25 outubro 2014

Estar apaixonado: cogitações sobre o início dos relacionamentos afetivos.

Olá ilustríssimos colegas, amigos e leitores!

Hoje a temática que vou apresentar é sobre aquela paixão que acontece no início dos relacionamentos, aquela sensação de flutuação, de prazer misturado à insegurança, que a libido sobe nas alturas e como diria Lulu Santos “era só fechar os olhos e deixar o corpo ir, no ritmo”.

Esse momento do início é como se fosse uma amostra grátis, ou seja, amostra grátis é o que se tem de melhor de um produto, pois muitas vezes o produto é bom, mas na amostra ele é mais concentrado, só conhecemos o/a parceiro/a, depois da fase de amostra grátis.

Os níveis de dopamina, serotonina e ocitocina sobem às alturas, é como se estivéssemos usando alguma droga, mas o incrível é: nosso corpo é capaz de produzir afetivamente esses efeitos encontrados nas drogas, afinal, quem nunca sentiu essa sensação maravilhosamente boa quando começou a gostar de alguém.

Pensando em uma lógica evolucionista, é como se ambos entrassem no cio e acredito que pode ser um mecanismo para preservar o futuro da relação e posteriormente quando os mecanismos neuronais entram em homeostase, a cegueira eufórica e afetiva gradualmente diminui, o casal já obteve o vínculo afetivo proporcionado pela fase anterior e aos poucos se conhecem melhor e isso é necessário para suportar o cotidiano relacional que não é uma coisa fácil e nem deve ser.

Bem entendo desta maneira, mas sei que existem infinitas maneiras de se pensar esse início, talvez com um pouco mais de poesia e ilusão e deixo a música do Lulu Santos agora no final para que vocês possam sentir um pouco mais o que quero dizer e não poderia deixar de lado “O meu amor” de Chico Buarque.


Um comentário:

Gazetta Revolucionária disse...

Esse exercício de se descrever o "estar apaixonado" é só pra artistas ou cientistas iniciados na áreas (psicologia ou biologia), e você tem a competência necessária, por isso é difícil fazer comentário no seu blog, pois tem-se o medo de dizer besteira. Então a nós, simples mortais, que visitamos seu blog, resta postar um singelo, mas sincero: "muito bom este seu artigo".