27 julho 2011

Sobre o platonismo: como uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor obrigação e pretenção de acontecer...

Olá colegas, amigos e leitores!!!

Bom, estou aqui hoje para escrever sobre o bom e velho platonismo, que tantos poetas, músicos, escritores fazem arte com isso. Então vamos ao trabalho, escrever sobre essa forma de não enfrentamento da realidade.

Na minha concepção é um sentimento forte, intenso, narcísico e impossível de realizar é o se apaixonar pelo impossível, não pela pessoa, mas sim, pela impossibilidade de acontecer, porque se acontece perde a graça. Para o barbudo do charuto, o senhor Freud, isso é perversão e um movimento extremamente narcísico, concordo plenamente com ele e digo mais tira nossa capacidade de viver um relacionamento de verdade, pois só ficamos presos ao ideal, na verdade não olhamos a pessoa em si, projetamos nossas faltas na pessoa, por isso que ela se torna tão interessante, porque na verdade estamos apaixonados por nós mesmos.

É como se o outro fosse um espelho nosso e olhamos para nós mesmos quando sentimos atração pelo objeto, provavelmente na realidade essas pessoas nem sejam tão especiais quanto pensamos, são cheias de defeitos que talvez nem suportaríamos conviver, mas ficamos cegos e vorazes por dentro.

O problema maior do amor platônico é que a gente não escolhe sentir isso e perde-se a capacidade discernimento entre o que é e o que não é, eu sei fazer isso porque sempre tive um platô por alguém, não consigo viver sem ter um e posso observar que todos eles são bem parecidos, mesmo porque o espelho é meu e eu vejo o que quero na pessoa.

Acho que o platonismo é um amor muito grande por nós mesmos, tão grande que nos trancamos em uma ilha deserta, ou uma ilha da fantasia, nossa energia volta-se totalmente para o nosso íntimo, mas chega uma hora que precisamos despedir do sentimento ou comprar um novo espelho e continuar nessa dificuldade de relacionamento com o próximo.

Os platônicos em geral, possuem certa dificuldade nos relacionamentos sociais e mais ainda, dificuldade de vinculação com um objeto de afeto, visto que é como se vivessem em luto por algo e se contentassem com o fantasma desse afeto morto, irreal, não elaborado. Sentem prazer na não realização do afeto e guardam tudo para si mesmos, não conseguem manter um vínculo afetivo amadurecido.

Bom vou terminando meu texto com muito afeto e carinho e deixo pra vocês o vídeo do Lulu Santos.