29 outubro 2013

Jura Secreta e as revelações dos sentimentos

Olá queridos!

Estava aqui agorinha ouvindo Raimundo Fagner, muito bom Fagner e ouvi duas músicas que falam sobre a temática repressão, na verdade falam sobre aprisionamento mental, que a meu ver causa muita dor pra quem vive assim, porém tais mecanismos de defesa são essenciais para viver em sociedade, não podemos fazer tudo que bate vontade, temos que ter discernimento mental para a ação, mas quando isso te faz prisioneiro do modo “como as pessoas vão pensar”, amigo você sofre e nem sabe o porquê e de onde vem esse sofrimento.

Outro dia estava no Facebook e dei de cara com uma postagem esdrúxula que dizia o padrão de mulher que os homens gostam, fiquei horrorizada com isso, pois descreviam vários tipos de comportamento sociais que todos os seres humanos emitem, mostram um perfil de um ser domesticado e bem treinado, o retrato de uma mulher totalmente submissa ao homem. Tal post no FB, me fez lembrar das histéricas da época do Freud, que de tanta repressão social adoeciam gravemente, de tanto negar a sua natureza íntima e social, acabavam suas vidas em manicômios.

Fagner sabiamente na música “Jura Secreta” fala de algo que fica trancafiado, amordaçado que é o movimento de “liberdade”, nos traz uma pessoa que viveu a vida totalmente à mercê do que a sociedade dizia ser certo, falou não pra si mesmo e só disse sim ao que o mundo solicitava, portanto, viveu uma vida de negação aos sentimentos, não adquiriu a autonomia, não se permitiu sofrer e não se relacionou verdadeiramente com o mundo que tanto lhe causa medo, pavor de ser rejeitado e justamente esse pavor é o que tirou seu movimento de criatividade e espontaneidade.

A outra música (Revelação) que estava ouvindo completa “magicamente” o que eu estou tentando dizer, negar sentimento não faz com que ele desapareça, só causa mais dor no coração, o que faz desaparecer realmente é a elaboração da dor, é tomar consciência de como lidar com ela.

O sentimento recalcado sempre volta, vem à tona, não desaparece jamais, sempre fica cutucando o cotidiano, quanto mais trancafiamos as coisas, piores elas ficam e cada vez mais pesadas e difíceis de resolver, com os anos pode ser que se torne doença, pois a mente clama por resolução.
Não adianta fingir que os sentimentos não existem, pois a cada momento de nossas vidas eles se colocam a frente de nossas vivências, quem não sente é psicopata.

Bom pessoal deixo vocês com muito carinho no coração e volto em breve, pois não adianta negar o Blog a vontade de escrever nele é maior e nesse momento vai me servir novamente para não esquecer do que realmente amo pesquisar, ou seja: a sexualidade.

Minha nova proposta para o Blog é escrever sobre outras coisas também, por isso mudei o título, vou escrever sobre tomada de consciência de algumas coisas do cotidiano, ainda vão ocorrer várias mudanças.

Me despeço deixando uma do Chico Buarque que faz pensar no meu projeto de mestrado, vou fazer minha pesquisa sobre arte vinculada ao processo terapêutico, minha volta ao mundo da escrita e das pesquisas e as outras músicas do Fagner.






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