15 outubro 2014

“Gostar de quem não gosta de mim” (Parte II) – Do luto ao amor platônico.

Olá queridos!
Nessa segunda etapa vou discorrer sobre a questão do luto nos relacionamentos afetivos.
O que acontece no caso de amor platônico? É outra maneira de fuga afetiva, isto é, vivemos em estado de fantasia, idealização e sonho, sendo que na verdade, quem vivência o amor platônico esconde algo maior, ou seja, a falta de vontade de amar verdadeiramente, de se entregar à uma relação com o outro na realidade, não querem se envolver, pois de alguma forma é mais fácil  administrar algo inatingível do que algo concreto.
Acredito que ao sair do platonismo, a pessoa perde o encanto e assim acaba-se o amor ilusório, portanto a graça do amor platônico é não ter a pessoa amada ou seja, o “gostar de quem não gosta de mim” é platônico, é ilusão sempre.
Com relação ao luto, em geral, quando rejeitamos alguém passamos por um período de reajustes afetivos, mas quando somos rejeitados essa fase se estende por mais tempo, pode durar até décadas, até que se elabore a perda daquela história.
Fecho novamente essa temática com as sábias palavras de Mário Quintana , que traduz em simples palavras o que quero dizer. Deixo também músicas do Lulu Santos, um comercial do Pão de Açúcar com a Clarice Falcão e a uma do Chico Buarque que diz muito sobre amor platônico.
Boa semana para vocês e agradeço o número de acessos que venho recebendo no blog, isso me motiva a continuar o com ele e faz real a vontade de escrita.

BORBOLETAS

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!



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