13 dezembro 2010

HTLV - Primo do HIV: mais uma indicação para o uso de preservativo

Bom, estava lendo a "Isto É" desta semana e li uma nota intitulada " 'Primo' do HIV, HTLV é negligenciado no Brasil e bateu a curiosidade e então fui pesquisar na internet.
Essa é uma nota rápida e vou deixar uns links para que vocês possam obter informação sobre esse "novo" tipo de vírus.
P.S: Usem preservativo sempre, não se acomodem.

http://www.htlv.com.br/index.htm
http://www.publisaude.com.br/portal/artigos/artigos-medicos/conheca-o-virus-htlv.html
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u92627.shtml


Logo volto a postar...

04 dezembro 2010

Doar e Receber: Eis a questão!

Olá colegas, amigos e leitores!!!

Sempre escrevi sobre doar e receber e que para se ter um relacionamento bacana, é necessário de dança e movimento e estive pensando que isso talvez não seja tão simples assim, pois para dançar a gente tem que saber dançar e às vezes a dança não é conhecida por nós. Explicando melhor, quando escrevi sobre cuidar de nós, para que possamos relacionar, não pensei que talvez algumas pessoas se cuidam tanto e reprimem com todo cuidado do mundo suas vontades ou que talvez algumas pessoas até sintam vontade de algo, mas não tem coragem de deixar acontecer.

Pensei também que às vezes aprendemos que sentir algo, é "bobagem" e por acreditarmos que isso é bobagem, deixamos de lado a poesia da vida. Não permitimos receber e o doar e fazer fica como ponto crucial nos relacionamentos.

Então em um belo dia, nos deparamos com alguém que quer doar e não receber, e as coisas ficam estranhas, pois uma vida construída só por doações gera solidão e digo mais, uma solidão rígida, muralha de aço. Talvez pensamos o outro como um ser submisso e passível, mas talvez não seja isso, penso que pode ser algo voltado à nossa capacidade de rendição, de baixar a guarda.

Imaginem só você a vida toda plantando e colhendo o seu próprio alimento e se mantendo, batalhando para viver e fornecendo tudo isso às pessoas que necessitam. Certo dia você encontra uma pessoa parecida contigo e que só sabe fornecer alimento e não tem capacidade de receber, consequentemente o alimento estraga, pois se estamos acostumados a plantar para sobreviver e doar, não tem entrega e o alimento sobra.

Pensando nessa relação doar e receber pude refletir que talvez não nos permitimos receber afeto das pessoas por estarmos acostumados a doar somente. Às vezes o parceiro (a) não é submisso, mas sim um doador incondicional que não consegue receber. Sentimos enjoo e raiva de relações assim, pois sobra afeto dos dois lados, existe a dificuldade em dividir e relacionar-se.

Deixo vocês com essa reflexão e com um trecho do show do Chico com a música Leve.

17 outubro 2010

Sobre a fantasia e os estímulos áudios-visuais.

Olá pessoal!

Estive refletindo sobre os videoclipes que abordam conteúdos sexuais e me aventurarei a fazer uma ponte sobre a ligação disso com as nossas fantasias. Como sou fã assídua do youtube e passo muito tempo assistindo diversas coisas, tentei lembrar o máximo de clipes que utilizam essa temática e tentei apreender a mensagem deles, para escrever esse texto.

Já ouvi diversas vezes que o gênero feminino é ligado ao sentimento e o masculino a imagem, mas nunca concordei com essas comparações, pois tanto o homem quanto a mulher, são estimulados sexualmente por imagens, sons, dentre outras coisas, sendo assim somos estimulados por todos os nossos sentidos.

Já ouvi falar também que somos seres de afetos virtuais e concordo mais com essa afirmação, pois tudo parte da nossa subjetividade e se não há significado afetivo, não há estimulação e muito menos atração por determinado objeto de desejo.

Nossas relações afetivas só ocorrem quando sentimos algo, inclusive, existe o amor platônico para comprovar a ideia de que não é necessário um objeto real presente, para que aconteça a atração afetivo-sexual. Relacionamo-nos virtualmente com as pessoas sim, pois, primeiramente o afeto é do indivíduo e pertence somente a ele, é totalmente narcísico, para que depois seja transferido ao objeto desejado. Quando sentimos atração por algo, necessariamente fantasiamos sobre a atração, negamos a realidade e a frustração, em troca de uma “realidade” prazerosa, mesmo porque atração racional não existe.

Quando assistimos a vídeos, filmes ou ouvimos músicas e nos sentimos atraídos sexualmente pelo conteúdo, existem rudimentos inconscientes que se identificam por esses elementos e nos projetam na vivência, como se fizéssemos parte do conteúdo, ocorre certo tipo de projeção e incorporação. Talvez por isso coleguinhas, que tais videoclipes musicais, roubem nosso fôlego, pois, a fantasia (algo que desejamos internamente) se identifica e nos projeta nos vídeos. Vivenciamos virtualmente o que ocorre, fantasiamos em cima e para melhorar um pouco mais esse evento, há o estimulo audiovisual se completando.

Bom, vou terminando o texto por aqui e sei que está mais curto, mas, às vezes vai ser assim, pois, não tenho intenção de ser repetitiva. Escolhi três videoclipes a dedo para mexer um pouco com vocês, assistam e divirtam-se. Talvez não se sintam atraídos pelas músicas mas, o universo pop usa e abusa desse conteúdo.






27 setembro 2010

Em nome de “todas” as vinganças e desejos passionais...

Olá pessoal!!!

Acho que todo mundo já passou por algo assim, seja homem ou mulher, afinal, isso faz parte de nossos desejos mais primitivos. A sede de vingança permeia a vida humana desde a tenra infância, seja nas relações sociais ou afetivas, pois possuímos a agressividade desde que nascemos. Quando o bebê tem alguma necessidade fisiológica ou afetiva, seja por estar faminto ou carente, automaticamente, torna-se ranzinza com a pessoa que zela por ele, ou seja, chora, esperneia, deixa a pessoa quase louca, até conseguir o que desejava.

Isso tudo acontece com todos nós de outras maneiras depois que crescemos, somos vingativos por natureza a partir do momento que nos sentimos ameaçados e injustiçados. Podemos não concretizar a vingança, mas é normal que ao sentir raiva, desespero e angustia, que as pessoas recorram à fantasia, como forma de aliviar os incômodos cotidianos.

