08 janeiro 2009

Será o Fim da Monogamia?

Essa semana estou com o tempo livre para pesquisar, afinal, férias são para descansar e me divirto escrevendo aqui. Passei noites e noites lendo sobre sexo casual e pude constatar que cada vez mais as mulheres estão se tornando adeptas só por prazer e não por afeto. Juro que tirei a ideia da personagem “Samantha Jones” do seriado Sex and the City.

Conheço algumas “Samanthas” que já se deram conta de que isso é legal, e não faz mal a ninguém. Entrei em alguns blogs que contam com depoimentos, o meu não tem, mas vou pegar a opinião desses depoimentos, para vocês entenderem um pouco sobre como essas mulheres modernas encaram sua sexualidade.

Como é o sexo casual para as mulheres de 2009? Constatei o seguinte:

• conhecem a pessoa na balada;
• vão para algum outro lugar para praticar o ato sexual;
• não pegam telefone e em alguns casos nem perguntam o nome da pessoa;

Na maioria dos casos, não pode ser qualquer cara, tem que ter a “pegada” para conseguir levar uma “Samantha” para cama, e elas são exigentes, gostam de meninos em forma. Algumas pessoas pensam que mulheres assim são vulgares, só que não! Talvez a sua vizinha toda recatada do lado é uma dessas e você nunca sonhou com isso. E não vão pensando também que se comportam como homens, ao contrário disso, são femininas, cuidam de autoestima e sabem separar amor de sexo.

A mulher atual tem optado por relacionamentos a curto prazo pois não correm o risco cair na rotina, é mais fácil de administrar diversões casuais, do que um envolvimento mais prolongado que exige mais energia mental.

Será o final da monogamia? Acredito que não, pois o mundo atual é extremamente individualista e isso gera um sentimento de solidão total, então as pessoas consequentemente procuram por colo, afeto, etc. A mudança é para o bem da sexualidade feminina, pois assim temos liberdade de escolher melhor nossos parceiros.

A máxima de que existe mulher certa para casar está se tornando coisa do passado e o que existirá futuramente serão relacionamentos mais verdadeiros, sem esse negócio de egoísmo que ainda vivenciamos atualmente, sem amarras e tabus.

Sem sair do foco do assunto, a pesquisadora Carmita Abdo (Adoooooro ela, já vi ela em congresso) tem feito estudos significantes sobre o assunto. Em seu livro Descobrimento Sexual do Brasil salienta que “Sexo é uma oferta tão fácil de se encontrar, que deixou de ser um atrativo”. Então pessoas não se preocupem, divirtam-se, sexo é bom, mas no final o que conta é o amor ou não. Em outro trecho do livro a autora argumenta que “Abriu-se uma lacuna entre o início da vida sexual e o casamento e as mulheres ficaram sem ter com quem firmar compromisso”. Sem firmar compromisso, a mulher em vez de ficar remoendo sentimentos foi mais esperta, juntou-se ao grupo dos que gostam de prazer sem anular sua feminilidade, deixando um pouco os afetos de lado.

Devassas? Não nessa máxima não, só nos demos a liberdade que os homens usufruíram por muitos séculos. Vou terminar meu post dessa quinzena com uma frase maravilhosa da cantora e atriz Cher:


“Passei a vida toda procurando os homens certos, mas me diverti muito com os errados”

4 comentários:

Lord Vøn Chrøiÿth disse...

Interessantíssimo seu artigo! Adorei! De fato, as mulheres estão se tornando mais livres, e estão explorando mais e melhor sua sexualidade. Isso é muito importante para elas, e também para nós homens. A única coisa que falta, é nossa sociedade se despedir de seus preconceitos machistas infantis, e retrógrados, concedendo às mulheres a liberdade que lhe são de direito! Parabéns pelo texto! Beijão!

Raquel Moretti disse...

Concordo contigo Gu, e digo de cara, que pra escrever o post pensei 300 mil vezes, mas cheguei a conclusão que já era hora, independente de sociedade.
Mas penso que esse sentimento machista depende das mulheres desamarrarem suas trompas.
Uma sociedade só muda seus valores quando outros passam a existir, então depende dos homens mudar a visão, mas principalmente das mulheres se permitirem também.
Valeu pelo comentário.

Vecna's cave disse...

Não nego que seja uma realidade. Mas é uma realidade que deploro, de certa forma.
Nada contra quem faz isso. Mas acho um tanto triste saber que essa cultura do sexo casual seja tão difundida na sociedade atual. Nunca aprovei isto nos homens. Não aprovo nas mulheres. Novamente, nada contra quem faz. Mesmo porque, eu teria que me odiar se assim o fosse.
Mas há consequências nisso também. Por conta deste hedonismo, tanto masculino quanto feminino, o número de casos de AIDS aumentou um bocado. E creio que pela liberação feminina na área sexual, hoje atinge muito mais os heterossexuais do que há uma ou duas décadas atrás. Compreensível, já que agora em uma transa são dois os fatores de risco. Não que seja culpa de um ou de outro, mas foi uma das consequências disso.
Mas ainda bato na mesma tecla: O foda, é quando uma pessoa opta por um estilo de vida assim, sem estar madura o suficiente para aguentar isso. Mas aí são outros quinhentos...

Raquel Moretti disse...

Então Paulo, assim como falei para o Gu, pensei muito pra postar, faz quase um mês que estou escrevendo esse post, mas aí ganhei a Cartilha de Direitos Sexuais e Reprodutivos, então optei por postar isso primeiro para logo depois postar esse.
Pego suas palavras finais: "O foda, é quando uma pessoa opta por um estilo de vida assim, sem estar madura o suficiente para aguentar isso. Mas aí são outros quinhentos..."
O governo também é reponsável por implantar uma política de educação sexual e planejamento familiar mais eficiênte, para que a sociedade atual na faça mais tanta besteira como tem ocorrido.
E acredito mto que liberdade só é liberdade quando é conquistada com maturidade e autoconfiança.
E digo mais, todo mundo fica se preocupando somente com AIDS, sendo que existe as "hepatites" da vida também.
Vamos continuar essa dicussão , valeu pelo comentário.