04 outubro 2014

Dança e Música: alimento mental, passional, corporal e espiritual

Olá colegas, amigos e leitores!

Anos atrás (2010) fui à Bienal de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise em Ribeirão Preto e a temática escolhida para aquele ano era Paixões e tive a oportunidade de ver um show de tango com dançarinos profissionais argentinos e após o show uma reflexão psicanalítica com psicanalistas celebridades. Acredito que boa parte das pessoas saíram com o coração mais caliente de lá, mas não vou escrever sobre a Bienal, vou escrever sobre dança, música, só queria contar para vocês essa passagem muito transformadora em minha vida.

A música é algo muito importante para a mente humana, é uma forma de sublimar algumas coisas, é sentir prazer, é deliciar-se de várias maneiras, pois a música transcende a audição e em alguns momentos apreciamos sinestesicamente com todos nossos sentidos.

Pensando um tempo atrás nas camadas sociais e nas músicas apreciadas por vários tipos de pessoas e ouvindo alguns discursos preconceituosos sobre alguns estilos musicais, que depreciam em vários sentidos os guetos musicais, ganhei espaço para pensar a música e percebo que a linguagem é universal e que se comunica direto com nossa veia afetiva, nossa alma.

Outra coisa que percebo que dentro das camadas sociais existem elementos distintos na música de cada local, a cultura de determinados locais elege o tipo de bailado e canção que mais toca a alma social e subjetiva de seus indivíduos. No entanto é perceptível que em determinados grupos a música, é mais voltada ao ritmo tribal, sexual e não possui elementos tão lapidados, são de alguma forma pedras preciosas brutas e sem lapidação, mas que não deixam de ter seu valor criativo e em outras a música é algo mais lapidado. Música e dança não foram feitas para preconceitos, música é feita para escutar com os ouvidos do coração, preconceito musical é algo imbecil, cada ser se identifica com o que toca de verdade, com o que afeta.

Agora falando um pouco de dança, penso que esta pode ser dançada sozinha, como um solo de Ballet em que a bailarina faz um espetáculo sozinha, mas o ballet fica mais belo quando existe o elemento masculino no palco, é super necessário para um bom ballet contar com a presença masculina, é delirante ver, fico emocionada quando vejo um bom bailarino dançando.

Com relação às outras danças em parceria, diria que a vida é um tango e como no tango, existe o lado parceiro, trágico, alegre, sensual e caliente, mas no tango essa parte só mexe com a imaginação, só deixa subentendida a intenção sexual. Com outras danças também ocorre o fenômeno de parceria e a dança só é bela quando os parceiros se entregam e se entrelaçam, são como engrenagens um do outro e fazem acontecer justamente por existir a sintonia entre os dois. Dançar não é fácil, exige disciplina, exige técnica, exige criatividade, exige coração e principalmente dança exige engajamento entre as partes e outras coisas que se eu for citar, a lista não acaba.

Queridos o texto foi curtinho, até a metade da semana que vem eu vou postar um texto sobre cardápio afetivo, prostituição e outras coisas, me aguardem, ele está quase terminado. Deixo uma música do Chico que celebra bem minha nova fase, estou de volta e pretendo movimentar o blog semanalmente e só para passar invejinha boa, fui nesse show e vi da plateia bem pertinho dele.


Estou deixando dois vídeos de tango que dão água na boca e arrepio no corpo todo.








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