Em alguns momentos de fragilidade, nosso pensamento nos remete ao caos, seja no trabalho, por ter um chefe injusto, na faculdade, por uma prova difícil que nos matamos de estudar ou com nossos amigos e relacionamentos afetivos. Mas não podemos sair por aí maltratando as pessoas, pois independentemente de qualquer situação que aconteça, ainda somos seres racionais, dotados de diversas ferramentas mentais que devemos utilizar nesses momentos de dificuldades.

Estou escrevendo sobre essa temática, pois a semana passada eu fui pra São Paulo e quase apanhei de uma senhora estressada na praça de alimentação de um Shopping. Estava eu e uma grande amiga almoçando e como e eu estava atrasada para pegar o ônibus para voltar pra Ribeirão. Deixamos nossas bandejas na mesa (sei que é falta de educação) e uma senhora pouco educada, apareceu do nada e começou a gritar comigo, falando que era para eu apanhar a bandeja e depositar no local indicado.

Automaticamente eu tentei entender o que ela estava falando e acabei indo embora e a deixei gritando, pois estava com pressa, não tive tempo de ficar na discussão. Provavelmente o motivo da raiva dessa senhora, não era culpa de uma bandeja, entendo que existe outras coisas que podem provocar a ira das pessoas, mas não uma bandeja numa praça de alimentação, eu acabei sendo o saco de pancada dessa senhora e fiquei com uma pulga atrás da orelha. Lógico que depois dei risada da situação, pois não sou de ferro, mas fiquei me perguntando sobre os desejos passionais.

Não acho justo e muito menos considerável perder a razão e sair fazendo tudo que der na cabeça, aliás já me dei muito mal na vida sendo impulsiva e hoje chego à conclusão que a melhor escolha é deixar na fantasia os pensamentos e não agir de sangue quente.

Voltando ao tema vingança, é normal pensar ou tentar se vingar a todo custo de quem nos prejudica, mas o melhor é ser maduro o bastante para aceitar a situação e tirar proveito como meio de evolução e não entrar em conflito, pois, esse tipo de situação pode ser nociva tanto pra quem comete como pra quem recebe. É como se vocês dessem um murro em uma vidraça com muita força, o vidro quebra e corta a mão, portanto, ficamos sem vidraça e com várias cicatrizes.

O perdão não é concretizado de uma hora para outra, mas sim quando nos sentimentos verdadeiramente capazes de perdoar. Quando isso não acontece, pode ocorrer o efeito bola de neve, isto é, as tristezas e as angústias aumentam com o passar do tempo e cada vez nos tornamos mais amargos e frustrados com as situações e para piorar não nos livramos do sentimento ruim. Ainda aposto que a melhor forma de resolução de problemas é a reflexão e o amadurecimento.

Deixo vocês com a música "Revenge" da Madonna e com muito carinho no coração.

Link da música traduzida 






30 julho 2010

Tragédias Gregas: somos destinados a isso!!!!

Olá pessoas queridas do meu coração!!!!

Hoje vou escrever um pouco sobre tragédias gregas e sobre o ser humano. Ao ler Édipo Rei de Sófocles e Medeia de Eurípides, pude constatar algo em comum entre essas duas tragédias, a forma como alguns autores gregos dão significado a palavra destino. Não digo da forma de destino como chegar em, ou a algo, mas sim do destino que reina sobre todos os seres humanos.

Os seres humanos estão destinados a bondade e como também a maldade ao mesmo tempo, posso ir além disso, nenhum ser humano seja por credo ou cultura, está destinado a ser incorruptível, afinal, todos somos corruptíveis, dependentes de nossos desejos. O que pode até existir é controle de alguns desejos, mas estamos destinados a querer satisfações.

Existe dentro de nós a dança das catexias, ou seja, somos tudo o que existe, somos mocinhos e bandidos ao mesmo tempo, investimos no que é de nosso interesse, visto que, jamais ajudamos o próximo por ajudar, sempre é em relação ao nosso prazer e se não for é obrigação, não é ajuda.

O ser humano está destinado a ser feliz, triste, raivoso, maníaco, perverso, eufórico, depressivo e isso tudo depende da forma como ele, somente ele, encara a fase em que vive, o momento em que passa sua vida. Os gregos só fizeram o favor de mostrar em sua arte, a arqueologia da psique humana, tudo o que está implícito em se viver, visto que as tragédias só mostram o ser humano na mais intima essência, na minúcia do mundo psíquico.

Que mulher que não pensou em vingança, assim como, Medeia que chega a matar a amante de seu marido e os filhos, só para privá-lo de todo afeto? Que pessoa têm afeto total pelo pai e a mãe? Sempre protegem um dos dois, o que se identifica mais, assim como Freud teoriza o complexo de Édipo.

Estamos a destinados a sermos humanos com toda alegria e desgraça que isso nos traz de bagagem e não adianta tentar fugir desse destino, pois ,isso nos mandará para as labaredas do inferno interior. Somos pecadores em pensamentos, não conseguimos segurar um pensamento perverso e muito menos não conseguimos enganar a nós mesmos.


Termino meu post informando alegremente que semana que vêm iniciam minhas aulas, então provavelmente vou postar com um espaço maior de tempo. Fiz um vídeo com a música "Mitos", que foi utilizada na abertura da novela Mandala, exibida pela Rede Globo em 1987.


22 julho 2010

Sobre o brincar: porque não?

Olá pessoas lindas que passam por aqui ou estão de passagem.

Resolvi escrever sobre o brincar, no sentido de como somos tolos ao esquecer nossa infância e com toda racionalidade adulta nos esquecemos da criança que vive dentro de nós e que deixamos de castigo e isso às vezes não é muito saudável.

Quando éramos crianças, pelo menos as pessoas da minha época brincavam na rua até o anoitecer e só voltávamos para casa com o grito de nossas mães chamando para tomar banho e jantar e se desse tempo, voltávamos a brincar até a hora de dormir. Com todo o individualismo, as crianças de agora ficam trancadas no apartamento ou dentro de casa, com exceção de algumas que ainda conseguem brincar na rua.

Crescemos e nos tornamos adolescentes, cheios de novos desafios e tentamos provar ao mundo que não éramos mais crianças imaturas e ganhamos o direito de fazer as coisas sem supervisão de adultos. Mas alguns usaram essa “liberdade” para fazer coisas que geravam frutos bons, outros, com toda a ansiedade e imaturidade adolescente, usaram para se paralisar e continuaram crianças.

