13 fevereiro 2010

MOBIV - Movimento Opositor das Barreiras Impostas pela Vida.

Olá caríssimos amigos, colegas e leitores!!!

Estive pensando esses dias, sobre a moralidade e sobre como isso às vezes não é saudável para nós e decidi fazer uma brincadeira com vocês, fundando o MOBIV. Talvez alguns de vocês em alguns pedacinhos do texto, vão se enxergar, já que muitas pessoas que fazem parte do meu universo pessoal passam por aqui.

E o que representa esse tal MOBIV?

Primeiramente é um movimento fictício e também um movimento pelo direito de se revelar, como um ser dotado de desejos e vontades, que às vezes são reprimidas por aspectos morais, sociais e pessoais. Mas, além disso, dispõe-se ir um pouco além da superfície, visa resgatar um pouco da verdade que existe dentro de nós.

Gente todos nós estamos cansados de saber que cada ser humano é de um jeito e que ninguém é igual a ninguém, sei que são frases prontas, mas de certa forma, são verdadeiras. O ser humano, não sei se isso ocorre somente atualmente, insiste em uma luta utópica para ser igual ao outro, e o que lhe é diferente agride sua integridade.

Conheço algumas pessoas que precisam se esconder atrás de disfarces e na vida cotidiana necessitam mentir sobre sua orientação sexual, pois se mostrassem para todo mundo, talvez não obtivessem o status e a posição exemplar que encontram em suas profissões. Entendo bem como vivem e são parcialmente felizes em alguns momentos, conseguem mostrar sua verdadeira natureza e não acham erradas suas condições, mas escolhem mentir do que perder algumas coisas.

Outras pessoas, com uma educação repressora sentem vontade de satisfazer várias fantasias, mas por achar errado, sentem culpa por tais pensamentos e acabam por nem fazer o básico de forma prazerosa, ou seja, não conseguem nem ao menos se dar liberdade para o prazer.

Existem também outras pessoas que são homossexuais, todos sabem que são e a própria sabe que é, só que por aspectos morais, acham justo continuar no armário, sofrendo e adoecendo com o aprisionamento de desejos, sofrem boa parte da vida, quando não, a vida toda, mentindo para si mesmas e tentando enganar a sociedade que às cerca. Inclusive, viram motivos de chacota entre as pessoas pelas costas.

Há casos de pessoas que namoram, noivam e se casam, mas na verdade, não chegam a concretizar nem o noivado, pois não fazem isso por vontade de verdade, mas sim por medo da solidão, covardia, comodidade. Não se dão liberdade para experimentar uma nova vida ao lado alguém que amam de verdade, insistindo em um relacionamento fadado ao fracasso. Com isso entram em um aprisionamento, jamais em um casamento e com o tempo vêm os filhos, que talvez não estivessem preparados para gerar, esperando que isso supra alguma carência dentro do relacionamento, como se filho fosse resolver algo.

Há pessoas que têm liberdade de pensamento, que têm vontades e desejos diferentes, mais abertos do que a normalidade prega e por causa dos seus parceiros não concretizam suas vontades, abrem mão dessa abertura sexual, para satisfazer a outra parte. Até tentam o lance do convencimento dentro do relacionamento, entretanto, a outra parte se sente incomodada com as ideias modernas de seu parceiro afetivo. Talvez por egoísmo e preconceito, tentam aprisionar a outra parte, gerando certo sufoco dentro da relação afetiva.

Existem pessoas casadas, que amam seus parceiros, não tem vontade de sair do relacionamento, mas que não sentem mais tanto desejo sexual dentro do casamento e por aspectos morais preferem esquecer a existência da libido, isto é, assassinam a sexualidade.

E têm as pessoas que amam e não têm coragem de declarar o amor de peito aberto por medo de rejeição. Estas pessoas não conseguem assumir suas vontades, talvez por insegurança ou medo de serem taxadas de coisas horríveis.

Bom, tentei citar alguns casos de repressão sexual, ilustrando um pouco do que eu quero discorrer nesse texto, não tem como citar todos os exemplos, pois aí não seria um post de blog, na verdade seria uma dissertação de mestrado ou doutorado e mesmo assim não teria como.

O que estou tentando dizer meus amados leitores, é que somos dotados de racionalidade e dentro dessa racionalidade, existe parte de nós que preza pelo instinto, não temos controle de nossas vontades e pensamentos que permeiam nossa existência. A cultura ocidental é guiada, por um falso moralismo que sufoca e obriga ao pensamento uniforme, de que devemos negar nossos instintos sexuais, que nossas “vontades” necessariamente sejam artificiais, algo inserido num padrão de comportamento determinado por regras morais, sociais e religiosas.

A natureza sexual de cada indivíduo, não pode ser medida por conceitos de certo e errado, mas sim deixar fluir essa força que está dentro de todos os seres, ou vocês acham que os animais “irracionais” (qualquer dia explico as aspas), seguem algum conceito para reprodução? Nós humanos temos a dádiva de saber racionalmente o que sentimos, e não nos damos liberdade para explorar algo tão básico de nossa humanidade.


Somos aprisionados em um modelo defasado, de esconder nossas vontades e desejos, de encobrir e adoecer por causa do consenso moral.

A ciência inventou o anticoncepcional e preservativo, para que pudéssemos desfrutar um pouco mais dessa liberdade, sem gravidez indesejada, controle de natalidade e prevenção de DST também.

Talvez se as pessoas conseguissem lutar pela verdadeira liberdade e não se escondesse tanto, o mundo seria um lugar mais agradável de se viver, poderíamos evitar grande parte das angústias desnecessárias e o uso de antidepressivos cairia pela metade. Não digo isso somente em relação à sexualidade, mas sim em outras vivências cotidianas, afinal, não podemos fugir de nossos desejos e muito menos tentar massacrar nossa afetividade.

Caros leitores, termino o texto por aqui lembrando que esses são fragmentos de pensamentos, minha finalidade foi uma reflexão sobre repressão sexual, não tenho o intuito de impor isso a ninguém, mas penso que é um caminho para pensarem um pouco, sobre a vida de vocês e como de praxe, vou deixar um vídeo da música “Revelação” e "Jura Secreta" de Raimundo Fagner.


Posteriormente, pretendo escrever mais textos sobre essa temática.


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