24 março 2013

Equidade afetiva e utopias: reflexões sobre relacionamentos narcísicos.

Olá colegas, amigos e leitores queridos do meu coração!!!

Estava aqui pensando nos relacionamentos e no que consigo observar de algumas coisas relacionadas a isso e uma delas é a relação espelho, que cobramos da pessoa que está conosco algo que nem sempre as pessoas possuem em seu íntimo e vivemos eternamente buscando algo perfeito, que se encaixe perfeitamente no que a gente pensa que é certo, isso não é relacionar-se, isso tem outro nome: UTOPIA. 

Estava vendo um programa na TV esses dias atrás que mostrava a bailarina Ana Botafogo, que simplesmente imagina o passo de dança e assim ela já está ensaiando apenas com o pensamento e isso nos mostra que a mente é sim um universo de ações e realizações intimas. Foi pensando nisso que decidi que esse assunto merece um post. 

A utopia dos relacionamentos afetivos é real, pois a mente humana não se satisfaz somente com vivencias materiais e concretas, mas também com fantasia, ou seja, sonhamos o tempo todo e isso nos movimenta pra realizações reais, portanto a coisa fica ruim quando queremos impor isso aos parceiros (as) e não sabemos separar as coisas, temos dificuldades de enxergar o que é viável e o que não é, o que é sonho e o que é realidade. 

Somos seres desejantes, muito desejantes, famintos por satisfações, realizações e prazer, mas isso se complica quando tudo está desorganizado em nossas mentes e essa confusão acaba afetando de alguma forma nossas relações com as outras pessoas, pois esperamos demais do externo e nem sempre o externo pode oferecer essa satisfação, é só no nosso mundo interno.

Nem sempre o parceiro (a) sabe ser carinhoso e compreensivo da forma como esperávamos, não é porque não querem e não é porque sabemos ser e temos consciência disso que o outro tem as mesmas condições, noções e vontades que nós, nem sempre é assim, se esperamos muito do que o outro tem pra nos oferecer, ficamos rabugentos, desrespeitamos o próximo e acabamos na solidão, mesmo porque ninguém tem obrigação de ser o que desejamos, afinal, o desejo é nosso, acredito que se o desejo é nosso, nós devemos ser da forma que desejamos e não da forma que as pessoas esperam de nós.

Estava pensando um pouco na teoria da evolução e nas adaptações, Darwin dizia que os animais que possuíam maior capacidade e facilidade para se adaptar ao meio, eram os mesmos que garantiam a espécie e acho que essa lógica cai bem em relacionamentos afetivos, se desejamos ter um relacionamento saudável, não basta só estar com alguém, amar a pessoa e ficar tocando o terror na cabeça da pessoa, querendo que a pessoa seja da forma que queremos e acreditar na ilusão que só assim seremos felizes, sendo assim, tem suar a camisa, relacionamento não é algo perfeito e nem pré-fabricado como nas comédias românticas, exige flexibilidade de ambos, em se adaptar a vida à dois. 

Acredito muito que só conseguimos nos relacionar com alguém quando desejamos partilhar nosso mundo e viver o mundo da outra pessoa, quando desejamos saborear outras vivências, que não só as nossas, como diria o Frejat na música “O Nosso Mundo”, arrependido de ser tão egoísta no relacionamento que entrou em extinção por ele não se adaptar à vida da parceira e só pensar no seu umbigo narcísico, portanto ele canta

“ Se eu ainda soubesse, como mudar o mundo, se eu ainda pudesse saber um pouco de tudo, eu voltaria atrás no tempo”

Mudar o mundo de ambos envolve parceria, sair da condição de estar só para acontecer a união dos universos e isso abrange entrega e flexibilidade das duas partes, afinal ou a gente vive uma relação de espelho, em que obrigamos e coagimos o outro a ser da forma como queremos ou flexibilizamos tudo, mudando nosso cotidiano nos adaptando a uma nova vida com a pessoa amada e na pior das hipóteses saímos do relacionamento, pois nada funciona.


Para finalizar o texto deixo a música que citei e uma outra da cantora Pitty, que traduz muito como é ser vítima de relacionamentos espelho. 




20 março 2013

Homem primata: Seremos macacos de novo...

Olá colegas amigos e leitores! 

Meu pai é uma figura muito bacana pra conversar de várias coisas e sempre quando estou com alguma indagação bacana, tenho o hábito de conversar com ele e certo dia nesses papos, eu toda paranoica falando que o ser humano está negando totalmente a essência da vida substituindo tudo por tecnologia, medicações, fast-food, internet, satisfação imediata das necessidades e que não se sabe como serão o lado biológico e mental do ser humano daqui uns anos, pois tudo isso é muito recente na história da humanidade e mesmo com os estudos, não tem como saber o que vai ser daqui uns 200 anos, pra onde isso tudo vai evoluir.