Chegamos na fase de adultos jovens e nos esquecemos da ternura e da diversão e pegamos a racionalidade como aliada da vida. Alguns tiveram filhos, se casaram, outros não, enfiaram a cara no trabalho e se esqueceram de brincar com a vida. Umas das coisas boas de se ter um filho, é lembrar que a vida pode ser simples e alegre. A mente lúdica da criança mostra aos adultos como é bom brincar e geralmente pais que se dedicam aos filhos, entram no universo infantil de cabeça, são racionais pelo desenvolvimento das atividades mentais, mas alimentam uma flexibilidade psíquica, conseguindo assim se juntar ao mundo lúdico e entender as necessidades afetivas dos filhos.

É sabido que o inconsciente não tem tempo cronológico e que tudo que está dentro dele reprimido, não conhece tempo e espaço. Nossa infância deixa lacunas não preenchidas que podemos sim quando adultos resgatar e transformá-las em frutos bons. Uma das coisas que se perdem quando nos tornamos adultos é o brincar. Quando crescemos, muitas pessoas perdem a espontaneidade infantil, aquela coisa que fazemos porque queremos, que nos dá prazer nas coisas mais simples da vida.

Vocês devem estar se perguntando se eu já fiquei louca e posso afirmar de todo coração que pela primeira vez na minha vida torta estou em um momento enorme de lucidez. Poxa gente, depois que eu descobri que brincar é a coisa mais gostosa do mundo, estou me sentindo calma e alegre. E digo mais, quando brincamos nos apaixonamos pela vida, tudo fica mais gostoso, sai do padrão robótico de racionalidade.

Oh! Nunca me chamem para festa infantil porque geralmente eu entro na piscina de bolinha e no tobogã com as crianças e ainda acho que deveria ter um playground para adultos que gostam da sensação que estes brinquedos causam.

Não estou falando para todos abandonarmos nossos trabalhos e sair para brincar, mas sim tornar a vida mais prazerosa. Brincar de casinha, cozinhando coisas que dão prazer ao paladar; jogar vídeo game nas horas vagas; jogar R. P.G; entrar no tanque de areia com os filhos no parque e fazer um belo castelo de areia; pintar; ouvir, sentir a música e bailar com a vida; ler contos de fadas; assistir filmes e comer pipoca; fazer cócegas no namorado (a) e rir junto, dentre outras coisas que ficam à mercê da imaginação criativa de vocês.

Outra maneira de brincar é se apaixonar por alguém e posso dizer que não é ridículo se declarar e se entregar num relacionamento afetivo. Tem coisa mais de criança que fazer voz de ternura para o parceiro (a), parece bobo, mas é a coisa mais gostosa do mundo, é sentir-se criança novamente, e se deliciar na vivência de continuidade com o outro.

Lembro-me quando estourou com um enorme sucesso a música “Velha Infância” dos Tribalistas, que falava em amor puro e que geralmente sentimos quando estamos vivenciando, vou deixar o clipe para vocês no final do post e da música da “Legião Urbana”, “Vamos Fazer um Filme”. Fala de um amor que se entrega e se doa, a ponto de brincar e ser feliz como na nossa infância. Essa música além de tudo, fala de rudimentos infantis que mexem com elementos lúdicos que estão preservados em todo ser humano, ou seja, fala da nossa criança interna que sai pra brincar quando nos apaixonamos. Não existe amor quadrado, sem prazer, com tudo calculado nos mínimos detalhes e se for assim, sem diversão, podemos chamar de qualquer coisa, menos amor.

Se todos vivêssemos dentro da racionalidade total, não suportaríamos a realidade sem a fantasia, aliás, tudo ia ser muito quadrado e sem sentido, ou com sentido de mais, afinal, uma vida só de desprazer é doentia e sem sentido, está em pulsão de morte.


Termino meu post com muita alegria de dizer que estamos chegando a quase dois anos de blog, agradeço de todo coração aos meus queridos leitores, por continuarem acessando esse espaço e aos e-mails que recebo, com o carinho de vocês. Deixo vocês as sábias palavras de Renato Russo, “Hoje não dá, está um dia tão bonito lá fora e eu quero brinca...vou consertar a minha asa quebrada e descansar... só nos sobrou do amor à falta que ficou”.


11 maio 2010

Alice no país das Maravilhas e o desenvolvimento da autonomia.

Olá pessoas queridas do meu coração!

Fui ao cinema semana passada assistir ao filme “Alice no país das Maravilhas”, não é como o clássico que assistimos em nossa infância, existe o aspecto sombrio como no primeiro filme, aliás, até mais sombrio que o primeiro, afinal temos Tim Burton como diretor. Admito que não li o livro original, tenho até vontade de ler, pois, trata-se de um material muito rico, assim como a maioria dos contos de fada.

A Alice nesse filme, já é crescida e não se lembra de sua vivência anterior no país das maravilhas, acha que foi um sonho e conta esse sonho para as pessoas, que a julgam desligada da realidade. Nossa protagonista está envolvida em um noivado com uma pessoa que ela não desejava se casar e automaticamente não gostava da vida moralista que vivia, sempre que podia burlava algumas regras sociais. As pessoas tentavam trazer Alice para o mundo racional e ela se negava a aceitar ou aceitava contra sua vontade.

O noivo de Alice no início do filme era um Lorde todo cheio de regras e possuía um problema estomacal, ele desejava uma noiva que servisse como uma espécie de empregada, que se prestasse a cuidar da casa e dele, normal para o contexto em que eles viviam. Alice não era assim, era uma garota cheia de ideias não convencionais para uma mulher da época, ela saia do padrão de dona de casa prendada.

No momento em que o Lorde pede sua mão em casamento, ela vê o Coelho branco correndo com o relógio, pede licença e fala que voltará logo e sai em busca do coelho, chegando ao tradicional buraco atrás da árvore, que conhecemos do primeiro filme, tudo se passa como na história, ela passa pelos problemas do encolhe e estica que passou a Alice pequena e mesmo assim acha que está em um sonho, mesmo ferida por um monstro.

