22 outubro 2014

Amor Próprio: o que é isso afinal?

Olá queridxs!

Dias atrás escrevi sobre sangrar e se arriscar (http://www.sexconvi.blogspot.com.br/2014/09/sangrar-e-viver-e-viver-e-se-arriscar.html), afinal isso é viver e hoje vou discorrer um pouco sobre o que entendo sobre amor próprio e dedico esse texto às minhas filhas Clara e Luísa e minha sobrinha torta, a Dorinha.

O que seria então esse tão falado amor próprio que as pessoas tanto falam?

Em primeiro lugar, amor próprio tem algo em comum com o saber o que você quer da vida e vou exemplificar isso falando sobre relacionamentos afetivos, mas podemos transpor a lógica para todas as relações de nossas vidas. As vezes a pessoa está com vontade de ficar com determinada pessoa e acaba ficando e sentindo algo, mas no fundo o affaire infelizmente não tem os elementos essenciais que essa pessoa deseja para a vida, mas mesmo assim a pessoa continua ficando para ver no que vai dar e acaba em frustração.

Saber o que se quer nesse exemplo, é abrir mão de relacionamentos fadados ao fracasso, pois mesmo com toda aquela explosão sentimental do começo, quando a decepção é maior do que o que nos basta, e o que esperamos do outro, não correspondem às nossas expectativas, não estamos nos amando, mas sim nos sujeitando ao que temos.

Amor próprio tem tudo em comum com o se respeitar e se respeitar tem tudo em comum o que foi discorrido acima, não devemos aceitar tudo o que as pessoas propõem e às vezes o que serve para um, fica apertado no teu coração. Quando nos submetemos por medo de perder, o que perdemos é nosso amor próprio, é a perda da dignidade e fazer tudo pelo próximo só para agradar ou por medo, é furada.

Saber falar “não” sem culpa é algo muito difícil e só conseguimos quando sabemos o que queremos, não sentimos culpa por negar a possibilidade de sair do caminho que desejamos. Não estou falando que devemos nos render ao egoísmo, mas sim ter o mínimo de respeito por nós mesmos e discernimento entre o que o interno quer e o externo solicita e fazer o meio de campo entre uma coisa e a outra.

Outra faceta do amor próprio é que quando sabemos o que queremos, temos força para lutar por isso e não nos perdemos no meio do percurso, mas também conseguimos um auto encorajamento para externalizar nossas vontades e partir para o fazer virar realidade.

Quando as pessoas não se amam, se acovardam por medo do que os outros vão dizer, medo da rejeição, mas quando nos amamos, não existe isso de rejeição, existe a possibilidade de refletimos a aceitação da frustração com mais facilidade, pois o maior amor de nossas vidas, somos nós mesmos e desta maneira vivemos corajosamente a vida.

Termino o texto com três músicas que falam exatamente sobre amor próprio, uma é “coisas que eu sei” da Danni Carlos, uma do Lenine chamada “o que me interessa” e “All you needs love” dos Beatles e peço que para quem não tem fluência em inglês, leia a tradução, pois vale a pena.



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