28 dezembro 2008

Direitos Sexuais e Reprodutivos.

Olá meus queridos amigos e leitores.

Essa semana aconteceu uma coisa incrível em minha vida: Ganhei a Cartilha dos Direitos Sexuais e Reprodutivos e fiquei surpresa, pois não sabia que o Ministério da Saúde distribui esse tipo de material, ponto positivo para o governo. Esse post decidi não escrever, mas sim publicar os direitos para vocês e para quem tiver curiosidade e tempo, o endereço da cartilha é

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/cartilha_direitos_sexuais_2006.pdf

Direitos Sexuais:

-Direito de viver e expressar livremente a sexualidade sem violência, discriminações e imposições e com respeito pleno pelo corpo do parceiro.
-Direito de escolher o parceiro sexual
-Direito de viver plenamente a sexualidade sem medo, vergonha, culpa e falsas crenças.
-Direito de viver a sexualidade independentemente de estado civil, idade ou condição física.
-Direito de escolher se quer ou não quer ter relação sexual.
-Direito de expressar livremente sua orientação sexual seja ela: heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade, entre outras.
-Direito de ter relação sexual independente da reprodução.
-Direito ao sexo seguro para prevenção da gravidez indesejada e de DST/HIV/AIDS.
-Direito a serviços de saúde que garantam privacidade, sigilo e atendimento de qualidade e sem discriminação.
-Direito à informação e à educação sexual e reprodutiva.

Direitos Reprodutivos:

-Direitos de as pessoas decidirem, de forma livre e responsável, se querem ou não ter filhos, quantos filhos desejam ter e em que momento de suas vidas.
-Direito a informações, meios, métodos e técnicas para ter ou não ter filhos.
-Direito de exercer a sexualidade e a reprodução livre de discriminação, imposição e violência.

Sei que alguns desses direitos ainda com todos rótulos e tabus que a sociedade impõe, não podem ser seguidos à risca, mas pelo menos isso dá mais liberdade de pensamento. Ainda não podemos contar com uma política que valorize o planejamento familiar e educação sexual.

Desejo a todos Feliz Natal atrasado e que o ano de 2009 seja recheado de amor, sexo e sabedoria, pois sem a última nenhum dos dois itens rolam legal.

10 dezembro 2008

Verdades e mentiras acabam aparecendo...

Era uma vez uma garota de 15 anos chamada Gabriela. Era uma adolescente exemplar, todos na escola admiravam sua beleza e inteligência.

Normalmente nos intervalos da escola ficava na companhia de suas amigas paquerando os meninos e conversando e foi nessa época que conheceu Miguel, um aluno do colegial. Eles começaram a ficar e com o tempo virou namoro. Os pais dela adoravam o garoto, pois sempre deixava Gabriela em casa no horário certo e era totalmente simpático com eles.

O que Gabriela e seus pais não sabiam era que Miguel fazia uso de maconha e álcool já com essa idade. Quando deixava Gabriela em casa se comportava como um namorado normal, mas quando saia sozinho, seu comportamento mudava. Era só sair de lá que corria para encontrar os amigos e sempre bebendo muito, e acabava ficando e transando com outras garotas. Miguel era um garoto lindo, fazia sucesso com as meninas, era o tipo pegador.

E assim ele conseguiu enganar Gabriela por 2 anos, mas a garota começou a desconfiar dele e começou a sair mais com ele. Ele ficava irritadíssimo, mas aceitava, pois gostava da namorada. No início ele não fumava maconha e bebia pouco na frente dela, mas com o tempo foi usando gradativamente e foi nessa época que Gabriela completou 17 anos e perdeu a virgindade com o namorado.

Gabriela com o tempo começou a beber e fumar também e passou a acompanhar Miguel em todas as baladas deixando suas amizades de lado. Começaram a usar outros tipos de drogas até acontecer o vício em cocaína. Passavam o dia todo dormindo e a noite encontravam os amigos e cheiravam a noite toda.

