22 novembro 2014

Mocinhos ou bananas?: reflexões sobre homens bonzinhos demais.

Vou escrever sobre falsos mocinhos, ou seja, sobre “homem banana”, aqueles que justificam sua bondade por falta de opinião e coragem de mostrar como são.

Pessoas sabem aqueles garotos que fazem tudo o que vocês querem e que com o tempo, dá repulsa? E quando pensamos em terminar ficamos com certo tipo de culpa, dizendo a nós mesmas: “Ele é tão bonzinho, faz tudo o que eu quero, nunca reclama” e sempre vem alguma pessoa e fala “mulher gosta de ser pisada”? Ou te rotulam como mulher de malandro?

Não é que mulher gosta de ser pisada e nem quer dizer que somos “mulher de malandro”, mas sim que gostamos de segurança. Esse tipo de sujeito, não é seguro de suas opiniões, por isso faz tudo o que queremos e quando mais necessitamos da espontaneidade deles não temos, pois temos que solicitar a ajuda.

Em certos casos, precisamos fazer um mapa ou desenhar nossas necessidades, pois, este tipo de ser nos abandona afetivamente, já que a atitude deles depende da nossa. Em relacionamentos dessa forma, o tal falso mocinho se faz de vítima quando solicitamos atitude deles, chegam a dizer que realmente estão preocupados com o relacionamento e que morrem de medo do rompimento.

Essas pessoas são acomodadas e estão no relacionamento por conveniência, não por que gostam de ficar conosco, mas sim, porque gostam da comodidade, gostam de não se mostrar, afinal, se relacionar com a parceira, gasta energia e dá trabalho, então é mais fácil e cômodo fazer tudo o que a parceira quer e não pensar, para essas pessoas é mais simples, pois, gostam de empurrar a vida com a barriga.

Com o tempo sentimos repulsa, como eu escrevi no começo do texto, pois sempre um dos parceiros age pelos dois e nutre deficientemente o relacionamento, vira uma relação narcisista e solitária, a famosa “solidão a dois”.

Como estamos sentindo carência afetiva e o nosso parceiro só funciona se o colocarmos para funcionar, na hora da cama, a libido morre, não sentimos vontade, pois não existe movimento do mané em outras partes do relacionamento e aí, o falso mocinho cobra a relação sexual, se colocando no papel da vítima novamente, dizendo que somos secas e que não somos carinhosas, o que na verdade, não somos nós, são eles que não fazem a parte deles.

Volto a dizer coleguinhas, mulher gosta de segurança e gosta de saber que tem com quem contar, não de alguém que as obedece, na verdade acho que ninguém gosta disso e se todas as nossas vontades fossem supridas não teríamos porque viver, sendo que o adiamento do prazer em alguns momentos serve para evolução e no relacionamento afetivo movimenta e une os parceiros, é como se fosse uma dança.

Escrevi isso em um dos meus primeiros textos aqui no blog e volto a dizer, nossos primeiros objetos de afeto, são nossos primeiros cuidadores, ou seja, nossos pais na maioria das vezes e no processo educacional, nem sempre são bonzinhos e fazem tudo o que queremos, a bondade deles está em ensinar a suportar frustrações, ter autonomia e maturidade em nossas decisões e que devemos ser ponderados com os nossos atos, equilibrados em nossas vidas.

Ensinam-nos a viver em sociedade e nos tornarmos seres civilizados, portanto, para vivermos em sociedade devemos abdicar nossos desejos em alguns momentos e em outros momentos, satisfazê-los de forma amadurecida, com consciência e autonomia e não abdicar em tudo, para satisfazer o próximo, afinal, o mocinho no final do conto de fadas, salva a mocinha por espontaneidade, por vontade e não porque ela mandou. A mocinha salva o mocinho por dar movimento aos dias tediosos dele antes de conhecê-la.


Encerro a postagem por aqui e deixo o vídeo, como sempre, no final do post, mas o clipe original não estava disponível para incorporar no corpo do texto.

19 novembro 2014

Confiança = Incoerência

Olá queridos leitores, colegas e amigos!

O que é confiança?

Existe mesmo isso?

O ato de confiar é social?

Usamos a confiança de desculpa para não assumir nossos atos?

Usamos essa palavra em vão?