Quando entra em contato com o Chapeleiro Maluco e com a Lebre de Março, se mostra uma Alice mais madura, ao ponto que nem eles acreditam ser a Alice que eles conheciam. Em um momento de conflito, o Chapeleiro diz que ela perdeu a “muitesa” dela, ou seja, perdeu a coragem e a força de vontade que possuía quando criança e quando capturam o Chapeleiro, ela diz que no mundo dela todo mundo tenta controlar a sua vida e que como ela estava no sonho, ela ia fazer o que quisesse. Acho interessante essa passagem, pois isso mostra como a criança em alguns momentos é mais corajosa que os adultos. Busca satisfazer seus desejos, independente de alguns perigos, pois afinal, a criança ainda está em processo de elaboração da noção de perigo, de certo e errado, tanto socialmente como também internamente.

Quando Alice cai em si e descobre que aquilo era realidade e não um sonho, ela se abre para lutar e conquistar tudo o que precisa e consegue enxergar que ela ainda possuía a “muitesa”. No final, foi dada a oportunidade dela ficar até quando desejasse no País das Maravilhas e recusa, desejando voltar e deixar aquele mundo de fantasia, diz que precisa responder algumas questões para as pessoas.

Quando retorna desmancha com o noivo, diz o que precisa para as pessoas e inicia o trabalho junto ao seu ex-sogro, não aceita ser uma dona de casa impedida de ter identidade e viver de acordo com seus princípios.

O que posso extrair desse filme é dificuldade de que algumas pessoas têm em se desfazer desse mundo de fantasias, do mundo infantil e que às vezes deixamos algumas vontades por causa de outras pessoas ou de valores que não tem sentido algum. O que nossa protagonista adquire no final do filme é maturidade, ela se dá o direito de ser ela mesma e parar de sonhar com um mundo do qual está na realidade também. Deixou de postergar sua vida e passou a viver.

Às vezes é mais fácil viver de fantasia do que encarar a realidade e todas as consequências que são geradas a partir do movimento de enfrentar a vida de frente. É um mecanismo natural do ser humano, burlar a dor cotidiana saindo da realidade, aliás, tem gente que usa drogas para isso, por não suportar a vida que tem, para evitar o desprazer.

Eu entendo que se esconder dentro do universo psíquico é uma forma de adiar o desenvolvimento e ser independente, afinal, caminhar sozinhos nunca é uma tarefa fácil, exige muito de nós. Acontecia muito há algumas décadas atrás para as mulheres, era mais fácil, sair da casa dos pais e virar filha do marido (mesmo contra sua vontade) do que enfrentar a vida de acordo com seus princípios e desejos.

Deixo vocês com essa reflexão e um trailer do filme, quem ainda não assistiu, assista em 3D, é fenomenal.

22 abril 2010

Sobre homossexualidade

Olá pessoas amadas do meu coração!!!!

Estive “futucando” a Internet hoje e me lembrei que um cantor pop assumiu a homossexualidade e isso repercutiu no globo inteiro. O cantor a que estou me referindo é o Rick Martin. Não optei por essa temática antes, então peço desculpas aos meus leitores homossexuais e bissexuais.

Pessoal, algumas pessoas podem não concordar, mas acho natural essa atitude do nosso cantor, acredito que todos nós em alguns momentos da vida flutuamos naturalmente dentro da bissexualidade, Freud, já dizia que existe um período em que somos bissexuais, até entrar na fase do Complexo de Édipo. Acredito que mesmo quando passamos desse período, ainda sobram rastros de nossas tendências bissexuais, que socialmente são reprimidas.

Voltando ao Rick Martin, algumas fãs ficaram indignadas, outras "falei que ele era gay", outras falam que "se preocupam" com a carreira do cantor e no entanto ao me ver, ainda bem que ele escancarou a porta do armário, para não deixar dúvidas.

Fiquei indignada ao ver o preconceito das pessoas, falando que aceitam, penso que ninguém tem aceitar nada, a vida é do cara, as quatro paredes são dele e da pessoa com quem ele estiver. O que pode até me interessar, já que até gosto das músicas calientes e dos clipes é a minha fantasia, aliás, das pessoas, nem meu vizinho ele é.

A homossexualidade é algo subjetivo e só pertence ao ser que se sente assim, não à sociedade, quando estamos de bem com nossos desejos, somos mais felizes. Gente imagina, se você que está lendo tivesse um desejo por uma pessoa do mesmo sexo e não colocasse isso pra fora? Isso seria terrível, não é? E se os heteros (ainda acho que isso não existe 100%) fossem de alguma forma, obrigados por normas sociais e morais a se envolverem somente com pessoas do mesmo sexo? Isso iria de certa forma, provocar angústia, depressão, ansiedade e outras coisitas mais.

Ser homossexual (bissexual) é normal, assim como ser hetero também, não vejo diferença nisso, vejo sim, que as pessoas é que estragam o fluxo normal das coisas. A falta de respeito pelo próximo é um veneno dentro da sociedade. Por um lado, rotulam a pessoa de bicha e por outro maltratam as pessoas, não respeitam nem a vendedora de uma loja, tratam como lixo. Quem é certo? O que é certo? Existe certo?

Vou emprestar um trecho da música "O tempo não Para" do Cazuza, para mostrar um pouco do que eu discorri acima "Me chamam de ladrão, de bicha, maconheiro. Transformam o país inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro". Então é certo julgar uma pessoa somente pela orientação sexual dela? Ou é melhor olhar para a pessoa, sem julgar essa parte e aproveitar as outras coisas que essa pessoa tem ou não a oferecer? Orientação sexual e cor, não são determinantes de caráter e muito menos determinantes de algo.


Deixo vocês com essa reflexão e para os meninos e as meninas, deixo dois clipes. 




23 fevereiro 2010

Preservativo - Uma questão de cunho social

Olá pessoas lindas que passam por aqui.

Não gosto muito de escrever sobre meu lado pessoal aqui no blog, pois tenho em mente, que esse espaço não é um diário, mas foi exatamente no contexto pessoal que tirei a ideia desse texto.

Conversando com meu noivo sobre responsabilidades e infidelidade me veio à ideia de que: todos somos responsáveis somente por nossos atos e não podemos ter responsabilidade pelos atos dos outros. Pessoal, essa questão me deixa injuriada pelo motivo de que a única responsável por minha saúde sou eu mesma e partindo dessa ideia automaticamente vem a ideia do uso de preservativo. Se não somos responsáveis pelos atos das outras pessoas e é super necessário que se tenha um cuidado dobrado com os nossos atos e nossa prevenção.

Conversei com um ginecologista sobre isso e ele me deu razão, disse o número de pacientes desesperadas que chegam diariamente ao consultório é grande, seja por infidelidade ao marido ou do mesmo, por não terem cuidado ou por outras razões.

