26 dezembro 2014

Mundo contemporâneo e a solteirice da mulher contemporânea

Olá querides!

Acho que preciso dar um retorno para vocês, uns dois meses atrás solicitei para algumas pessoas preencherem um formulário e até hoje não consegui sentar para escrever o texto sobre preferências, estou afundada de coisas pra fazer da dissertação, peço desculpas, mas logo sai.

Já faz um tempo que tenho escrito sobre as mudanças e da confusão paradigmática de gêneros que vivemos atualmente e outro dia estava ouvindo a música “Another day” do Paul Mccartney e me dei conta de algumas coisas que ainda estão em um processo muito primitivo de mudança, bem no comecinho.

Estava pensando nas mulheres e homens heterossexuais solteiros e essa música fala exatamente um pouco sobre a mulher contemporânea e na solidão que a independência econômica e sexual pode oferecer para nós, mas ainda não sabemos lidar com isso, afinal pouco menos de 30 anos éramos destinadas ao casamento e aos cuidados familiares, mesmo se trabalhássemos fora, não existe ainda um espaço social sem preconceitos para a mulher solteira, portanto, ainda de certa forma estamos procurando um parceiro para sermos “felizes para sempre”.

Os homens por outro lado, já estão nessa “parada” a mais de 5 mil anos e sabem lidar bem com isso, aliás, quando decidem se envolver com alguma mulher, meio que se “endireitam”, pois a vida sem uma mulher é de diversão e esbórnia, estes sabem bem lidar com isso, já grande parte das mulheres quando estão sozinhas, sentem-se realmente sozinhas, a sociedade não permite os mesmos benefícios que os homens solteiros possuem, como saírem sozinhas para um bar para encher a cara, sempre precisamos da companhia de outras pessoas.

Pessoas o que eu estou querendo dizer com esse texto é que ainda não sabemos muito bem como lidar conosco e nem com o que a vida tem pra oferecer, o que a solteirice tem para oferecer, os homens podem sair e pegar várias que sempre vão estar em uma posição de macho alpha, já as mulheres não, se começa a se comportar assim, são vistas como lixo e eternamente temos que ficar adiando a felicidade em todos os aspectos e sentindo culpa por tudo.

Precisamos achar nosso espaço de felicidade e da solidão saudável, achar nosso espaço social de diversão e não ficar à mercê de se divertir somente quando estamos com alguém, mas ainda falta muito tempo para isso acontecer, ainda estamos no começo da diluição, espero que daqui um tempo não exista mais aquela frase “fulano arrumou namorada e endireitou”.
  
Deixo a música do Paul agora no final e outra da Cyndi Lauper que é como um grito de liberdade ao direito das mulheres se divertirem também, desejo um ano de 2015 cheio de crescimento intelectual para todos e de muita luta para que ocorra essa diluição bem rápido, não aguento mais ser mulher, quero ser pessoa definitivamente.



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