O seu Laudelino muito sábio, solta aquela famosa frase de Albert Einstein:

“Eu não sei com que armas a Terceira Guerra Mundial será disputada, mas a Quarta Guerra Mundial será travada com paus e pedras”

Pensando muito nessa frase me toquei de uma coisa, o ser humano está cada vez mais apático com seu próximo e essa apatia não é atoa, com tanta satisfação imediata de seus desejos, a frustração e a espera tão necessárias para se viver em sociedade, estão perdendo o sentido e a cada dia vemos seres humanos com um grau de tolerância muito abaixo do que se espera do desenvolvimento sadio, penso eu que os mecanismos de defesa estão cada vez mais fragilizados, pra não dizer que a cada dia se desenvolvem de maneira insatisfatória ao convívio em sociedade.

Freud em seu artigo “O futuro da ilusão” diz que só existe sociedade, pois recalcamos nossa natureza instintiva e esse recalque se dá justamente para nos protegermos das forças da natureza, é como se o homem primata que existe em cada ser humano, fosse controlado para se proteger racionalmente dos perigos da natureza.

Eu tenho visto muito noticiário ultimamente e novos fios de cabelo branco surgem no topo da minha cabeça, pois as coisas estão piorando, uma atrocidade maior que a outra, filhos matando os pais, negligência médica em hospitais públicos, maus tratos com animais, acidentes de carro causado por substâncias ingeridas sem controle, familiares matando suas crianças, seja por espancamento, seja por negligência como no caso do pai que deixou a criança sufocada no carro, dentre outras coisas.

Fico pensando que todas essas ações só podem partir de algo muito deformado, ou seja a mente humana esta deformada (malformada), pois todos assistem isso como normalidade, a propaganda nesse horário rende muito para as emissoras e desgraça gera dinheiro e isso a meu ver, já é um tipo de psicopatia social, a televisão nos mostra diariamente vários sintomas de que a humanidade está doente.

Aí fico pensando no cotidiano, com as pessoas que temos contato, observo em meu meio, mães gritando com seus filhos, sem perceber que isso é gravíssimo no desenvolvimento de um ser humano, simplesmente não se importam, tratam como lixo e quando a criança se rebela, as mesmas colocam culpa na criança por seus atos, transfere suas deficiências para a criança que não entende nada e implora por um pouco de atenção e carinho.

Penso também nos homens que tratam mulher como objeto, seja aqueles que pegam um monte na balada, sim o ficar só para satisfação sexual é uma forma de tratar o próximo como um reles objeto de uso, seja aqueles que agridem psicologicamente ou fisicamente suas parceiras e ainda jogam a culpa na parceira por seu nervosismo. Fico pensando também nas pessoas que se aproveitam umas das outras, mentem trapaceiam e que olham para o próximo como moeda de troca e isso tudo me faz pensar em uma só palavra: PSICOPATIA.

Pessoas, esse transtorno se dá pela falta de empatia tão necessária para se viver em sociedade, não é o psicopata com a faquinha na mão, mas existem vários vivendo entre nós, vou deixar o link no final do texto para vocês entenderem um pouco mais dessas pessoas e se protegerem delas, pois a mente dessas pessoas já foi desenvolvida sem afeto, nós pessoas afetivas somos vistos como presas, da mesma forma que o afeto faz sentido e sentimos, essas pessoas não sentem e nos prejudicam e muito.

Aí que entra Einstein nisso tudo, se tudo está deformado (malformado), se os valores e o respeito ao próximo têm virado algo muito estranho ao ser humano, seremos macacos de novo, ou seja, se não existir mais o princípio de realidade e a frustração, vamos virar primatas, sem controle de nada, vivendo por instinto, matando uns aos outros sem culpa.

Pena que algumas dessas coisas já estão bem visíveis atualmente com as guerras, o tráfico de drogas, a violência à mulher (“Mim Tarzan, você Jane”) e chego à conclusão que todos estão esquecendo-se de uma coisa: animais irracionais conseguem viver em harmonia com o ambiente, não são eles que estão destruindo o planeta, somos nós e acho que chega a ser um ciclo e voltaremos à estaca zero novamente, sendo que voltando a ser primatas, convivemos harmonicamente com o todo, visto que estamos vendo vários estágios da humanidade ao mesmo tempo, pela telinha da sala na hora do almoço.

Bom, para finalizar o texto, acredito que tudo isso está vindo à tona como Einstein mesmo falou e lutaremos realmente com paus e pedras, deixo pra vocês o link sobre psicopatia e três músicas que mostram de forma mais lúcida o que eu escrevi no texto e um vídeo muito legal, acho que vocês vão se identificar. Próximo texto será sobre sexualidade meu povo, tô com saudade de falar sobre isso.

"Mentes Perigosas: O Psicopata mora ao lado"-Ana Beatriz Barbosa Silva.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Transtorno_de_personalidade_antissocial


http://arsm0.tripod.com/extensao/id10.html