Os pais de Miguel deram um carro de presente por que o garoto entrou na faculdade e certo dia saindo da faculdade para buscar Gabriela, passou para comprar cocaína, foi pego comprando e levado para delegacia e nesse mesmo dia os pais de Gabriela ficaram sabendo do comportamento do garoto e acharam cocaína no quarto da garota. Entraram em contato com uma clínica e internaram Gabriela. Miguel também foi internado para tratamento em outra clínica.

Alguns dias depois da internação, Gabriela estava fazendo tratamento e sua percebeu que sua menstruação estava atrasada e desesperada buscou o médico, que resolveu levá-la para fazer o teste de gravidez e o resultado foi positivo. O médico e a família decidiram que o pré-natal seria feito na clínica, dando continuidade ao tratamento de desintoxicação. Gabriela foi fazer exame de sangue e ultrassom acompanhada pela mãe e quando foram pegar os resultados, uma nova surpresa: Gabriela era HIV soro positivo. Imediatamente o exame foi feito em Miguel, que mostrou o mesmo resultado.

Gabriela iniciou o tratamento da doença para não contaminar o bebê e se manter viva. A menina passou parte da gravidez atormentada por gerar uma criança que poderia vir ao mundo já doente e com ódio de Miguel que havia traído ela e não se protegido. A criança nasceu saudável e Gabriela na época estava com a saúde boa também, pois havia seguido o tratamento corretamente. Miguel terminou o tratamento de desintoxicação na clínica e concluiu a faculdade.

A história acima é fictícia, mas poderia ser real, então deixo a reflexão, pois sempre achamos que só acontece com as outras pessoas, mas pode acontecer com todos, independentemente do uso de drogas, Gabriela já havia contraído o vírus antes de fazer uso de drogas.


Gente está chegando o ano novo e as férias, momento que os hormônios ficam a flor da pele, cuidem-se por favor. Com isso não se brinca, dá para brincar sem engravidar ou pegar doenças.

30 novembro 2008

Sexo x Telejornais- A televisão sem pé nem cabeça.

Olá caros amigos e leitores.

Essa semana tive o desprazer de assistir a quase todos os programas jornalísticos por um único motivo: saber como anda esse mundo asqueroso e pude notar que nada realmente mudou no mundo e que violência vende melhor que outros assuntos. Tive que me obrigar pois tinha hora que não conseguia mais assistir, pois uma matéria emenda na outra, só falando de ataques terroristas, fraudes, etc.

O ano passado tive o grande prazer de acompanhar a fala em uma jornada da psicóloga Carla Cecarello que apresentava um programa no SBT sobre sexualidade e que deixou de ir ao ar pois pegava mal para emissora um programa desses. Esse programa era o típico programa de sexualidade, as pessoas ligavam e tiravam suas dúvidas com a psicóloga, sendo que inicialmente, o programa era transmitido as 22:15, mas por ordem judicial mudou para mais tarde.

A minha inquietação e de outras pessoas é essa:

Por que todos os dias somos obrigados a assistir telejornais que escorrem sangue e um programa com fins educativos não pode ir ao ar antes das 23:00?

Aposto na ganância, simplesmente pelo fato de que violência vende mais e saúde de menos, existe também o tabu que reina na sociedade que falar de sexo é algo proibido. Enquanto isso o mundo fica doente, as DST/AIDS vão se alastrando e o índice de gravidez precoce aumenta a cada ano por falta de orientação sexual e planejamento familiar. Essas tarefas cabem ao governo, mas como o governo não se preocupa, surgem programas como esses que são proibidos pelo próprio governo.

Quando é liberado em horário nobre, a questão é tratada de forma vulgar e decadente, ou seja, de forma “desinformativa”, mostrando um aspecto artificial do que deveria ser, não sou moralista, mas penso que limites existem, e estes não devem ser extrapolados.

E o beijo gay então? Quando acontece em algum programa vira sensacionalismo, aí mostra nos telejornais a repercussão que isso gerou e aí de praxe mostram pessoas que são contra ou a favor. Na minha opinião que convivo com diversidade sexual muito bem, acho RIDÍCULO, querem causar com um assunto que não deveria nem existir, pois é falta de respeito e de educação com o próximo.

