29 outubro 2014

Afetos e seus segredos: Pertencer, pertencimento e engajamento.

Olá colegas amigos e leitores!

Hoje venho conversar com vocês sobre o que movimenta o sentimento das pessoas e o que em geral as pessoas reclamam, mas nem sempre nos damos conta disso, sobre como as pessoas se apaixonam e amam. Vou tentar explicitar isso, mas nunca levem como verdades universais o que eu digo aqui, são só explanações e reflexões das temáticas que exponho.

Quando vemos um bebê lindo na rua ou o filho/a de algum conhecido, em geral vamos brincar e emitir vozes infantilizadas, nos derretemos por um sorriso, para o bebê ficar feliz e isso gera um sentimento de ternura.  Outro exemplo desse sentimento na infância é quando éramos presenteados com o brinquedo que queríamos, chegávamos a dormir com o brinquedo ou quando um coleguinha era muito legal e as horas passavam rapidamente, pois a brincadeira superava as expectativas e ninguém queria voltar para casa.

O que estou querendo dizer meus queridos leitores?

Quando gostamos de uma pessoa queremos brincar, emitimos vozes infantis, só que nós crescemos e a brincadeira com o coleguinha envolve outras nuances, atingimos inconsciente e consciente os ideais infantis com relação ao mundo.

Quando me refiro aos cuidados que temos com os bebês, me remete ao engajamento que esperamos da outra parte, afinal o normal é que em primeira instância, nossas primeiras experiências afetivas são no cuidado carinhoso que em geral se fornece aos bebês, nossos cuidadores são a janela para o mundo afetivo, é com eles que aprendemos a amar. É no toque da pele, no alimentar, nas brincadeiras que aprendemos com eles a amar.

O que vejo mais no mundo são pessoas reclamando que a parceria afetiva não corresponde às expectativas e penso que esses relacionamentos podem estar com uma baixa de engajamento ou as solicitações são delirantes (bebês que berram a noite toda querendo mamar e carinho, insaciáveis) e as expectativas irreais com relação à outra parte, pois nem sempre temos para oferecer ao outro cuidado extremo ou nem se quer sabemos como fazer.

No final penso eu, que nosso ideal é o sentir pertencimento e pertencer ao outro, não como uma prisão afetiva ou algo voltado à dependência, mas como uma dependência independente do outro, assim como é com a família da gente, em que dependemos em partes do carinho deles, mas seguimos nossa vida em busca da autonomia.


Finalizo pedindo desculpas por ainda não postar o texto sobre preferências afetivas, ainda não tive tempo de construir o texto pois estou um tanto atarefada. Deixo a música “Velha Infância” dos Tribalistas.



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