05 novembro 2014

Dúvida do leitor: A perfeição está na imperfeição?

Olá colegas amigos e leitores!

Hoje venho discorrer sobre a utopia do gostar e sobre como idealizamos seres impossíveis de existirem na realidade, contei com o pedido da  leitora  Amanda  Castro (nome fictício) para escrever esse texto. Ela enviou um e-mail que dizia assim:

“Raquel, tenho um namorado e no começo ele era o homem perfeito, educado, gentil e com o tempo se tornou distante, arrota na minha frente e outras coisas, nem pagar a conta do bar ele paga mais, antes não me deixava pegar na carteira pra pagar, não faz mais nada daquilo que me fez gostar dele, dá pra explicar isso por favor?”

Amanda querida, somos o tempo todo bombardeados desde que nascemos pela construção de ideais de relacionamentos afetivos irreais, um exemplo disso são os contos de fadas e produtos culturais (filmes, novelas, etc) e por muitas vezes sofremos pois não sabemos aceitar as pessoas como são, com todos suas nuances que alguns chamam de defeitos e qualidades.

Ninguém gosta das pessoas porque elas são boazinhas, nos apaixonamos pelos defeitos das pessoas, do que é diferente de nós mesmos, do que nos faz movimentar de encontro ao outro, o que nos faz relacionar, pois se fossemos iguais, não teria mais graça.

Sonhamos e fantasiamos com uma pessoa perfeita, ideal, que construímos na nossa imaginação e que existe só no primeiro momento da conquista e digo a vocês que de início as pessoas fazem de tudo pra garantir o relacionamento, cometem vários equívocos, ou seja, alguns homens no começo abrem a porta do carro, pagam a conta, reservam o melhor lugar para sentar, levam no motel mais caro.

Depois da conquista e da estabilidade, começamos a conhecer melhor a pessoa e a pessoa real dá as caras no relacionamento, aquela que lambe a faca na mesa do restaurante, que prefere ver tv a conversar, que te larga pra ler um livro, que gosta de sair com os amigos e jogar futebol aos finais de semana.

Outra coisa que as pessoas não se dão conta, é que assim como qualquer relacionamento, a gente se relaciona dessa maneira com tudo no mundo, outro exemplo que posso dar é na profissão, ou seja, quando começamos em um emprego novo, adoramos, fazemos de tudo para impressionar e quando passamos da fase probatória, relaxamos e começamos a mostrar nossa personalidade profissional real.

Amanda provavelmente você era outra pessoa no início, acredito que isso seria um bom assunto pra ti e para o seu parceiro conversar e relembrar as fases boas do relacionamento, isso seria bem legal, recordações boas das épocas antigas, acho que é uma maneira bacana de vocês se divertirem, mas sem cobranças, pois hoje em dia vocês são o que são de verdade e no melhor sentido, ao pé da letra.


Finalizo o texto com duas do Chico Buarque, que refletem bem o texto.


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