11 outubro 2014

“Gostar de Quem Não Gosta de Mim” - Novas concepções e reformulações (Parte I)

Olá colegas, amigos e leitores!!!
A partir de agora vou começar a reformular alguns textos, pois já escrevi uns anos atrás e notei que são textos bem acessados, mas estão defasados, nesta semana vou escrever novamente e dividir em duas partes a reflexão sobre nos apaixonarmos por pessoas erradas. O link do original é: http://sexconvi.blogspot.com.br/2009/01/gostar-de-quem-no-gosta-de-mim.html
Quando estamos sozinhos e nos sentimos solitários, geralmente buscamos por afeto, algo que nos complete, ou seja, buscamos prazer, segurança e conforto, dentre outras maneiras de se relacionar com as pessoas.
No momento em que estamos carentes e em desequilíbrio afetivo, nosso amor próprio/autoestima está em baixa e um primeiro encontro pouco mais afetuoso confunde nossa percepção a respeito da pessoa e projetamos nossas expectativas no outro. Esperamos que o outro corresponda aos nossos anseios e fantasias afetivas, nos esquecemos de nós mesmos em meio disso tudo.
A frustração é inevitável nessas situações, pois como não conhecemos a outra pessoa, a tendência é o apego em ideais que já conhecemos, é como uma forma de sentir segurança, mas como sempre “o inferno são os outros”, quando a outra pessoa não age de tal maneira depositamos a culpa nela e nos apegamos ao que pensamos que a pessoa poderia nos fornecer e da mesma maneira que não recebemos o que desejamos, somos atraídos somente pelo delírio do que poderia ser.
Quando não esperamos tanto da outra pessoa, conseguimos discernir o que realmente acontece no relacionamento e o que realmente queremos em nossas vidas e desta forma, enxergamos o outro em sua totalidade e daí perdemos o medo da rejeição e não desperdiçamos tempo com emoções desagradáveis, deixando o caminho livre para pessoas que realmente valem a pena.
No momento em que conseguimos gostar de nós mesmos independente de qualquer opinião externa, permitimos que as pessoas nos enxerguem de maneira integral e abrimos espaço para que se aproximem de nós, pois não existem pessoas erradas, o que existe na verdade é uma grande confusão de emoções, pois a pessoa carente não busca amor, na verdade ela busca algo parecido com ela mesma.
Termino essa primeira parte deixando música com “Na rua, na chuva e na fazenda” da banda Kid Abelha, pois foi dela que tirei a inspiração do título do post anos atrás.

2 comentários:

Gazetta Revolucionária disse...

Parabéns, seu blog é muito bom. Sempre que puder vou visitá-lo. Abraços do tio Laercio

Anônimo disse...

Adorei o texto!!