02 maio 2016

Toda forma de amor: pela normalização do amor diverso.

Olá colegas, amigues e leitorxs!

Semana passada não consegui gravar vídeo, passei por uma semana bem pesada de decisões e me recuperando, fiquei muito doente e pensei que seria melhor escrever, mas estou editando um vídeo sobre outra temática para vocês (sobre brincar, brinquedos e desenvolvimento infantil e das relações de gênero).

Pessoas, desde que consegui sair do armário, busco me envolver de todas as maneiras com esse universo e me dei conta de uma coisa muito séria, o mundo é muito heterossexual (descobri a roda kkkkkkk) e estou dizendo isso pelo simples fato: Casais LGBT causam reações muito profundas nas pessoas que os observam. Falo isso pelo simples fato de ter me relacionado socialmente a vida toda com homens e nunca tive esse tipo de preocupação de sair na rua ou beijar na frente de todo mundo e agora também não estou nem um pouco preocupada em me esconder, aliás, não sinto vergonha de forma alguma, sinto orgulho.

Os filmes, romances, livros em sua grande maioria são sobre casais heterossexuais e buscando por materiais de qualidade, que não sejam pornográficos e nem busquem mostrar estereótipos, afinal, somos seres humanos com tudo de tudo, consegui achar algumas obras maravilhosas, que em algum post mais pra frente indico.

O que estou querendo dizer com tudo isso?

Que o amor diverso atualmente é clandestino e não deveria ser, as pessoas deveriam ter o direito de amar sem se esconder, amar envolve amor próprio e ao próximo, isso não deveria ser agressivo, mas a moral e os bons costumes são heteronormativos, exclui de maneira nociva o amor e coloca pessoas diversas como vulgares, promiscuas, bizarras, objetos sexuais e de fetiche (lésbicas são o tempo todo assediadas de infinitas maneiras por homens heterossexuais), dentre outras formas de repúdio social.

Pergunto à vocês e já respondo: como se sentir integrada socialmente se o mundo impõe padrões heteronomartivos?

Penso eu que é escancarando nosso tipo de amor, trazendo isso pra normalidade, sem amarras, sem neuras. Sei que é difícil, pois a sociedade ainda é bem agressiva com diversas formas de amar, mas como diria o ditado árabe “Quem planta tâmaras, não come tâmaras”, então vamos preparar a terra e plantar, para que as futuras gerações possam desfrutar da liberdade afetiva.
  
Deixo vocês com a música “Toda forma de amor” do Lulu Santos (bem clichê) e até o final de semana eu posto o vídeo. 




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