30 abril 2014

Igualdade gera Igualdade: a queda do pátrio-poder resolveria muita coisa.

Olá colegas, amigos e leitores!

Depois de escrever o texto anterior, fiquei com mais inquietações a respeito dos gêneros e do que chamamos de pátrio-poder.

Estava aqui pensando que talvez a resolução de quase todos os conflitos do mundo seja a igualdade de gêneros, não é a educação ou o sistema econômico, mas sim a quebra das relações de poder que começam a partir do nosso nascimento, dentro de nossos lares que herdam transgeracionalmente e perpassam essa herança de poder e hierarquia vertical há milênios, de maneira alguma a estrutura familiar é vivida horizontalmente, sempre existe a relação de poder entre todas as partes.

Tá vocês já devem achar que eu surtei de vez, mas não, só acredito que a família é a primeira esfera social que vivemos antes de começarmos a relação com o mundo de fora desta e é dentro desse contexto que treinamos e aprendemos como o mundo é, ou melhor, como nossos pais pensam e nos fazem acreditar que é. É na família que aprendemos nossas primeiras relações de poder e de submissão, não acredito em família democrática, mesmo que os cuidadores se esforcem ao máximo na contracorrente do poder e chegam a delirar com isso, sempre existe a relação de poder.

Realmente a vida toda, vivemos uma vida de obediência e verticalidade, seja no trabalho que existe um chefe ao qual você deve respeito e obediência ou em outras relações, sempre devemos obedecer ao bom senso patriarcal, as religiões em geral seguem essa lógica de várias maneiras, nunca a lógica de equidade entre os seres humanos, daí fico pensando que dentro de uma lógica de igualdade temos a oportunidade de amarmos e respeitarmos uns aos outros de verdade, já que não existiria um grande PAI (dinheiro) soberano ao qual deveríamos obedecer, respeitar e nós como irmãos não brigaríamos, não disputaríamos a atenção desse grande pai (modos de produção e necessidades geradas que viveríamos bem sem), pois todos seriamos parte do todo de maneira horizontal.

Penso na relação de gênero, pois se nem os gêneros estabelecem essa horizontalidade como natural, que ambos são competentes e podem exercer as mesmas coisas ou no caso de gerar filhos, todos possuem a capacidade de cuidar desse independente do biológico materno, como resolver os outros problemas desse planeta? Invadindo outro planeta e plantando mais desigualdades em solos extraterrestres?

Um mundo com igualdade de gêneros, no qual seriamos tratados como seres humanos, não quer dizer baderna, mas sim igualdade e dentro da igualdade existe o respeito ao próximo e a educação para promoção de uma vida boa a todos e relação de poder/controle/obediência que leva à punição e a submissão não teria a necessidade de existir.



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