Concluindo meu post: Se tem sangue, drogas, humilhação, vulgaridade, etc, pode passar na TV, mas se é pra educar, proteger a saúde é proibido e pra piorar é feio gente, coisa de pessoas de má índole.

“É que a televisão
Me deixou burro
Muito burro demais
E agora eu vivo
Dentro dessa jaula

Junto dos animais...”

14 novembro 2008

Que ponto G?- Escrito por Maíra Costa Abreu

Desde o começo dos tempos, os homens são machistas, tratando as mulheres que diziam amar como objeto sexual e empregada doméstica.

Graças ao machismo, foi criado o feminismo, onde nós mulheres tivemos o direito de nos defender, nos expressar e diferente do que alguns homens acham, nós não trocamos de papel com vocês e nem queremos esses papéis, apenas fazemos o que vocês sempre oprimiram em nós.

O papel do homem antigamente era de “O Homem da Casa”, onde vocês trabalhavam e nós ficávamos em casa arrumando, lavando, passando e cozinhando. Éramos as “rainhas do lar” e vocês os chefes de família, nós cuidávamos de tudo o que se referia a casa e vocês traziam a comida e querem saber? Cansamos de arrumar a casa, deixar tudo limpo e cheiroso, fazer a janta com amor, carinho e dedicação, para vocês nunca notarem, chegarem muito depois do horário do trabalho, com manchas de batom na camisa, cheiro de perfume de outra mulher, bêbados e ainda por cima, reclamando que não fazemos nada, virar para o lado e dormirem.

O nosso sonho de príncipe encantado se desmoronou e acabamos vendo os lobos maus que são na realidade. Ficávamos nos cantos aos prantos enquanto vocês se divertiam com mulheres profissionais do sexo e enchiam a cara de bebida. Sim, nós víamos isso, mas acabava que íamos levando, por amor a vocês, mas chegou uma hora em que cansamos de sermos tratadas como idiotas e passamos a mão no sutiã e reivindicamos nossos direitos.

A luta não foi fácil, mas ganhamos a admiração, o respeito e a independência de nós mesmas e não, não estávamos pensando em deixar vocês orgulhosos de nós, mas por outro lado, conseguimos uma outra vitória, que foi mostrar e provar para vocês que somos inteligentes, capazes de fazer tudo o que vocês homens fazem e ainda sim cuidar da casa, dos filhos quando chegamos em casa depois de um dia duro de trabalho, ainda temos energia para dar uma noite de prazer ao machista que dorme conosco.

Tornamo-nos individualistas por falta de apoio aos nossos sonhos e procuramos um “lobo mau”, não porque somos cortesãs ou promiscuas, mas a maioria de nós são seguras o bastante ao ponto de escolher nossos parceiros, ou seja, quem merece estar ao nosso lado e não nego que precisamos de carinho, mas não queremos um carinho falso e meticuloso, mas sim, um carinho de desejo e vontade também do outro em estar com nós.


Não estamos fazendo troca de papel e sim pegando uma liberdade de expressão que por muito tempo foi negada a nós e vocês reclamam disso, mas hoje não dariam conta de ser o homem da casa, cuidar da mulher e de ser o garanhão ao mesmo tempo, vocês não têm energia para isso. Se não queriam que fossemos assim, não deveriam ter nos tratado como um objeto de estante e sim como algo muito valioso e deixo uma frase pra vocês pensarem: “chumbo trocado não dói”, se querem princesas em suas vidas, tratem de ser um verdadeiros príncipes encantados.

06 novembro 2008

Igualdade só gera harmonia

Olá caros amigos e leitores.

Fui buscar o tema dessa semana na obra do gênio Francisco Buarque de Holanda, então já sabem, vem musiquinha neste post.

Vou iniciar meu texto com um trecho de Mulheres de Atenas

“Mirem-se no exemplo
daquelas mulheres de Atenas...
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não tem sonhos só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas”

Chico nos guia recorrendo às raízes gregas para deixarmos a guerra dos sexos e nos igualarmos aos homens, sendo que não estou falando em comportamento de homem, mas conseguirmos nos dar certas liberdades que geralmente são reprimidas. Meninos me perdoem, mas vocês, acabam reforçando nosso comportamento reprimido, pois ainda não foram educados, nos novos “moldes”.

