e oprimindo a vida alheia, emitindo “opiniões” maquiavélicas, isso chega a ser nojento amades, pois dentro dessa lógica, estão fazendo o papel de pessoas do bem, que só querem o bem alheio, elas não enxergam a maldade que estão fazendo de verdade.

Outro dia ouvi uma assim “eu não sou homofóbicx”, mas quando o assunto é rir do colega que está apaixonado por uma pessoa do mesmo sexo e fazer piadas com a relação homoafetiva, a pessoa morre de rir e faz cara de nojo ao imaginar a cena, mas mesmo assim elx não é homofóbicx em sua concepção. Já ouvi coisas do tipo “existem meninas de 9 anos que sabem bem o que fazem e se o cara fez sexo, é culpa dela” e fico assustada de verdade, pois, esta pessoa o tempo todo dissemina discurso de ódio e como eu disse acima, travestido em moral e bons costumes.

Tem dias que é muito cansativo viver fora do vale, mas a necessidade financeira fala mais alto e assim vou vivendo meus dias, tentando me blindar dessas relações.

 Beijos de luz amades.


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