15 março 2016

Sobre segregação, preconceito e machismo.

Olá colegas, amigos e leitores!

Sei que dia 17 de março faz um ano que não posto nada de novo neste espaço (sinto como se eu tivesse entrando em um local abandonado por muito tempo) e posso explicar isso como um período de dedicação à finalização e defesa da dissertação de mestrado (ocorreu em outubro de 2015), dedicação extrema aos problemas alheios e simplesmente um período meio obscuro sem inspiração mesmo.

Este último mês, entrei em contato com muitas vivências bem novas e relacionadas às formas de existência de algumas pessoas excluídas socialmente, que me emocionaram em vários sentidos e neste final de semana fui com minhas filhas em um evento de anime e isso me despertou várias inquietações a respeito de como a sociedade se relaciona com determinados grupos e como esses grupos buscam se proteger pra continuar existindo perante o preconceito e a discriminação social.

Pensando no que mais me emocionou, que foi o caso das travestis e pessoas transgêneros, que na grande maioria das vezes no início da adolescência ao se descobrirem assim, são colocadas para fora de casa ou são exploradas por familiares e por não possuírem chances de sobrevivência social (pelo menos aqui no Brasil, não), se rendem à prostituição e ficam à mercê de cafetinas e cafetões, que cobram um preço muito alto para essas vidas existirem (juro que fiquei com muita vontade de montar uma agência de emprego destinada a essas minorias sociais) e seus maiores clientes são homens heterossexuais que pouco se importam em saber como é a vida dessas pessoas, só as usam como uma mercadoria barata e jogam fora (nojo disso como tenho nojo de nuggets, que são feitos de pintinhos triturados).

Agora falando um pouco do universo feminino, a sociedade nos convida de todas as formas (filmes, contos de fadas, revistas, internet, etc) a cumprir um papel determinado, aquele papel de boa moça que aceita que tudo de tudo de seu macho e não podemos emitir opiniões e nem muito menos impor nossos desejos, pois somos colocadas como loucas, insanas por estes e quando nós, as “loucas”, sofremos violência psicológica, manipulação, tentativas de assassinato, mortes, violência sexual, dentre outras coisas, somos culpabilizadas por ter aceito o papel e nossos agressores em geral são absolvidos socialmente.

Queria entender como o mundo vai daqui pra frente com tantas distorções? E aquilo de amar o próximo como a ti mesmo? No final somos todos seres humanos procurando um sentido para nossa existência e acredito que este mundo é muito mais complexo do que o padrão binário de certo e errado que tentam por séculos, enfiar goela abaixo em todos nós.


Sei que esse texto foi mais reflexivo do que explicativo, mas logo virão textos novos, com temáticas novas, pois estou muito criativa e cheia de ideias. Deixo vocês com 3 vídeos como de praxe.





Nenhum comentário: