30 dezembro 2009

O que se ganha em se perder????Um reflexão sobre rompimentos

Olá pessoas lindas que passam por aqui sempre que tem um tempinho.

Estava aqui com minha guampa, tomando um tereré hiper gelado, ouvindo Maria Rita e pensando no que escrever, já que prometi voltar a escrever, o ano está quase acabando e eu estou em dívida novamente com vocês.
Foi ouvindo a música “Não Vale à Pena”, que vieram várias perguntas à cabeça (na mão que não pode ser), fiquei intrigada e me perguntei “Porque será que as pessoas ficam seriamente “pirracentas” quando são deixadas?”, “Porque será que é tão difícil aceitar isso, deixar pra lá e ir viver?” E o pior “Por que será que isso é tão prazeroso? ”.

Sei que são perguntas de respostas difíceis, não pretendo responde-las, só quero fazer uma reflexão sobre esse assunto, e puxar um gancho para abordar outras ideias sobre relacionamentos, talvez algumas já escritas anteriormente no blog.

Em alguns relacionamentos afetivos, quando uma das partes encerra o relacionamento e a outra não concorda com a decisão, acaba por cometer atos infantis, tais como: falar as intimidades do casal publicamente, formular e declarar vingança à outra parte, agir agressivamente, ter crises de ciúme graves a ponto de prejudicar o outro, dentre outras coisas horríveis.

Vou recorrer ao meu amor maior, Chico Buarque, com suas sábias palavras na música “Atrás da Porta”, para ilustrar um pouco o que quero dizer, sobre esses atos passionais: “Dei pra maldizer o nosso lar/Pra sujar teu nome, te humilhar/E me vingar a qualquer preço/Te adorando pelo avesso/Pra mostrar que ainda sou tua”.

Sabem por que pode acontecer isso??? Por que a outra pessoa tem dificuldade em lidar com o fim, a auto aceitação, o abandono, a solidão e principalmente em aceitar que vai seguir a vida sem a outra pessoa, sem a estrutura ali formada e recomeçar de outra forma o viver.

Sabe aquela velha e sábia ideia de que temos medo do desconhecido? É justamente isso que pode acontecer em alguns casos, ou seja, a pessoa paralisa a vida e acaba por cometer esses atos, por medo de ver outras possibilidades na vida e dentro desse medo de se entregar as novas experiências, vive de passado, se destrói e tenta destruir a vida de quem foi, se deu a liberdade de experimentar uma nova vida.

O prazer da pirraça pode ocorrer pelo simples motivo de chamar atenção do (a) parceiro (a), ou talvez por sermos viciados em sofrimento. Achou estranho??? Então, é isso mesmo, o ser humano é um eterno viciado em sofrimento e podemos notar o sadismo humano, ao ligar a televisão no horário do almoço e assistir algum programa jornalístico e degustar a melhor refeição do mundo. Podemos observar também nos filmes, romances, músicas, que a dor e o sofrer estão presentes em tudo, e isso nos dá um enorme prazer. É como se o ser humano vivesse um estado sadomasoquista, que precisa balancear a dor e o prazer para saciar-se, é como se isso estivesse dentro de suas necessidades básicas. Que atire a primeira pedra, a pessoa que nunca se apaixonou por algo que gerasse dor.

Realmente meus amigos, um dos lados da dor afetiva é o prazer e relacionamento morno, para não dizer morto, ou melado de mais, é muito chato, sufoca, acaba numa dinâmica de amizade e amigos não trocam intimidade de madrugada e nem satisfazem fetiche de ninguém. Dentro de um relacionamento saudável, tem que ter amor, ódio, tristeza e alegria.

Coleguinhas vou encerrando o texto por aqui, desejando uma boa passagem de ano para todos vocês, com muita farra, amor, união, baladinhas recheadas de música boa e pessoas interessantes e lembrem-se camisinha sempre, pois sexo sem responsabilidade e sabedoria não rola legal e dá ressaca no dia seguinte ou nos próximos anos depois do exame de sangue, álcool não é desculpa.

FELIZ 2010 PARA TODOS!!!!!


20 novembro 2009

Ganhos e Perdas : Uma Análise Sobre o Amor

Olá caríssimos amigos e leitores!!!

Finalmente consegui tempo e criatividade para escrever algo para o blog e estou pensando no assunto há pelo menos uns 2 meses, mas não estava conseguindo me concentrar somente nisso, então “let it be”, como diria Sr Paul McCartney.

Em julho deste ano me indicaram o filme Crepúsculo várias vezes e várias vezes eu recusei, alegando ser um filme chato, e sem graça, até o dia que eu vi o trailer do filme Lua Nova e resolvi assistir. Fiquei loucamente obcecada, li todos os livros em duas semanas e passei a acompanhar de perto a febre mundial que se instalou em torno da saga.

Bom, não vou ficar aqui falando de lobos e vampiros, muito menos da fofura de Edward Cullen e Bella Swan, vou falar de algo mais interessante, vou discorrer um pouco sobre as relações humanas e um pouco sobre o que temos em comum com esses livros. Lembrando que pode ser que eu misture algumas informações com o livro Sol da Meia Noite.

Quando iniciamos a idealização de um sonho, temos de certa forma uma incrível curiosidade pelo desconhecido e depositamos nossas melhores intenções e desejos, mas acima de tudo, depositamos nossa autoconfiança, segurança e fazemos o possível e o impossível para que tudo dê certo. Assim como Bella se lança ao desafio de viver com o pai que nunca teve um contato muito intimo em uma cidade na qual não conhece pessoas da sua idade. Quando chega à cidade, a garota se depara com a solidão, mas ao mesmo com o acolhimento e a curiosidade alheia, sente-se insegura perante tanta exposição, chegando a formular hipóteses sobre seus colegas de escola, mas ao deparar com a estranha família de Edward, sente-se um pouco melhor, por notar que não é o único alvo de atenções no local.

Na vida real, passamos por situações bem parecidas, somos seres sociais, queremos nos igualar ao grupo presente e estar em evidência nem sempre é uma situação prazerosa, pois parte nossa mostra-se insegura em algumas ocasiões. De início quando nos deparamos com o desconhecido e se este não nos reforça da maneira como imaginamos, às vezes nos causa curiosidade, mas nem sempre, pode nos causar insegurança, mas no caso do livro, o desconhecido é bem atraente e por ser atraente, é evidente a necessidade de impressionar a outra parte, de se desfazer maus entendidos e se iniciar uma tentativa de sedução custe o que custar.

No decorrer dos livros, Bella e Edward enfrentam as dificuldades normais de um casal adolescente, tais como: sexualidade, convívio social, aceitação familiar, etc. No final do livro, os dois construíram um relacionamento incondicional e Bella quer de certa forma imortalizar o namoro contra a vontade de Edward, que não sede as vontades da mocinha, simbolizando a maturidade de Edward que protege a imprudência de Bella.

O conceito de valores, do ponto de vista do nosso sofredor herói (Sol da Meia Noite), é mantido, ele não abre mão de sua maturidade por um capricho da irresponsabilidade de sua amada, não sede ao seu egoísmo. Outro tema abordado é imortalidade, todo ser humano quer ser imortal e a forma como é conduzida a imortalidade pela autora, é uma imortalidade humanizada, em que poderíamos viver como seres normais.

Agora vou entrar na questão que fiquei todos esses meses pensando. Afinal, quando construímos um sonho e passamos a vivenciá-lo em nosso cotidiano, é normal que não desejamos a morte dele. Cuidamos da melhor forma da questão, não estou dizendo que a melhor forma é a maneira correta, mas sim que despejamos nossas energias vitais e aprendemos a desfrutar e degustar a sinfonia com todos os nossos sentidos. Ficamos felizes, seguros, leves e praticamente viciados na experiência de amar verdadeiramente uma pessoa, amar a experiência.

Se acontecer como ocorreu no livro, em que tudo estava caminhando de maneira harmoniza, sem problemas sérios, que pudesse colocar em risco esse sonho e de repente tudo é tirado de uma forma célere, sem um declínio gradual, ficamos paralisados. Gente eu não sou psicanalista, mas tenho que fazer um comentário, isso que aconteceu com a Bella se chama deprivação, é como dar um chocolate gostoso para uma criança e arrancá-lo na metade. No caso da mocinha, o gostoso era o vampirão, com todas suas qualidades e sua família maravilhosa. Ela teve tudo isso e retirado de forma abrupta dela, causando o adoecimento psicológico.