O governo tem um pouco de culpa em relação a isso, mas não podemos fazer disso o bode expiatório de nossas vidas, afinal, o problema do uso de preservativo é visto em campanhas publicitárias que sempre nos dizem o que fazer. Acho pouco isso, mas o governo de certa forma, até faz a parte de divulgação do risco que corremos.

Todos nós temos que fazer uso do preservativo, mas as pessoas não se preocupam, acham que não acontecerá com elas, isso é muito preocupante. A epidemia de DST/AIDS está aí, é só passar o olho em pesquisas da OMS e se não tivermos a simples preocupação com prevenção, a disseminação dessas doenças aumentará, elevando o risco de infecção.

Li alguns artigos, pois estou escrevendo um projeto de pesquisa sobre a temática e constatei que alguns homens não usam preservativos dentro do relacionamento fixo, pois suas parceiras levantariam hipóteses de infidelidade e isso poderia desestabilizar o relacionamento. Digo relacionamento fixo, pois a maioria das pesquisas realizadas com homens, apontam um grande índice de infidelidade por parte deles.

Outra questão levantada foi que a maioria dos homens deposita a responsabilidade de prevenção na mulher e se preocupam mais com o uso de anticoncepcional, ou seja, a mulher tem que se prevenir, pois essa é que gera o filho e o uso de preservativo na maioria dos casos é para prevenção de gravidez e não de DST/AIDS.

Com as amantes de início usam, mas por acreditarem que estas são fiéis ao relacionamento, quando usam anticoncepcional o preservativo é deixado de lado. Nesse quesito pude notar que existem homens que acreditam que se mulher não teve muitos parceiros sexuais, são fisicamente saudáveis e se mostram certa inexperiência sexual, também não precisam usar preservativo, o que não tira o risco de se contrair alguma doença.

Pessoal, esse perigo é invisível, não existem formas de se obter algum diagnostico de doença somente olhando para parceira (o) ou mesmo sabendo do histórico sexual, afinal, não sabemos o que os parceiros (as) dessas pessoas fizeram antes ou enquanto estavam se relacionando com elas.

As mulheres por outro lado se amedrontam com fato de pedir ao parceiro que use preservativo, sentem medo de acusação, de agressividade ou de serem abandonadas. No início do relacionamento não pedem por medo de perder o parceiro, quando o relacionamento estende por um período maior, sentem medo de serem acusadas de infidelidade e a rede de disseminação da doença aumenta cada vez mais.

Existem mulheres que continuam com aquela inocente ideia de que devem confiar 100% em seus parceiros, por que se eles a amam, não tem porque acontecer à infidelidade, isso é conto de fadas meninas, tanto para eles como para nós. Afinal, somos traidores em potencial, nossa natureza nos inclina a isso, todo ser humano é corruptível e não sou amarga por dizer isso.

Já ouvi de alguns homens que é que nem chupar bala com papel, digo de cara, para as mulheres é como chupar bala com papel e algumas vezes a gente sente alergia, irritação com o preservativo, mas usamos. Não tem como aceitar essa desculpa e muito menos a de que o homem perde a razão nessa hora e age por instinto, aí pergunto aos homens e as mulheres: Pegar doença venérea ou morrer de AIDS é gostoso? Ou, é melhor chupar bala com papel, ter prazer e cabeça limpa?

Caríssimas pessoas, a questão do uso do preservativo vai além do nível pessoal, a prevenção dessas doenças atinge nível social e a consequência de uma sociedade educada nesse sentido é a diminuição de DST/AIDS e gravidez indesejada. Vivemos em um contexto de globalização, em que se busca prazer descartável e relacionamentos não duradouros como na época de nossas avós.

Os homens que iam para casa de prostituição no passado, atualmente com a libertação sexual feminina acham uma parceira na balada. E as mulheres por outro lado, que ficavam em casa cuidando dos filhos e do marido, trabalha e usufrui quase todos os prazeres masculinos que antes eram proibidos.


Termino meu texto, pedindo que sejam egoístas na questão da prevenção, cuidem de vocês mesmos, que estarão cuidando do próximo e de nossas futuras gerações, estou deixando 2 vídeos de campanhas francesas sobre o uso de preservativo, são bem legais, e se sobrar um tempinho assistam. O terceiro vídeo é uma propaganda em comemoração dos 20 anos de combate à AIDS.





13 fevereiro 2010

MOBIV - Movimento Opositor das Barreiras Impostas pela Vida.

Olá caríssimos amigos, colegas e leitores!!!

Estive pensando esses dias, sobre a moralidade e sobre como isso às vezes não é saudável para nós e decidi fazer uma brincadeira com vocês, fundando o MOBIV. Talvez alguns de vocês em alguns pedacinhos do texto, vão se enxergar, já que muitas pessoas que fazem parte do meu universo pessoal passam por aqui.

E o que representa esse tal MOBIV?

Primeiramente é um movimento fictício e também um movimento pelo direito de se revelar, como um ser dotado de desejos e vontades, que às vezes são reprimidas por aspectos morais, sociais e pessoais. Mas, além disso, dispõe-se ir um pouco além da superfície, visa resgatar um pouco da verdade que existe dentro de nós.

Gente todos nós estamos cansados de saber que cada ser humano é de um jeito e que ninguém é igual a ninguém, sei que são frases prontas, mas de certa forma, são verdadeiras. O ser humano, não sei se isso ocorre somente atualmente, insiste em uma luta utópica para ser igual ao outro, e o que lhe é diferente agride sua integridade.

Conheço algumas pessoas que precisam se esconder atrás de disfarces e na vida cotidiana necessitam mentir sobre sua orientação sexual, pois se mostrassem para todo mundo, talvez não obtivessem o status e a posição exemplar que encontram em suas profissões. Entendo bem como vivem e são parcialmente felizes em alguns momentos, conseguem mostrar sua verdadeira natureza e não acham erradas suas condições, mas escolhem mentir do que perder algumas coisas.

Outras pessoas, com uma educação repressora sentem vontade de satisfazer várias fantasias, mas por achar errado, sentem culpa por tais pensamentos e acabam por nem fazer o básico de forma prazerosa, ou seja, não conseguem nem ao menos se dar liberdade para o prazer.

Existem também outras pessoas que são homossexuais, todos sabem que são e a própria sabe que é, só que por aspectos morais, acham justo continuar no armário, sofrendo e adoecendo com o aprisionamento de desejos, sofrem boa parte da vida, quando não, a vida toda, mentindo para si mesmas e tentando enganar a sociedade que às cerca. Inclusive, viram motivos de chacota entre as pessoas pelas costas.