Chico Buarque não está dizendo para ser igual às Mulheres de Atenas, mas sim, para fazer diferente, mostrando uma falsa moral. Mulheres para que ficar reprimindo tudo na vida? A vida é uma só, devemos usar essa para felicidade, e não deixar para depois.

Bom voltando ao Chico, pego um trecho da música trocando em miúdos

“Pode guardar as sobras de tudo que chamam lar,
As sombras de tudo que fomos nós,
As marcas do amor em nossos lençóis
As nossas melhores lembranças...
Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado...
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde”

Vejo uma pessoa cansada e triste de lutar por um amor impossível, mas ao mesmo tempo, vejo coragem nessa música, pois ela ainda vê luz no final do túnel, ainda não desistiu de si, se libertou da moral e dos bons costumes e quando é que nos libertamos? Posso dizer que me libertei faz tempo, e sou muito feliz, posso também dizer que o Brasil é um país muito careta e hipócrita, mostram ao mundo o carnaval vulgar (odeio carnaval) que temos e na prática é tudo diferente. Em geral, vejo e ouço coisas que eu desacredito e quando conseguimos ultrapassar a ideia do machismo, ou vistas como putas ou lésbicas.

Quando somos as chefes de família, o pobre maridinho fica transtornado por que a mulher ganha mais do que ele e homens não gostam de mulher bem resolvida, na verdade penso que isso é insegurança masculina, mas ainda bem que está caindo de moda isso.

O sentimento machista me dá medo, muito medo, pois mulher pensa por um time de futebol, pensa o que o cara vai achar se fizer algo, o que os amigos vão pensar, etc, menos no que ela quer, porque o que ela quer, não tem menor importância perante o que vai ser dito sobre sua “reputação” e que reputação é essa que vale mais do que ser feliz???

Na música Cálice Chico com sua maravilhosa sabedoria diz

“Pai afasta de mim esse cálice...
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra.
Outra realidade menos morta,
Tanta mentira tanta força bruta...
Como é difícil acordar calado...
Quero lançar um grito desumano,
Que é uma maneira de ser escutado.
Esse silencio todo me atordoa.
Atordoado eu permaneço atento ...”

Tudo bem que é um outro contexto, mas acho que cabe bem ao post e finalizo esse texto pedindo que não se calem mais, cuidem de si, sejam mais vocês, a vida fica muito confortável.

23 outubro 2008

E de tanto falar em amor...

Faz tempo que não escrevo sobre o amor, então escolhi esse tema para essa semana, pois o amor é um sentimento muito legal, às vezes um tormento, as vezes algo fraterno, e em relacionamentos amorosos é a base de tudo. Um relacionamento sem amor não é legal, é triste, egoísta.

Essa emoção reside na cultura ocidental e boa parte da nossa vida buscamos o amor em relacionamentos amorosos, com nossos filhos, familiares e inclusive em nossa profissão. Vamos combinar que trabalhar sem o mínimo de amor pelo que se faz, não vale a pena um centavo.

Grande parte das músicas, filmes, séries, livros que ouvimos e lemos falam de amor, mas como sempre tenho minha carta na manga: Será possível viver uma vida plena sem um relacionamento amoroso? Essa é a base real que move o ser humano? Mandamos ou não em nossos sentimentos?

Em relação a uma vida sem um amor romântico, digo que é difícil, mas com a liberação sexual conseguimos saciar alguns afetos nas ficadas ou arrumando um affaire por tempo determinado, tempo o bastante não criar apego (tudo de bom isso).

Penso que o amor é sim a base real que move o ser humano, é muito triste viver sem amor, chega a ser chato, não passei por isso e tenho vários amores em minha vida: minha filha e familiares, amigos, meus livros, músicas, etc.