Quando ele diz que os seres humanos esquecem tudo com facilidade, temos de agradecer por sermos humanos e nos apaixonar por várias coisas, pessoas, situações e termos a capacidade de esquecer alguns estados passionais depois. Imaginem vocês apaixonados a vida toda por coisas à qual já se apaixonaram? Imaginam amar a vida toda o menino (a) do prézinho que brincava com você?

Bella suspendeu sua vida, não poderia evoluir como ser humano naquele momento paralisou sua existência. A morte do sonho a matou como pessoa naquele período realmente, mas graças à capacidade do ser humano de ser livre, com o tempo, mesmo presa e suspensa Bella começou a buscar outras possibilidades, assim como nós também buscamos. Ao se deparar com sua imaginação, se apoiou no espectro do sonho, ainda morta, e buscou em Jake uma possibilidade de vivenciar o sonho morto, mas encontrou um novo sonho, uma outra forma de experimentar a vida. Com isso não deixou o sonho, o espectro, mas passou a se empenhar em uma nova vivência, passou a dar outra significação à sua vida.

Quando o sonho falecido volta a bater a sua porta, Bella, já havia construído outro sonho e fica dividida entre as situações, mas essa discussão fica para um outro post.

O que eu quero dizer com esse final, é que em alguns momentos de nossa existência, construímos e desconstruímos vivências o tempo todo, algumas causam um impacto maior, outras nem percebemos, mas o importante é a nossa capacidade de criar, realizar, se doar, modificar, vivenciar, sentir e aproveitar nosso leque natural de possibilidades.

Em alguns momentos, suspendemos nossas vidas, mas somos como a fênix (pássaro mitológico que se transforma em cinzas e delas renasce), mas após cicatrizar, pegamos nossos tijolos naturais e reconstruímos novamente o viver, um novo mundo recheado de novas possibilidades. Não jogamos nosso repertório de vivências fora, mas utilizamos para construção de novas experiências.


Pessoas, vou me despedindo por aqui prometendo voltar a escrever sempre que puder e não deixar vocês tanto tempo sem textos. Agradeço desde já pelas 500 visitas que recebi no período que não escrevi, fiquei surpresa e isso me motivou a voltar a escrever, provavelmente vou preparar algo melhor para o próximo post, estou enferrujada, estou precisando de óleo nas articulações mentais.

02 maio 2009

Infidelidade: Será que isso é anormal????

Olá caros leitores e amigos!!!!

Ultimamente estou em falta com vocês, porém vou explicar o que ocorre na vida da pessoa aqui. Em primeiro lugar, agradeço do fundo do coração por continuarem visitando esse blog e em segundo lugar vou continuar escrevendo, mas com um espaço de tempo entre as postagens.

O tema desse post será sobre infidelidade, algumas pessoas sabem que gosto muito desse tema e que pretendo levar uma pesquisa cientifica sobre o tema, mas não vou me aprofundar muito nesse tema hoje.

Bom o que sempre li, vi e ouvi sobre isso sempre me desagradou e me deixa desgastada profundamente. Sempre ouço assim “Se traiu é porque não ama”; “Se você fica com alguém uma vez só e é só por prazer não é traição”, etc.

Sabem o que eu penso sobre isso??? Penso que todo ser humano tem uma certa inclinação para cometer a infidelidade, parto do princípio de que se existe dois indivíduos que se relacionam a muito tempo, essa relação em algum ponto torna-se desgastada e justamente é nesse ponto que pode ocorrer, ainda mais se a pessoa tem uma convivência muito próxima com alguém atraente. Mas isso também não quer dizer que todas as pessoas atraentes são geradoras de infidelidade, claro que não.

Voltando a infidelidade, não acredito no ser humano como um ser monogâmico 100%, pois nos apaixonamos várias vezes na vida e inclusive existe divórcio exatamente para que não sejamos obrigados a amar uma pessoa a vida toda, ainda bem né?

Outro dia estava conversando com um grande amigo na internet, falando justamente desse tema, ele pegou num ponto que concordo com ele. Quando começamos a namorar fazemos um acordo verbal com a outra pessoa e algumas coisas ficam estipuladas naquele momento, mas o principal é o acordo de monogamia.

Em alguns relacionamentos não ocorre à infidelidade, mas a vontade às vezes ocorre e isso é normal, não somos únicos, existem várias pessoas maravilhosas nesse planeta, mas dentro de um relacionamento existe algo mais importante que essas outras pessoas: o respeito pelo acordo.

Vou citar algumas ocasiões que pode ocorrer a infidelidade:
• Relacionamento em crise;
• Relacionamento desgastado;
• Parceiros (as) megalomaníacos;
• Crises pessoais;
• Falta de amor (relacionamento acomodado por medo da solidão);

Ninguém gosta de ser traído, nem por amigos e muito menos por quem amamos afetivamente, mas às vezes o desejo é tão grande que não conseguimos resistir aos nossos impulsos. Às vezes nosso relacionamento está tão conturbado, desgastado e triste que precisamos de felicidade, carinho e justamente nessas horas que precisamos de namorado (a), somos abandonados e acabamos procurando em outro lugar. Às vezes ocorre aquela traição física somente, não amorosa, quando nos sentimos atraídos somente sexualmente por outra pessoa e passa depois que ocorre o ato sexual.

Então meus queridos, não acho extremamente anormal esse tipo de comportamento, é algo da natureza humana, pode ser algo narcisista ou carência afetiva, mas existe entre todos os seres humanos. Não é porque trai que não ama, às vezes ama até demais e não consegue segurar a onda. Sei que algumas pessoas não conseguem olhar para esse assunto de forma racional, mas já vou avisando, não sou favorável a infidelidade, só julgo como algo inato do ser humano, assim como o ciúme, amor, ódio, etc.

Bom próximo post não tenho ideia de quando vou ter tempo para escrever, vou tentar escrever algo o mais breve possível.


Grande abraço à todos.

01 fevereiro 2009

Frigidez: Um grande problema feminino e masculino.


Olá meus queridos amigos e leitores!!!

Sei que tenho batido muito na tecla dos textos feministas, e tenho maior prazer em informar que esse não deixa de ser mais um deles, a diferença desse texto é que pode ajudar alguns casais com algumas dificuldades sexuais.

A disfunção sexual feminina antigamente era chamada de frigidez, a nomenclatura muda, mas o significado é mesmo, ou seja, alterações do desejo, bloqueio total ou parcial da resposta psicossexual, falta de lubrificação vaginal, anorgasmia (falta de orgasmo).

Em alguns eventos acadêmicos relacionados à sexologia, discute-se muito o número crescente de reclamações das pacientes nos consultórios de ginecologia. Já ouvi ginecologista falando que sempre quando surge o assunto, mudam o foco da conversa pois não sabem como tratar a questão. Lógico que verificam a parte física da paciente.

Antigamente nossas queridas avós não reclamavam, pois a cultura da época era outra, só que atualmente com a ascensão do feminismo a mulherada resolveu colocar a boca no trombone e reclamar. Gostaria de frisar que o problema não é somente feminino, é masculino também, afinal, se a mulher não sente prazer, as “dores de cabeça” dentro do relacionamento estarão cada vez mais presentes na vida a dois.

Existem fatores orgânicos e/ou psicológicos para que o orgasmo não ocorra e dentre os físicos estão: Dispaurenia (dor nas relações sexuais), vaginismo (dor causada pela contração involuntária da musculatura perineal), uso de medicamentos que inibem o desejo, idade avançada.

Existem tratamentos para essas disfunções, mas em alguns casos existe a necessidade de psicoterapia, pois sabemos que se o corpo fica doente a cabeça também acompanha a doença. Dentre os fatores psicológicos a lista é grande e torna-se necessária uma atenção redobrada. Vou citar algumas causas psicológicas:

Religiões e tabus;
Violência sexual anterior;
Medo de engravidar ou de adquirir doenças;
Relacionamentos desgastados;
Falta de diálogo com o parceiro /a;
Educação sexual rígida e repressora;
Estresse;
Parceiro achar que o problema é somente da mulher;
Falta de repertório comportamental;

Existem tratamentos para frigidez psicológica, dentre eles estão:
Terapia cognitivo-comportamental focada no prazer feminino;
Aconselhamento sexual;
Uso de filmes ou visitas ao sex shop com intuito de aumentar o repertório comportamental;
Autoconhecimento (Masturbação);

A mídia atual pressiona as pessoas para uma atividade sexual teatral, como já disse em outro texto (Por uma atividade sexual mais tranquila). Esse tipo de sexo, leva a mulher continuar fingindo, como era na época de nossos pais ou avós. Observei em alguns sites, que mulheres chegam a ter medo ou repulsa de atos sexuais tais como beijos e toques e isso não está certo, simular ou abdicar o ato não é solução. Se abdicarmos, desistimos e se simulamos continuaremos com o mesmo problema.

Gente relacionamento sexual tem que ter diálogo para dar certo e meninos às vezes vocês acham que é frescura da namorada, mas em alguns casos a culpa é de vocês, não estou falando de todos, mas custa fazer uma preliminar com mais dedicação???

O prazer sexual feminino geralmente está localizado no clitóris até por volta dos 40 anos de idade e não se sabe por que, mas a mulher depois dessa idade passa a ter mais prazer na vagina.

Para terminar meu texto dessa quinzena, volto a pedir mais paciência nas atividades sexuais, não façam sexo pensando que vão tirar o pai da forca, isso não dá certo.


15 janeiro 2009

Porque nos apaixonamos? Algumas respostas sobre emoções.


Olá caríssimos amigos e leitores!!!!
Primeiramente gostaria de agradecer o grande número de acessos do último post, fico muito feliz quando acontece e rende alguns comentários. Essa semana escolhi como tema, buscar algumas respostas para a paixão acontecer, já escrevi algumas vezes sobre, mas retorno de forma mais profunda. Fui buscar na ciência algumas informações, então não estranhem se o texto estiver um tanto mais formal.
Iniciei buscando os motivos pelo qual os seres humanos se apaixonam e a Psicologia Evolucionista acredita que essas emoções (amor, paixão) são produzidas pelo cérebro para favorecer a perpetuação da espécie, já que o ser humano é racional e pode optar pelo destino da sua vida. Os genes usam o prazer dessas emoções para aumentar o número de descendentes.

Uma descoberta recente foi de que a proteína ocitocina, responsável pela produção do leite materno, está ligada ao processamento de sentimentos e emoções, agindo no mecanismo de recompensa cerebral. O Neuroendocrinologista Uvnäs-Moberg em um de seus estudos demonstrou que a liberação de ocitocina pode estar condicionada a estados emocionais e imagens mentais. O cientista pensa que a lembrança das sensações agradáveis causadas pela ocitocina, ainda que na ausência do reforçador, são suficientes para ativar as emoções amorosas.

Outra descoberta interessante feita por Richard Lannon, Thomas Lewis e outros, foram que nossas referências sobre o amor são armazenadas em nossa memória implícita (responsável também por movimentos como digitar sem olhar pro teclado ou andar de bicicleta sem ter medo).
Esse é um dos motivos que as pessoas se inclinam a escolher parceiros sempre com os mesmos defeitos ou qualidades.

De acordo com a professora Cindy Hazam (Universidade Cornell, Nova Iorque), “Seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante 18 a 30 meses”, ou seja, tempo o bastante para reprodução. Um tanto antirromântico isso né? Mas não vou contra a ciência não, mas também não concordo com tudo, ainda bem que a ciência é flexível e pronta a mudanças.

Para a antropóloga Dra. Helen Fisher, o ser amado é igualmente perfeito e até seus defeitos tem um certo charme, tornando-se o centro do universo, alimentando o desejo de exclusividade e fidelidade. A paixão por outro lado é involuntária e incontrolável, ou seja, é como se fosse uma droga, um vício do qual se quer e precisa cada vez mais.

Os neurocientistas ingleses Andréas Bartel e Semir Zeki, reconhecem que a visão da pessoa amada, já basta para o sistema de recompensa cerebral decodifique a informação e a transforme em prazer, pedindo mais e mais dessa emoção. Tenho que admitir que me enganei e muito quando disse a vocês no início do blog que controlamos nossas emoções.

Concordo com a Dra. Fisher quando diz que “temos três sistemas cerebrais diferentes: o primeiro se trata do impulso sexual; o segundo é o “amor romântico”, um estágio de sentimentos obsessivos associados ao parceiro; o terceiro seria a sensação de segurança que você sente quando vive com alguém por muito tempo”.

Em outra passagem Fisher justifica que “o propósito do amor romântico é a concentração em uma única pessoa. Há milhões de anos, as mulheres precisavam de um parceiro para ajudá-las, pois viviam em regiões perigosas”. Acho que a maioria das pessoas, sabem que o mecanismo cerebral não tem modificações, o que muda são os reforçadores ambientais, tanto que as respostas fisiológicas para determinadas emoções são as mesmas desde a pré-história, ou seja, as transformações são ambientais pois o ser humano é um ser social e não fisiológicas.


Sei também que a visão Darwinista da coisa tem um certo tom de cinza, mas não podemos negar que está correta em partes sua teoria. Vocês podem estar se perguntando: onde está o sentimento? A poesia? Tenho uma ótima resposta, que talvez não seja tão aceita para maioria das pessoas: no seu cérebro, tudo bem armazenadinho, codificado, decodificado e processado pela memória de longo prazo. Afinal, tudo o que acontece em nossas vidas e corpos são responsabilidade do cérebro. Sentimos as emoções pelo cérebro. Portanto caríssimos, para encerrar mais um post. Quando sentirem dor ou prazer de amor, não culpe ou agradeça o parceiro, o seu cérebro é responsável por tudo.

08 janeiro 2009

Será o Fim da Monogamia?

Essa semana estou com o tempo livre para pesquisar, afinal, férias são para descansar e me divirto escrevendo aqui. Passei noites e noites lendo sobre sexo casual e pude constatar que cada vez mais as mulheres estão se tornando adeptas só por prazer e não por afeto. Juro que tirei a ideia da personagem “Samantha Jones” do seriado Sex and the City.

Conheço algumas “Samanthas” que já se deram conta de que isso é legal, e não faz mal a ninguém. Entrei em alguns blogs que contam com depoimentos, o meu não tem, mas vou pegar a opinião desses depoimentos, para vocês entenderem um pouco sobre como essas mulheres modernas encaram sua sexualidade.

Como é o sexo casual para as mulheres de 2009? Constatei o seguinte:

• conhecem a pessoa na balada;
• vão para algum outro lugar para praticar o ato sexual;
• não pegam telefone e em alguns casos nem perguntam o nome da pessoa;

Na maioria dos casos, não pode ser qualquer cara, tem que ter a “pegada” para conseguir levar uma “Samantha” para cama, e elas são exigentes, gostam de meninos em forma. Algumas pessoas pensam que mulheres assim são vulgares, só que não! Talvez a sua vizinha toda recatada do lado é uma dessas e você nunca sonhou com isso. E não vão pensando também que se comportam como homens, ao contrário disso, são femininas, cuidam de autoestima e sabem separar amor de sexo.

A mulher atual tem optado por relacionamentos a curto prazo pois não correm o risco cair na rotina, é mais fácil de administrar diversões casuais, do que um envolvimento mais prolongado que exige mais energia mental.

Será o final da monogamia? Acredito que não, pois o mundo atual é extremamente individualista e isso gera um sentimento de solidão total, então as pessoas consequentemente procuram por colo, afeto, etc. A mudança é para o bem da sexualidade feminina, pois assim temos liberdade de escolher melhor nossos parceiros.

A máxima de que existe mulher certa para casar está se tornando coisa do passado e o que existirá futuramente serão relacionamentos mais verdadeiros, sem esse negócio de egoísmo que ainda vivenciamos atualmente, sem amarras e tabus.

Sem sair do foco do assunto, a pesquisadora Carmita Abdo (Adoooooro ela, já vi ela em congresso) tem feito estudos significantes sobre o assunto. Em seu livro Descobrimento Sexual do Brasil salienta que “Sexo é uma oferta tão fácil de se encontrar, que deixou de ser um atrativo”. Então pessoas não se preocupem, divirtam-se, sexo é bom, mas no final o que conta é o amor ou não. Em outro trecho do livro a autora argumenta que “Abriu-se uma lacuna entre o início da vida sexual e o casamento e as mulheres ficaram sem ter com quem firmar compromisso”. Sem firmar compromisso, a mulher em vez de ficar remoendo sentimentos foi mais esperta, juntou-se ao grupo dos que gostam de prazer sem anular sua feminilidade, deixando um pouco os afetos de lado.

Devassas? Não nessa máxima não, só nos demos a liberdade que os homens usufruíram por muitos séculos. Vou terminar meu post dessa quinzena com uma frase maravilhosa da cantora e atriz Cher:


“Passei a vida toda procurando os homens certos, mas me diverti muito com os errados”