Bom como alguns de você já estão cansados de me ouvir falando nisso, eu não acredito em confiança, mas sim em coerência pois não acredito que exista um ser humano incorruptível, todos somos corruptíveis e temos falhas, não é à toa que existe a seguinte frase “Ninguém é perfeito”, portanto se ninguém é perfeito é passível a erros e atos maldosos, seja contra si, como com o próximo.

Acredito que as pessoas seguem o roteiro até que isso seja significativo, mas a partir do momento que deixa de ser e outros interesses surjam, a vinculação muda e o contrato se renova com outras roupagens, afinal, somos responsáveis somente por nossas escolhas e por nossa vivência, não temos a capacidade de decidir pelos outros, somos seres humanos.

Ser coerente não tem nada a ver com confiança, tem a ver com respeito próprio e respeito ao próximo, visto que, quando somos coerentes com a gente, existe o cuidado interno e externo e abrimos espaço para o próximo, abre o espaço para escolhas e para a não violência gerada pela culpabilidade da confiança. A coerência movimenta para o conhecimento interno de nossas limitações e vontades ao contrário da confiança, que cega e afasta as pessoas de si mesmas.

Algumas pessoas não utilizam preservativo, porque confiam em seus parceiros, mas confiam como? Qual a base de confiança que as pessoas usam? Aí algum engraçadinho pode dizer “Raquel chata, pra acontecer o relacionamento tem que ter confiança”, não é bem assim pessoas, desejo não tem nada a ver com moralidade, ele simplesmente aparece por alguma identificação e aí a coisa pode ou não pegar fogo e isso não quer dizer que tais pessoas não sentem amor por seus parceiros, quer dizer que aconteceu uma vontade, seja carnal ou emocional, não somos monogâmicos por natureza, somos socialmente monogâmicos e deslizes acontecem. Então confiança quer dizer imunidade? Não se usa preservativo porque confia? Então, se existe confiança as pessoas tornam-se imunes as DST/AIDS?
Não podemos confiar nem em nós mesmos, pois às vezes cometemos erros dos quais nos arrependemos por muito tempo, portanto, confiar no próximo é depositar expectativas às vezes irreais em uma pessoa.

O próximo é tão passível de erros e falhas como qualquer ser humano e existe a questão de projetarmos nossas necessidades nas pessoas e quando elas não são supridas, ocorre a frustração, assim sendo, cobramos do próximo o que falta em nós e por isso que eu digo meus queridos, a coerência é a melhor aliada.

Se nos conhecemos ou pelo menos fazemos o mínimo esforço para que isso aconteça, não existe o espaço nebuloso da confiança e a frustação torna-se aliada da evolução interna, da maturação de nossos mecanismos afetivos, deixamos o afeto afetar com mais espontaneidade e deixamos de jogar a reponsabilidade no próximo tornando-se sujeitos de nós mesmos.

No campo das DST/AIDS não existe confiança e digo mais, quem não usa preservativo atualmente é suicida e incoerente, pois, se não cuida nem da própria saúde física, que é uma coisa básica a qualquer ser humano, o que se pode dizer da saúde mental do indivíduo que se coloca em uma atitude de risco dessas?


Fica a reflexão para vocês e espero que sejam mais coerentes com vocês mesmos e com as suas pessoas afetivas, deixo as sábias palavras de Cazuza, que foi muito coerente com suas escolhas, devorou o céu e o inferno de uma vez, mas pagou um preço alto por ser guloso. A música do Engenheiros é um pouco mais complicada, mas muito válida ao post.

15 novembro 2014

O ciúme como uma justificativa machista para o crime passional

Olá pessoas!

Hoje venho discorrer novamente sobre algo que é muito comum nos relacionamentos afetivos e que em alguns casos pode colocar fim nas relações de afeto, justamente por extrapolar as limitações sociais e intimas do casal.

Nossa sociedade ainda conta com aspectos patriarcais, não estamos totalmente diluídos, mesmo que exista esse discurso, ainda não é de total realidade e pode-se observar que existe o discurso que protege os homens com relação ao ciúme, visto que a sociedade ainda entende que a maioria dos homens não são ciumentos, justamente pela crença de que homens são mais sexualmente ativos que as mulheres e quando estão em um relacionamento afetivo estão protegendo sua honra contra a infidelidade e assim podem coagir a mulher a fazer tudo que julgam se melhor para proteger sua honra.

