17 outubro 2008

“Mas eu me mordo de ciúme”

Pessoas comecei a fazer uma revisão de literatura científica sobre o ciúme e nessa pesquisa pude constatar que esse lindo sentimento deve existir dentro de um relacionamento amoroso, e que é natural aos seres humanos. Se ficarmos com ciúme de nosso parceiro (a), é porque algo dentro da relação não está da forma como queremos, não está em homeostase (equilíbrio). Mas se o relacionamento é equilibrado e sadio, tudo se resolve em pouco tempo, até desequilibrar de novo. E tem que existir esse desequilíbrio de vez em quando, pois o relacionamento é feito de movimento, sendo que relacionamentos amorosos apáticos, sem ciúmes, é sinal de fraternidade, amizade, como já disse em outra postagem.

É um sentimento de cuidado, zelo pela relação amorosa, é o querer para si, mas quando esse querer extrapola, torna-se algo muito ruim. A questão da minha pesquisa foi o ciúme patológico, sendo que algumas pessoas com esse tipo de patologia, não conseguem distinguir o real do imaginário, aprisionando o ser amado ou a si mesmo por essa emoção.

O ciumento patológico tem medo do parceiro conhecer alguma pessoa mais interessante que ele mesmo, e fica transtornado, perseguindo a pessoa, para não correr o risco de ser traído ou abandonado. Essa patologia está muito ligada ao uso de álcool e entorpecentes e os maiores índices dos homicídios passionais são cometidos por ciumentos patológicos.

O uso de alguns psicotrópicos, são eficazes para controle da ansiedade e o diagnostico tem que ser cauteloso, já que envolve outras pessoas. Em geral o ciumento patológico tem medo de abandono, ou não tem estabilidade emocional. Alguns autores destacam que em muitos casos, a pessoa que sofre desse distúrbio, já sofreu histórico grave de abandono ou violência doméstica.

Pude constatar e vou fazer a critica aqui no blog mesmo, a literatura cientifica brasileira é muito pobre nesse sentido e quando se trata de algum sentimento (emoção) mais profundo, fica muito difícil achar artigos bons. Estou um pouco revoltada com isso e se alguém aí quiser fazer pesquisa sobre tais emoções estou aberta para isso, mantenham contato pelo e-mail.


4 comentários:

Fernando disse...

"eu quero levar uma vida moderninha" - Como entender e compreender o ciúmes, eis a minha busca incessante.

Raquel Moretti disse...

Para isso que serve pesquisa, com seus moldes e metodos.
Agora te lanço outra: Se não conseguimos entender o patológico como entendemos o saudavel????
Cheguei nessa pesquisa sobre o ciúme pq quero entender a infidelidade, como não achei literatura apelei pro ciúme. Ainda não posso criar, não tenho doutorado.

Vecna's cave disse...

Raquel, finalmente cheguei!XD
Aqui é o Paulo, da UNIP.
Tiops,como te falei no carro hoje, acho que já cheguei bem próximo de um ciúme patológico. Não sei dizer se foi um caso, se foi, se estou curado e etc. Só posso te garantir que é uma das coisas que, para mim, mais de aproximam do conceito de "Inferno".

Agora vou me dedicar a ler teu blog com mais cuidado, os textos e etc. Este foi apenas um comentário introdutório para dizer: "Hey! Estou aqui!"
E espero te conhecer melhor nos anos vindouros de faculdade.^^ Uma pessoa interessante como você, não se encontra qualquer dia!

Ah, antes que me esqueça...
Procurou no Google sobre ciúme patológico?
Há uns tempos atrás, me bateu de procurar no google sobre ciúmes e achei algumas coisas interessantes sobre ciúmes patológico em um site de psicologia/psiquiatria. Foi, inclusive, uma das coisas que me motivou a procurar um psiquiátra ano passado.

Beijos!

Raquel Moretti disse...

Paulo meu querido, que bom que achou o blog, fico muito feliz mesmo. Sinta-se em casa.
Como ultimamente tenho sido mamãe noel antes da hora, vou te presentear com a minha pesquisa, quem sabe possa tirar algumas dúvidas tuas.
Geralmente pesquiso por ferramentas virtuais acadêmicas, tais como a biblioteca virtual de saúde(BVS), pois sempre aparecem pesquisas mais recentes e detalhadas.
Você pode também buscar por psicoterapia, isso é muito legal.
Espero você mais vezes por aqui.
Abraços