Há casos de pessoas que namoram, noivam e se casam, mas na verdade, não chegam a concretizar nem o noivado, pois não fazem isso por vontade de verdade, mas sim por medo da solidão, covardia, comodidade. Não se dão liberdade para experimentar uma nova vida ao lado alguém que amam de verdade, insistindo em um relacionamento fadado ao fracasso. Com isso entram em um aprisionamento, jamais em um casamento e com o tempo vêm os filhos, que talvez não estivessem preparados para gerar, esperando que isso supra alguma carência dentro do relacionamento, como se filho fosse resolver algo.

Há pessoas que têm liberdade de pensamento, que têm vontades e desejos diferentes, mais abertos do que a normalidade prega e por causa dos seus parceiros não concretizam suas vontades, abrem mão dessa abertura sexual, para satisfazer a outra parte. Até tentam o lance do convencimento dentro do relacionamento, entretanto, a outra parte se sente incomodada com as ideias modernas de seu parceiro afetivo. Talvez por egoísmo e preconceito, tentam aprisionar a outra parte, gerando certo sufoco dentro da relação afetiva.

Existem pessoas casadas, que amam seus parceiros, não tem vontade de sair do relacionamento, mas que não sentem mais tanto desejo sexual dentro do casamento e por aspectos morais preferem esquecer a existência da libido, isto é, assassinam a sexualidade.

E têm as pessoas que amam e não têm coragem de declarar o amor de peito aberto por medo de rejeição. Estas pessoas não conseguem assumir suas vontades, talvez por insegurança ou medo de serem taxadas de coisas horríveis.

Bom, tentei citar alguns casos de repressão sexual, ilustrando um pouco do que eu quero discorrer nesse texto, não tem como citar todos os exemplos, pois aí não seria um post de blog, na verdade seria uma dissertação de mestrado ou doutorado e mesmo assim não teria como.

O que estou tentando dizer meus amados leitores, é que somos dotados de racionalidade e dentro dessa racionalidade, existe parte de nós que preza pelo instinto, não temos controle de nossas vontades e pensamentos que permeiam nossa existência. A cultura ocidental é guiada, por um falso moralismo que sufoca e obriga ao pensamento uniforme, de que devemos negar nossos instintos sexuais, que nossas “vontades” necessariamente sejam artificiais, algo inserido num padrão de comportamento determinado por regras morais, sociais e religiosas.

A natureza sexual de cada indivíduo, não pode ser medida por conceitos de certo e errado, mas sim deixar fluir essa força que está dentro de todos os seres, ou vocês acham que os animais “irracionais” (qualquer dia explico as aspas), seguem algum conceito para reprodução? Nós humanos temos a dádiva de saber racionalmente o que sentimos, e não nos damos liberdade para explorar algo tão básico de nossa humanidade.


Somos aprisionados em um modelo defasado, de esconder nossas vontades e desejos, de encobrir e adoecer por causa do consenso moral.

A ciência inventou o anticoncepcional e preservativo, para que pudéssemos desfrutar um pouco mais dessa liberdade, sem gravidez indesejada, controle de natalidade e prevenção de DST também.

Talvez se as pessoas conseguissem lutar pela verdadeira liberdade e não se escondesse tanto, o mundo seria um lugar mais agradável de se viver, poderíamos evitar grande parte das angústias desnecessárias e o uso de antidepressivos cairia pela metade. Não digo isso somente em relação à sexualidade, mas sim em outras vivências cotidianas, afinal, não podemos fugir de nossos desejos e muito menos tentar massacrar nossa afetividade.

Caros leitores, termino o texto por aqui lembrando que esses são fragmentos de pensamentos, minha finalidade foi uma reflexão sobre repressão sexual, não tenho o intuito de impor isso a ninguém, mas penso que é um caminho para pensarem um pouco, sobre a vida de vocês e como de praxe, vou deixar um vídeo da música “Revelação” e "Jura Secreta" de Raimundo Fagner.


Posteriormente, pretendo escrever mais textos sobre essa temática.


26 janeiro 2010

Repressão Sexual Feminina...

Olá amigos, colegas e leitores!

Pessoal, pensei nesse tema, pois já recebi alguns e-mails falando sobre a grande dificuldade que as mulheres têm de conhecer o próprio corpo, de se sentir à vontade com elas mesmas e com seus parceiros, e acho isso uma crueldade tamanha.

Está tudo errado, começando pela educação sexual prestada pela sociedade, sobretudo para população feminina, já disse em outros posts e repito nesse, somos educadas sob a luz do conceito “damas na sociedade e damas na cama”, isso mesmo, damas na cama. Já os meninos são estimulados desde pequenos a gostarem de se tocar, de se conhecer, ninguém fica reprimindo, os garotos sempre vão ser “os pegadores”, os “garotões dos papais”, para não dizer outras coisas.

Boa parte das mulheres crescem, com uma noção distorcida sobre respeito, ou seja, é adicionado à educação sexual feminina um modelo de castidade errôneo, isto é, crescem com a imagem de que para serem respeitadas, têm que ser boazinhas, reservadas e submissas. E o se tocar, se conhecer ou até mesmo falar sobre sexo, fica como coisa errada e a consequência disto é uma geração de mulheres frígidas, reprimidas, tristes, insatisfeitas e de homens satisfeitos, felizes e bem sucedidos com eles mesmos, ou seja, isso está tudo errado.

O ato sexual para procriação pode envolver somente a excitação masculina para ocorrer, a mulher engravida mesmo assim, tanto que em caso de estupro pode ocorrer gravidez da mesma forma. Entretanto, o ato sexual normalmente praticado atualmente, envolve prazer mútuo, não somente do homem, mas da mulher também e isso não é errado, é natural, afinal, homem não faz sexo sem prazer, mulher consegue e finge.

Se envolver em uma relação sexual, não significa somente satisfazer o outro e muito menos satisfação própria, tem um significado maior, significa se entregar verdadeiramente, aceitar do outro, desprender-se de regras morais e sociais. Mas envolve principalmente o sentir-se à vontade com sua sexualidade, para que assim você possa se unir ao outro e finalmente ter uma relação de verdade. Quando tudo está à vontade, sem grilos, a imaginação é uma grande aliada dos casais, vale tudo, desde que exista respeito mútuo.

