26 abril 2011

Sobre relações descartáveis: uma reflexão...

Olá colegas, amigos e leitores!!!

Pessoal, como alguns de vocês sabem acabei de sair de um relacionamento de quase 5 anos que estava no piloto automático, bem dizer um casamento, pois ao final a gente dividia o mesmo teto todas as noites e agora estou lidando com a vida sem um parceiro, fazia tempo que eu já vivia assim, mas não tinha me dado conta. Estou estranhando e ao mesmo adorando o que tem acontecido, pois tudo é muito antigo, mas novo ao mesmo tempo, não vou ficar falando do término ou do que levou a isso, mas sim do que tem me incomodado.

Das duas únicas vezes que sai para a balada após o término (sou hiper caseira, antissocial e chata), fui a um bar que tem aqui em Ribeirão, o Vila Dionísio e podem acreditar não me senti bem, pois pude notar um movimento muito horroroso nas pessoas, isto é como se trataram como descartáveis. É mais ou menos assim: junta uma turma de amigos e saem, aí bebem, aí olham em volta e saem à caça e quando vão se apresentar, não se apresentam, querem logo ir pegando, beijando e sabe lá o que mais.

Vocês podem me chamar de moralista, de velha, de recalcada (isso eu não sou e nunca fui), mas tenho consciência do que eu gosto e do que eu quero, não sou adepta do movimento “me pega, me joga na parede, me chama de lagartixa e sai andando sem ao menos dizer o nome”, essas coisas não fazem o meu tipo. Fico incomodada no sentido de que: onde foi parar a relação? Que mundo é esse que o outro é invisível e vivemos no piloto automático?

Sabe o que eu enxergo? A  desvalorização das relações humanas, que em troca de um prazer momentâneo, se é que pode se chamar de prazer, deixa o principal e o básico, que é o encontro e a troca. Será que isso é liberdade sexual mesmo? Ou pode-se chamar aprisionamento da afetividade?

Acredito que a cada dia os vínculos sociais e afetivos, se tornarão relíquias e deixaremos de ser sociais, pois se numa mera balada o importante não é relacionar-se e sim o ato sexual, perde-se a qualidade e a sensibilidade e quem realmente se importa, é tido como babaca e infortúnio, o que vale é pegar.

Antigamente havia o galanteio e o respeito, hoje em dia fica uma coisa estranha quando queremos saber uns dos outros, torna-se uma coisa invasiva, pois se o pegar fisicamente é mais atraente, o conhecer é sem graça. O narcisismo onipotente que reina nas noites é nocivo, destruidor, não gosto de pessoas que se acham no direito de sair me pegando e me agarrando, não sou a Jane, não gosto de Tarzan e chego à conclusão que atualmente o ficar foi destorcido e o que vale é a lei da selva, voltamos à estaca zero e nos tornamos primatas novamente.

Bom isso foi mais um desabafo do que um post, peço que reflitam sobre o que fazem e façam a vida de vocês um pouco mais digna, a ponto de poder dizer que são seres humanos e não animais irracionais, que não sabem o valor de se relacionar e fica o pensamento de que mesmo que for por uma noite, mas que tenha qualidade e que gere boas recordações dos momentos vividos.

Vou deixar um clipe que acho que de alguma forma fala sobre essa falta da capacidade de se relacionar que vivemos atualmente, eu entendo que ele ta é de saco cheio da falta de sensibilidade.

Um comentário:

Anônimo disse...

Realmente, hoje as relações estão mais rápidas, o acesso a diversos grupos de pessoas mais fácil e as relações duradouras, o conhecer, o toque, errar, acertar, aprender com o outro cada vez mais descartável. Vamos sim, buscar viver o que é mais importante para nós. Por uma vida mais saudável e mais dedicada às pessoas, e menos instintiva no sentido do já beijei um já beijei dois já beijei três... Não é moralismo, é uma atitude firme na busca do romance, do toque, do coração disparado, do descobrir no outro incríveis compatibilidades que só a dois e ao longo do tempo se é possível.