14 novembro 2008

Que ponto G?- Escrito por Maíra Costa Abreu

Desde o começo dos tempos, os homens são machistas, tratando as mulheres que diziam amar como objeto sexual e empregada doméstica.

Graças ao machismo, foi criado o feminismo, onde nós mulheres tivemos o direito de nos defender, nos expressar e diferente do que alguns homens acham, nós não trocamos de papel com vocês e nem queremos esses papéis, apenas fazemos o que vocês sempre oprimiram em nós.

O papel do homem antigamente era de “O Homem da Casa”, onde vocês trabalhavam e nós ficávamos em casa arrumando, lavando, passando e cozinhando. Éramos as “rainhas do lar” e vocês os chefes de família, nós cuidávamos de tudo o que se referia a casa e vocês traziam a comida e querem saber? Cansamos de arrumar a casa, deixar tudo limpo e cheiroso, fazer a janta com amor, carinho e dedicação, para vocês nunca notarem, chegarem muito depois do horário do trabalho, com manchas de batom na camisa, cheiro de perfume de outra mulher, bêbados e ainda por cima, reclamando que não fazemos nada, virar para o lado e dormirem.

O nosso sonho de príncipe encantado se desmoronou e acabamos vendo os lobos maus que são na realidade. Ficávamos nos cantos aos prantos enquanto vocês se divertiam com mulheres profissionais do sexo e enchiam a cara de bebida. Sim, nós víamos isso, mas acabava que íamos levando, por amor a vocês, mas chegou uma hora em que cansamos de sermos tratadas como idiotas e passamos a mão no sutiã e reivindicamos nossos direitos.

A luta não foi fácil, mas ganhamos a admiração, o respeito e a independência de nós mesmas e não, não estávamos pensando em deixar vocês orgulhosos de nós, mas por outro lado, conseguimos uma outra vitória, que foi mostrar e provar para vocês que somos inteligentes, capazes de fazer tudo o que vocês homens fazem e ainda sim cuidar da casa, dos filhos quando chegamos em casa depois de um dia duro de trabalho, ainda temos energia para dar uma noite de prazer ao machista que dorme conosco.

Tornamo-nos individualistas por falta de apoio aos nossos sonhos e procuramos um “lobo mau”, não porque somos cortesãs ou promiscuas, mas a maioria de nós são seguras o bastante ao ponto de escolher nossos parceiros, ou seja, quem merece estar ao nosso lado e não nego que precisamos de carinho, mas não queremos um carinho falso e meticuloso, mas sim, um carinho de desejo e vontade também do outro em estar com nós.


Não estamos fazendo troca de papel e sim pegando uma liberdade de expressão que por muito tempo foi negada a nós e vocês reclamam disso, mas hoje não dariam conta de ser o homem da casa, cuidar da mulher e de ser o garanhão ao mesmo tempo, vocês não têm energia para isso. Se não queriam que fossemos assim, não deveriam ter nos tratado como um objeto de estante e sim como algo muito valioso e deixo uma frase pra vocês pensarem: “chumbo trocado não dói”, se querem princesas em suas vidas, tratem de ser um verdadeiros príncipes encantados.

2 comentários:

Vecna's cave disse...

Eu já falei disso pessoalmente, mas não apoio essa "guerra dos sexos".
Príncipes se tornam lobos, depois de pegarem princesas que na verdade eram bruxas... que assim se tornaram, por causa de algum outro lobo.
Enquanto continuarmos nessa de "cobra comendo cobra", não chegaremos a lugar nenhum.
Lembrando que, segundo a filosofia oriental, opostos não se destroem, se completam.
Homem e Mulher SÃO opostos. E se eles decidirem viver juntos, devem se completar, tornando-se unos em harmonia e equilíbrio.
Quando o Ying tenta ser mais que o Yang, ou vice-e-versa, a tendência é que ambos se anulem, se destruam, e percam o sentido de serem.

Raquel Moretti disse...

Lembro da nossa conversa sobre isso, é como uma bola de neve as relações e isso acaba com qualquer relacionamento.
Como sempre digo, tanto na vida afetiva como profissional.Afinal se rola disputas na vida profissional a vaca vai pro brejo da mesma forma. O estresse gerado por isso é interpretado pelo corpo da mesma forma.