Ainda parto da ideia, que só quando temos um bom conhecimento sobre nós mesmos, quando estamos seguros do que somos e dos nossos potenciais, temos a capacidade conhecer o outro, isso é válido no campo da sexualidade. Se o olhar é casto e isso é visto de forma suja e errada, provavelmente as possibilidades nesse sentido estão extremamente limitadas e reprimidas.

Se o ato sexual é visto com naturalidade, amplia-se às opções, não tem limites, barreiras, tudo é possível dentro desse universo, não só em conjunto com o parceiro, mas individualmente e nisso eu aproveito para entrar no território das fantasias.

As fantasias, por alguns chamados de fetiches, servem para satisfação de alguns desejos que percorrem a mente humana, seja uma fantasia simples ou mais elaborada, complementam os relacionamentos amorosos e ajudam não cair na rotina, mas sempre com naturalidade, não pode ser artificial, somente para agradar o outro. Afinal, desde que o mundo é mundo e o ser humano é dotado de racionalidade, sabe-se que arroz com feijão, não serve pra nada sem um bom tempero e uma boa guarnição para acompanhar, ou seja, uma boa dose de fantasia, sensualidade e sacanagem transformam qualquer valsa em salsa e aquecem o relacionamento.

Vou terminando meu texto por aqui e espero ter ajudado em algo, pois sempre que recebo e-mail com essa temática, fico intrigada, já estamos em 2010 e não é mais permissível esse tipo de repressão na vida cotidiana e lembrem-se que falta de satisfação e resolução sexual influencia muito na vida profissional e afetiva.


Pessoal, sempre que eu achar algum vídeo para ilustrar o texto vou adicionar à postagem e deixo nesse post um vídeo com uma entrevista com a psiquiatra Carmita Abdo, feito pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), sobre sexualidade.

18 janeiro 2010

O eterno buraco da fechadura, uma reflexão sobre o voyeurismo.


Olá amigos, colegas e leitores!

É com imenso prazer, que apresento o novo layout do blog e trago nesse post um texto sobre voyeurismo. Sei que já estavam com saudade dos textos voltados para sexualidade, pois já havia algum um tempo que eu não optava diretamente algo envolvendo essa temática. Vou usar o termo voyeur no sentido masculino, mas existem mulheres voyeur também e sei também que algumas pessoas, vão se perguntar se o termo pode se relacionar somente à sexualidade, e já digo antes de comentários, pode sim envolver outras formas de prazer sim.

Vou começar esmiuçando um pouco o conceito de voyeurismo, enfim, pode ser a obtenção de prazer por observação de outra pessoa, esteja esta pessoa no momento, envolvida ou não em práticas sexuais. O voyeur não interage fisicamente e verbalmente com a fonte observada, ou seja, observa de uma certa distância, e em alguns casos a outra pessoa não está ciente de seu espectador.

O risco de ser flagrado, muitas vezes gera excitação em pessoas adeptas desse comportamento. Para o voyeur não é necessário o sexo explícito (implícito para pessoa que está envolvida no ato), isto é, um modo de se vestir já é o bastante para provocar a libido desses observadores. Bom então concluindo o conceito, são pessoas que observam as outras para obter prazer e que escondidos obtém prazer à custa de outras pessoas que nem mesmo sabem o que ocorre em alguns casos.

Pessoas feias? Depravadas? Doentes? Aí me pergunto o que isso tem em comum comigo e com você que está lendo? E já digo de primeira meus queridos, muita coisa.

O que eu estou discorrendo nesse post é justamente sobre a naturalidade de que isso ocorre em nossas vidas e que um termo como esse não pode ser aplicado somente em situações extremas, e muito menos somente a pessoas sexualmente doentes.

Pude notar ao acessar o site da Revista Lado A, que em uma pesquisa realizada no mês de agosto sobre fetiches, ¼ dos internautas afirmam sentir prazer em ver outras pessoas envolvidas em relações sexuais. Me chamou a atenção também, um outro post no blog Sexo Cult falando sobre o projeto artístico de Sebastian Kempa, em que as pessoas podem despir qualquer um de seus 24 voluntários com um click do mouse. Esse projeto e o site são intitulados “Naked People”, para quem tiver curiosidade.

Voltando um pouco à discussão acima iniciada, pegando o exemplo da pesquisa e o do artista, a curiosidade em des-cobrir, no sentido de algo encoberto, é maior do qualquer regra social ou moral, desde pequenos somos atraídos para o buraco da fechadura e existe a máxima de que “Tudo que é proibido é mais gostoso”. É interessante e prazeroso observar a intimidade de outras pessoas e isso se torna melhor quando elas não percebem, torna-se algo perigoso, mas gostoso no final das contas. No caso do artista, as pessoas acessam o site e retiram as vestimentas dos voluntários, para saciar a curiosidade ali instituída e aí mora um comportamento voyeur.

Os meninos quando crianças adoram, quando conseguem ver escondido, a calcinha da amiguinha, mesmo que seja o ato mais bobo, é algo que desperta a libido e como eu disse acima, é proibido e gostoso e criança tem um certo prazer em fazer travessura.

É bom observar o orkut alheio, sem ser visto ou percebido pelo outro internauta, saber as minúcias que ocorrem na vida dessas pessoas e quando a porta está trancada é horrível, pessoas chegam a pedir para entrar do orkut de outras pessoas. Criamos perfis fakes (perfil falso) para obter informações sobre as pessoas e não sermos identificados. É por isso e por outras razões que digo que somos voyeuristas natos, pois automaticamente somos tentados a desvelar o que nos chama a atenção e nos dá prazer.

Outra forma voyeur é o ato de assistir filmes pornográficos, atualmente a Internet nos oferece muitas ferramentas que facilita a prática e alguns sites disponibilizam gratuitamente vídeos de todas as formas imagináveis nesse segmento. A indústria de filmes pornográficos mundialmente rende muito e inclusive no período da crise econômica, o setor não foi tão abalado, quanto outros setores.

Somos atraídos desde crianças por essa tentadora curiosidade e isso não é errado e muito menos criminoso da nossa parte, penso que isso, simplesmente é uma das peças que fazem parte essencial da composição da natureza humana. Observar sem que sejamos percebidos, desperta nossas fantasias e nos deixa à vontade para satisfazê-las, nem que seja somente no plano das ideias. O buraco da fechadura agora é bem maior do que antigamente antes da era da digital e da comunicação escancarada, ele engloba somente o mundo inteiro de janelas indiscretas, abertas para serem observadas e degustadas por pessoas sedentas de curiosidade.