Aquela historinha que sempre contam sobre mulher ser mais ciumenta é balela, tanto é que a maior parte dos crimes passionais são cometidos por homens, em uma pesquisa realizada por Centeville e Almeida (2007) pude verificar que se estima que entre 10 assassinatos passionais, 3 foram cometidos por mulheres, então queridos, mulheres não são mais ciumentas, homens são e usam a legitimidade social para cometer atos criminosos dentro das relações afetivas.

Quando o ciúme é saudável, faz o sujeito refletir o relacionamento e inclusive conversar com a parceira afetiva e tentar resoluções dentro do relacionamento. Inclusive pude captar em minha revisão de literatura que por muitas vezes pessoas que possuem ciúme patológico, quando são colocadas de frente com o que acreditam ser realidade, por muitas vezes tornam-se agressivas ao constatar que estavam erradas e não admitem que estão, sempre culpam as outras pessoas por seus atos, em geral não se responsabilizam pela violência cometida, seja ela física ou psicológica.

As mulheres que são vítimas de ciúme, não estão com a pessoa porque gostam de ser agredidas, mas sim porque o relacionamento com o tempo as enfraquece e por esse enfraquecimento, não conseguem se defender, pedir ajuda e muitas delas morrem em decorrência disso e isso é muito sério.

Deixo a música “Será” da Legião Urbana e a música “Esse Cara sou Eu” do Roberto Carlos, para ilustrar na arte formas de ciúme e comportamento controlador.




12 novembro 2014

O Afeto é tudo que te afeta

Olá querides!

Trocadilho bom né? Muito lógico? Nem tanto.

Quando alguém diz algo sobre afeto, penso que falam de amor, mas o afeto não é só amor, como também as paixões não estão somente ligadas à excitação. Todas as emoções e sentimentos são constituintes do afeto, tais como: amor, raiva, tristeza, angústia, desespero e é justamente aí que entra a reflexão, pois o afeto é todo sentimento e emoção que nos afeta diretamente e internamente, é como uma flechada na alma da gente.

O afeto é tudo que deixa a gente com o pé no chão e sem chão, ou seja, é tudo que mexe realmente conosco e se não há afeto ou significação afetiva, não existe vida ou movimento interno, pois o afeto é a carga que impulsiona nossas ações e reações perante o mundo interno e externo e se este não existe, não fede e nem cheira, é como se para algumas situações estivéssemos em piloto automático, pouco responsivos às situações.

Se você não se envolve afetivamente com seu emprego, nem que seja por desagrado, provavelmente se teu chefe chamar tua atenção em relação ao seu “mau desempenho”, entra por um ouvido e sai pelo o outro. Entretanto, se você tem carga afetiva pela função que exerce, dependendo da situação, tira tua noite de sono e te deixa neurótico, pois, algum conteúdo interno e afetivo mexeu contigo, seja por medo de perder o emprego e ficar sem o dinheiro, seja por sentir-se injustiçado, por trabalhar e não ser reconhecido, dentre outras coisitas mais.

Quando sentimos medo, fugimos ou enfrentamos o “bicho papão”, já que, se não houvesse o significado afetivo, seriamos indiferentes à situação.

Vou exemplificar sobre o sentimento raiva, ou seja, pode ser que em algum momento passamos por frustração, seja por alguma pessoa ou instituição e o que ficou para nós internamente foi a raiva, seja de não alçarmos nossos objetivos ou de não compreender o acontecido, pois a ignorância causa raiva também, ficamos transtornados quando não entendemos determinada situação, ou não temos como entender, como se estivéssemos em uma camisa de força. Sentimos raiva quando defendemos algumas ideias e a sociedade faz questão de amordaçar nossos ideais e posso dizer conscientemente, que isso tudo é afeto.

Só evoluímos em determinados aspectos de nossas vidas quando há significado afetivo em nossas inquietações, pois, se existe significado é porque algo nos afetou e movimentou nosso olhar para a questão.

Termino o texto por aqui e deixo vocês com a música “Socorro” do Arnaldo Antunes.


08 novembro 2014

Muro das lamentações: O presente é um presente ou uma vida de lamúrias/discurso melancólico?

Olá querides!

Hoje à tarde eu estava me perguntando: Se algumas pessoas vivem remoendo a vida e o que passaram, porque não procuram fazer um presente melhor para que no futuro surjam lembranças gostosas e prazerosas? Porque as pessoas teimam em viver dentro de um pesadelo mental?

Pensei na infância, que em geral temos boas recordações, sendo que tem até site para recordar, pelo menos da minha infância têm vários relembrando os anos 80. Então se as recordações da infância é são boas, o que acontece a partir da adolescência que as coisas mudam?

