22 maio 2011

Pedofilia

Olá leitores, amigos e colegas!

Venho novamente contar uma história pra vocês, é de “mentirinha”, mas poderia ser verdade, acho que a melhor forma de ilustrar essa temática, é sensibilizando vocês com histórias.

Era uma vez uma garota chamada Lia, que na atual história morava com os pais e seu irmão e ao entrar na adolescência não gostava de ficar em casa e por opção e negligência dos pais, ficava mais tempo na casa de sua tia que trabalhava o dia todo e não tinha muito tempo pra saber o que acontecia em sua residência.

Quando Lia completou 14 anos, possuía o hábito de sair com suas primas mais velhas, para os barzinhos da cidade em que morava, levava uma vida de adolescente mais velha. Às vezes um primo de 25 anos saia junto com ela e com as primas e Lia era muito próxima desse primo, ele sempre a tratava com muito carinho.

Em certa noite de balada saíram Lia, seu primo e uma prima, que estava com dor de cabeça e foi embora sozinha. Quando voltavam da balada, o primo de Lia parou o carro em um local deserto e escuro e violentou sexualmente Lia, que não tinha para onde correr ou pedir socorro. Na volta para casa, o primo ainda disse à Lia “Não conte nada para ninguém tá? ” E Lia assustada respondeu sim com a cabeça.

Nos dias seguintes a garota voltou para casa de seus pais, sem dizer nada e seus pais viam que Lia não estava bem, mas como para eles tudo era bobagem, coisa de adolescente, negligenciavam o suporte que Lia necessitava. Até então, Lia era uma ótima aluna e depois desse episódio, suas notas e seu comportamento perante a vida mudou.

Os pais continuavam achando que se tratava de uma rebeldia adolescente e que uma hora ia passar, Lia deixou de estudar e de se amar. Quando completou 19 anos, descobriu que seu primo tentou abusar sexualmente de uma colega, através do relato da mesma na sala de sua casa e Lia começou a chorar e o pai de Lia ficou perguntando o que era e Lia contou, mas o pai não acreditou nela, pois naquela época Lia não estudava e não conseguia namorar com ninguém, devido à dificuldade em manter vínculos. O pai de Lia disse que ela deveria ter seduzido o primo e que a culpa era de Lia.

Em nenhum momento a família amparou a garota e sempre quando a mesma tentava um diálogo sobre o assunto, todos viravam as costas para ela. Até hoje Lia, com 28 anos não conseguiu apagar essa noite da memória e sente a sujeira interna que corrói seu coração. Uns anos atrás, a família acreditou em Lia, depois de saber que esse mesmo primo violentou outro primo. O pedófilo continua solto por aí, sem nada para contê-lo.

Gente o que eu quero mostrar com essa história é que nem sempre quem se mostra de confiança, realmente é e assim como Lia, várias adolescentes podem ter passado por isso e o silêncio que reina nesse ato de violência, não as deixa fazer a denúncia antes de completar 18 anos e fica como algo perdido e o pedófilo, não recebe a punição e continua molestando crianças e adolescentes.

Vou deixar um vídeo com várias campanhas contra a pedofilia.