Pessoal termino meu texto por aqui, deixando um vídeo do Lulu Santos, que faz um recorte muito legal sobre a temática e aproveito para agradecer mais uma vez a presença de vocês por aqui, sei que é um pouco piegas, mas estou muito feliz por passar das 2000 visitas e devo essa felicidade à todos vocês, leitores novos e antigos, que sempre me incentivam.


07 janeiro 2010

O que a princesa Jasmine (Aladdin) tem em comum com o Capitão Georg Von Trapp (The Sound of the Music) ??

Olá caros amigos, colegas e leitores.

Nos primeiros dias do ano em um momento de nostalgia, fui assistir alguns dos meus filmes de infância e passei por vários filmes. Dentre eles, dois me chamaram à atenção, pois havia ali, uma relação muito parecida.

Primeiramente, assisti The Sound of the Music (não gosto do título nacional), numa madrugada de insônia, que passou numa rede de TV, que me nego a escrever o nome, e comecei a refletir o comportamento do tão patético e chato Capitão Georg Von Trapp e na noite seguinte, fui assistir Aladdin com minha filhotinha, e me deparei com a princesa Jasmine. Foi aí que consegui entender um pouco, algumas coisas sobre solidão, apatia, desilusão e outras coisitas que assombram a vida de algumas pessoas.

Ao assistir Aladdin, descobri uma menina cheia de sonhos, mas presa por regras sociais, que não a deixavam realizá-los. Jasmine era uma princesa Disney como qualquer outra, que era fadada a se casar com um príncipe rico, renomado, mas ela já havia recusado vários convites de casamento, pois não aceitava a tradição, era privada de escolhas e não gostava. Assim como em muitos momentos de nossas vidas, também nos abstemos de nossas possibilidades, mas não era somente isso, ela também foi privada de entrar em contato com outras vivências, só conhecia o palácio e os costumes ali instituídos e assim como uma criança desobediente, fugiu do palácio e foi suprir um pouco sua curiosidade, mas logo já foi punida e trancafiada em sua prisão novamente. Mas ao conhecer Aladdin, pode sentir um pouco liberdade e de segurança em si, pois ele não a queria aprisionar e muito menos esperava algo dela.

Já no segundo filme, The sound of the Music, nos deparamos com Georg, um Comandante Naval, viúvo, pai de 7 filhos e trancafiado dentro de sua imensa mansão, para não dizer prisão de luxo, na qual constituiu sua família ao lado de sua esposa quando viva. Ao que se mostra no filme, quando ela ainda vivia, a casa era cercada de alegria e todos viviam como uma família equilibrada. Quando a Sra Von Trapp faleceu, Georg conduziu seu lar como se comandasse um navio e seus filhos é que acabaram pagando o pato, viveram anos em um regime de educação militar.

]Georg buscou se esconder de tudo que lembrasse os anos de ouro vividos com a esposa, inclusive fugindo do afeto e alegria que os filhos lhe proporcionavam, mas existe um porém nisto tudo, as crianças cresceram e começaram a se revoltar com a situação, e a cada governanta contratada eles chamavam a atenção do pai, aprontando travessuras contra elas. Até o dia em que o convento enviou Maria para a casa e esta desafia o capitão, mostra que os filhos são pessoas, dotadas de sentimento e que precisam dele, ou seja, a tentativa de fugir saiu pela culatra.

O que eu quero dizer com essas duas histórias é que tanto Jasmine quanto Georg são personagens solitários, tristes, amarrados e presos num universo monocromático, Jasmine por ser criada e educada de acordo com certos padrões e Georg por se abster de tudo em troca de amargura. Vivem em uma sociedade castradora, que espera da alta sociedade um comportamento ideal de acordo com suas regras e normas sociais.

Ao conhecerem seus parceiros afetivos, Jasmine e Georg começaram a viver, a enxergar o mundo com outros olhos e principalmente descobriram outras formas de conduzir a vida. Não foi a Maria e muito menos o Aladdin que salvaram a princesa e o capitão, eles simplesmente mostraram como o mundo era legal para eles, só os convidaram para dança das cores.

Tem uma parte no desenho, que sempre me emociona, é quando o Aladdin leva Jasmine para passear de tapete, primeiramente ela recusa a voltinha, depois ela sente aquilo que sentiu no mercado e se lança na aventura, se entregando totalmente a descoberta de novos horizontes.
E Maria por outro lado, fez sua escolha quando seguiu sua forma de ver o mundo, ao mostrar para as crianças Von Trapp o prazer de brincar, de cantar, etc. Quando Georg se deparou com tudo de cabeça pra baixo, primeiro foi contra, negou sua felicidade, mas ao rever seus filhos, ao sentir novamente aquela sensação, se libertou da prisão e foi viver. Inclusive se separando da Baronesa, que representava toda a infelicidade que ele havia vivido após a morte de sua esposa.

Pessoal, sei que o texto foi um pouco longo, mas não tinha como falar sobre dois filmes, sem escrever assim, o que tentei mostrar um pouco, é que assim como tais personagens, nossa vida às vezes segue em piloto automático e nos esquecemos e dar significado às nossas vivências cotidianas e tudo fica apático, sem graça e envelhecemos, chato isso não???

Sempre ouço que namoro só bom só no começo, e que com o tempo as coisas ficam mornas, acho isso balela, não concordo. Então a vida da gente só ia ter importância no início também, concordo com o refazer, com o significar, com o vivenciar e principalmente com o experimentar. Se colocarmos a vida em marcha fúnebre, não nos damos oportunidade de conhecer o maravilhoso Bolero de Ravel e muito menos as batucadas quentes do Cordel de Fogo Encantado.

A vida é feita de cores, sons, cheiros, notas, texturas, sabores o que nos resta é apreciar e degustar tudo o que ela tem a oferecer. Se olharmos o mundo num molde só, deixamos de perceber que podemos construir o nosso próprio molde, nossa própria personalidade, independente de moralidade, regras e costumes.


Então é isso pessoal, sei também que não estou escrevendo tanto sobre sexualidade, mas tudo fica implícito, a vida é assim e o blog se propõe à ciência e a vida também. Vou deixar dois videos sobre os filmes, o primeiro é do Aladdin da Disney e o segundo sobre The Sound of The Music.