Poxa! É claro! Em uma infância consideravelmente saudável, temos cuidadores que nos ensinam a enxergar o mundo e não somos tão responsáveis por nossos atos, não estou negando os sofrimentos infantis.

Talvez por ser um período em que as cobranças sociais e morais não sejam tão pesadas, talvez por não necessitar tanto daquela máscara ética que permeia as relações humanas, talvez porque nossos mecanismos de defesa estejam em estado pré-maturos e ainda não se desenvolveram como nos adultos, só sei que, ser adulto não é fácil e nem deve ser.

Penso também que seja uma fase em que temos contato à primeira vez com o mundo, testamos o mundo e as crianças não fazem as coisas na racionalidade, são espontâneas e se permitem ao movimento da esperança.

Quando chegamos à fase da adolescência somos basicamente forçados a manter um padrão social nas relações e aí as coisas complicam, pois, esse padrão na verdade é ideológico e utópico e cada ser aprende ética e moral de uma forma, não viemos todos da mesma família, os valores não são homogêneos, cada família tem uma crença, normas e valores que diferem umas das outras e aí a confusão é iniciada.

Somos obrigados a lidar com as diferenças sociais e às vezes o que é diferente fere e machuca quando não estamos seguros de nós mesmos, então tentamos à todo custo impor nossa forma de ver o mundo e com o amadurecimento mental dos anos, percebemos que não podemos mudar o mundo, que isso não é bacana e que devemos aprender a viver com as nossas representações de mundo, nossos anseios e nossas dificuldades e paramos de culpar o outro por nossos fracassos, nos responsabilizamos por nossas derrotas e vitórias, isso é bacana no desenvolvimento.

Infelizmente a maioria dos seres humanos teima em culpar o outro, ou seja, o errado sempre é o outro, não nós mesmos e assim voltamos à infância, lá quando eram nossos cuidadores que se responsabilizavam por tudo que fazíamos, portanto, acredito que quando culpamos nosso próximo e vivemos uma vida de coitadinhos, de injustiçados, regredimos aos pontos mal elaborados de nossa vida mental.

Será que viver uma vida de lamentações não tem algo em comum com certa melancolia e nostalgia ao tempo em que não éramos responsáveis por nós? Uma forma de querer um colinho de nossos cuidadores?

Acredito que só amadurecemos quando aprendemos a reconhecer no cotidiano nossos pesos e pesares por nossos atos e só vamos conseguir de verdade construir um presente agradável quando finalmente evoluirmos o bastante para nos tornamos sujeitos e agentes dos nossos atos, enfim, ampliar nosso conceito de vida saudável, em que somos responsáveis por nosso prazer, por nosso desprazer e não deixar a vida levar, mas sim tomar as rédeas da situação e transformar o presente em um presente internamente satisfatório no cotidiano.

Uma coisa ruim não é só ruim, a ambiguidade está aí pra isso e coloco duas frases engraçadas para a reflexão: “Se a vida te deu um limão, então faça uma limonada”; “Se a vida te virou as costas, então, passa a mão na bunda dela”.

Se as coisas não estão da forma como gostaríamos é porque de alguma forma conduzimos para que isso estivesse acontecendo, seja consciente ou inconscientemente, temos nossa parcela de decisão em tudo, mesmo que não reconhecemos e jogamos isso só nos outros.

Deixo a dica de um filme maravilhoso chamado “Ensina-me a viver” que foi bem indicado por uma supervisora clínica e essa eu tenho que agradecer muito, foi quem me ensinou a clinicar, basicamente uma mãe acadêmica. Aproveito para deixar o trailer do filme e indicar a trilha sonora também.





05 novembro 2014

Dúvida do leitor: A perfeição está na imperfeição?

Olá colegas amigos e leitores!

Hoje venho discorrer sobre a utopia do gostar e sobre como idealizamos seres impossíveis de existirem na realidade, contei com o pedido da  leitora  Amanda  Castro (nome fictício) para escrever esse texto. Ela enviou um e-mail que dizia assim:

“Raquel, tenho um namorado e no começo ele era o homem perfeito, educado, gentil e com o tempo se tornou distante, arrota na minha frente e outras coisas, nem pagar a conta do bar ele paga mais, antes não me deixava pegar na carteira pra pagar, não faz mais nada daquilo que me fez gostar dele, dá pra explicar isso por favor?”

