30 dezembro 2009

O que se ganha em se perder????Um reflexão sobre rompimentos

Olá pessoas lindas que passam por aqui sempre que tem um tempinho.

Estava aqui com minha guampa, tomando um tereré hiper gelado, ouvindo Maria Rita e pensando no que escrever, já que prometi voltar a escrever, o ano está quase acabando e eu estou em dívida novamente com vocês.
Foi ouvindo a música “Não Vale à Pena”, que vieram várias perguntas à cabeça (na mão que não pode ser), fiquei intrigada e me perguntei “Porque será que as pessoas ficam seriamente “pirracentas” quando são deixadas?”, “Porque será que é tão difícil aceitar isso, deixar pra lá e ir viver?” E o pior “Por que será que isso é tão prazeroso? ”.

Sei que são perguntas de respostas difíceis, não pretendo responde-las, só quero fazer uma reflexão sobre esse assunto, e puxar um gancho para abordar outras ideias sobre relacionamentos, talvez algumas já escritas anteriormente no blog.

Em alguns relacionamentos afetivos, quando uma das partes encerra o relacionamento e a outra não concorda com a decisão, acaba por cometer atos infantis, tais como: falar as intimidades do casal publicamente, formular e declarar vingança à outra parte, agir agressivamente, ter crises de ciúme graves a ponto de prejudicar o outro, dentre outras coisas horríveis.

Vou recorrer ao meu amor maior, Chico Buarque, com suas sábias palavras na música “Atrás da Porta”, para ilustrar um pouco o que quero dizer, sobre esses atos passionais: “Dei pra maldizer o nosso lar/Pra sujar teu nome, te humilhar/E me vingar a qualquer preço/Te adorando pelo avesso/Pra mostrar que ainda sou tua”.

Sabem por que pode acontecer isso??? Por que a outra pessoa tem dificuldade em lidar com o fim, a auto aceitação, o abandono, a solidão e principalmente em aceitar que vai seguir a vida sem a outra pessoa, sem a estrutura ali formada e recomeçar de outra forma o viver.

Sabe aquela velha e sábia ideia de que temos medo do desconhecido? É justamente isso que pode acontecer em alguns casos, ou seja, a pessoa paralisa a vida e acaba por cometer esses atos, por medo de ver outras possibilidades na vida e dentro desse medo de se entregar as novas experiências, vive de passado, se destrói e tenta destruir a vida de quem foi, se deu a liberdade de experimentar uma nova vida.

O prazer da pirraça pode ocorrer pelo simples motivo de chamar atenção do (a) parceiro (a), ou talvez por sermos viciados em sofrimento. Achou estranho??? Então, é isso mesmo, o ser humano é um eterno viciado em sofrimento e podemos notar o sadismo humano, ao ligar a televisão no horário do almoço e assistir algum programa jornalístico e degustar a melhor refeição do mundo. Podemos observar também nos filmes, romances, músicas, que a dor e o sofrer estão presentes em tudo, e isso nos dá um enorme prazer. É como se o ser humano vivesse um estado sadomasoquista, que precisa balancear a dor e o prazer para saciar-se, é como se isso estivesse dentro de suas necessidades básicas. Que atire a primeira pedra, a pessoa que nunca se apaixonou por algo que gerasse dor.

Realmente meus amigos, um dos lados da dor afetiva é o prazer e relacionamento morno, para não dizer morto, ou melado de mais, é muito chato, sufoca, acaba numa dinâmica de amizade e amigos não trocam intimidade de madrugada e nem satisfazem fetiche de ninguém. Dentro de um relacionamento saudável, tem que ter amor, ódio, tristeza e alegria.

Coleguinhas vou encerrando o texto por aqui, desejando uma boa passagem de ano para todos vocês, com muita farra, amor, união, baladinhas recheadas de música boa e pessoas interessantes e lembrem-se camisinha sempre, pois sexo sem responsabilidade e sabedoria não rola legal e dá ressaca no dia seguinte ou nos próximos anos depois do exame de sangue, álcool não é desculpa.

FELIZ 2010 PARA TODOS!!!!!