Amanda querida, somos o tempo todo bombardeados desde que nascemos pela construção de ideais de relacionamentos afetivos irreais, um exemplo disso são os contos de fadas e produtos culturais (filmes, novelas, etc) e por muitas vezes sofremos pois não sabemos aceitar as pessoas como são, com todos suas nuances que alguns chamam de defeitos e qualidades.

Ninguém gosta das pessoas porque elas são boazinhas, nos apaixonamos pelos defeitos das pessoas, do que é diferente de nós mesmos, do que nos faz movimentar de encontro ao outro, o que nos faz relacionar, pois se fossemos iguais, não teria mais graça.

Sonhamos e fantasiamos com uma pessoa perfeita, ideal, que construímos na nossa imaginação e que existe só no primeiro momento da conquista e digo a vocês que de início as pessoas fazem de tudo pra garantir o relacionamento, cometem vários equívocos, ou seja, alguns homens no começo abrem a porta do carro, pagam a conta, reservam o melhor lugar para sentar, levam no motel mais caro.

Depois da conquista e da estabilidade, começamos a conhecer melhor a pessoa e a pessoa real dá as caras no relacionamento, aquela que lambe a faca na mesa do restaurante, que prefere ver tv a conversar, que te larga pra ler um livro, que gosta de sair com os amigos e jogar futebol aos finais de semana.

Outra coisa que as pessoas não se dão conta, é que assim como qualquer relacionamento, a gente se relaciona dessa maneira com tudo no mundo, outro exemplo que posso dar é na profissão, ou seja, quando começamos em um emprego novo, adoramos, fazemos de tudo para impressionar e quando passamos da fase probatória, relaxamos e começamos a mostrar nossa personalidade profissional real.

Amanda provavelmente você era outra pessoa no início, acredito que isso seria um bom assunto pra ti e para o seu parceiro conversar e relembrar as fases boas do relacionamento, isso seria bem legal, recordações boas das épocas antigas, acho que é uma maneira bacana de vocês se divertirem, mas sem cobranças, pois hoje em dia vocês são o que são de verdade e no melhor sentido, ao pé da letra.


Finalizo o texto com duas do Chico Buarque, que refletem bem o texto.


01 novembro 2014

A síndrome de Mestre dos Magos: quando eles somem sem mais, nem menos.

Olá colegas, amigos e leitores!

Agora pouco estava assistindo “Adorável Psicose” (Mestre dos Magos), em um episódio em que a Natália Klein estava apaixonada por um peguete e ficaram por uma semana, só que foram encontros significativos para ela e sem mais e nem menos, o peguete sumiu e nunca mais apareceu.

O que eu estou querendo dizer querides?

Algumas pessoas aparecem em nossas vidas, se mostram de maneira especial e na hora de dar continuidade somem e nunca mais aparecem, assim como o peguete da Nathália Klein que no final do episódio, depois de sumir por dias ou semanas, reaparece e diz que para ele não foi tão agradável e que não era “muito” afim dela.

Daí fico me perguntando aqui

Se não foi recíproco porque não informar a pessoa de tal fato ao invés de alimentar esperanças e depois sumir?

 Quer dizer que quando não somos tão afins da outra pessoa, esta não merece saber o que está acontecendo?

Isso é um ato maquiavélico, tanto quando os homens fazem, como quando as mulheres fazem e se não são afins não custa informar, as pessoas merecem respeito de nossa parte, não são objetos de consumo nossos, são pessoas, com sentimentos, ilusões, sonhos dentre outras coisas que te fazem um ser afetivo e humano.

Sumir é um ato de covardia com a outra pessoa e entendo que não entrar em contato é uma das maneiras mais desrespeitáveis e desprezíveis que uma pessoa pode fazer com a outra, não devemos concordar e muito menos permitir.

Seguindo essa lógica, quando a pessoa está afim de você, realmente ela vai te procurar, vai tentar demonstrar de alguma maneira que está ali e não simplesmente sumir, pois, sumir é o que te faz ter certeza que a pessoa não tem o mínimo respeito por você e muito menos quer seu bem, pois prefere sumir a te dar algum nível de explicação.


Bem, vou terminando o texto por aqui e espero que tenham entendido que quando realmente respeitamos as pessoas, não damos espaço para que entrem em confusão mental, mas sim, jogamos limpo e verdadeiramente, quem não se importa conosco, não quer nossa presença por perto e muito menos se importa com nossos sentimentos.