Mandamos sim em nossos sentimentos quando não estamos com a autoestima baixa e temos um bom autoconhecimento, temos um controle para manipular esse sentimento. Somos donos do nosso coração e se deixarmos ou não ele amar, é de nosso controle. Inclusive sabemos quando vai dar certo ou não um relacionamento, falo isso para as mulheres, porque os meninos não têm esse mecanismo tão aguçado quanto o nosso, mas mesmo assim, volto no começo do texto, o amor em si não é ruim, é algo gostoso quando reforçado pelo parceiro (a) em questão o que estraga são as relações de poder.

Termino meu texto essa semana com um trecho lindo de Edith Piaf , tirado da música “C'est l'amour”



“C’est l’amour qui fait qu’on aime

C’est l’amour qui fait rêver

C’est l’amour qui veut qu’on s’aime

C’est l’amour qui fait pleurer…”

17 outubro 2008

“Mas eu me mordo de ciúme”

Pessoas comecei a fazer uma revisão de literatura científica sobre o ciúme e nessa pesquisa pude constatar que esse lindo sentimento deve existir dentro de um relacionamento amoroso, e que é natural aos seres humanos. Se ficarmos com ciúme de nosso parceiro (a), é porque algo dentro da relação não está da forma como queremos, não está em homeostase (equilíbrio). Mas se o relacionamento é equilibrado e sadio, tudo se resolve em pouco tempo, até desequilibrar de novo. E tem que existir esse desequilíbrio de vez em quando, pois o relacionamento é feito de movimento, sendo que relacionamentos amorosos apáticos, sem ciúmes, é sinal de fraternidade, amizade, como já disse em outra postagem.

É um sentimento de cuidado, zelo pela relação amorosa, é o querer para si, mas quando esse querer extrapola, torna-se algo muito ruim. A questão da minha pesquisa foi o ciúme patológico, sendo que algumas pessoas com esse tipo de patologia, não conseguem distinguir o real do imaginário, aprisionando o ser amado ou a si mesmo por essa emoção.

O ciumento patológico tem medo do parceiro conhecer alguma pessoa mais interessante que ele mesmo, e fica transtornado, perseguindo a pessoa, para não correr o risco de ser traído ou abandonado. Essa patologia está muito ligada ao uso de álcool e entorpecentes e os maiores índices dos homicídios passionais são cometidos por ciumentos patológicos.

O uso de alguns psicotrópicos, são eficazes para controle da ansiedade e o diagnostico tem que ser cauteloso, já que envolve outras pessoas. Em geral o ciumento patológico tem medo de abandono, ou não tem estabilidade emocional. Alguns autores destacam que em muitos casos, a pessoa que sofre desse distúrbio, já sofreu histórico grave de abandono ou violência doméstica.

Pude constatar e vou fazer a critica aqui no blog mesmo, a literatura cientifica brasileira é muito pobre nesse sentido e quando se trata de algum sentimento (emoção) mais profundo, fica muito difícil achar artigos bons. Estou um pouco revoltada com isso e se alguém aí quiser fazer pesquisa sobre tais emoções estou aberta para isso, mantenham contato pelo e-mail.


03 outubro 2008

Por uma atividade sexual mais tranqüila...

Em minhas vivencias por congressos, jornadas, tenho observado que o tema é forte e a mídia impõe uma certa virilidade utópica, insistindo que sexo tem que ser igual ao filme pornográfico.

Já li e assisti em alguns lugares que inclusive colocam um ator esteticamente fora do padrão com garotas padrão de beleza para levantar a autoestima dos seus telespectadores, mostrando uma realidade fantasiosa e não digo fantasiosa pelo fato do cara não ser um cara padrão, mas fantasiosa no sentido que o tal cara em questão é um ator pornô, não um ser humano praticando atividade sexual em sua normalidade e isso nos mostra que nem sempre tudo tem que ser como um filme.

Para as mulheres comédias românticas e para os homens filmes pornográficos irreais e aí mora a grande questão: Será que a atividade sexual tem que ser sempre perfeita? Os manuais são verdadeiros? Para ser macho tem que ser extremamente competente?

Sinceramente, não penso que tudo tem que ser perfeito, que livrinhos como o Kama Sutra ajudam e que a performance tem que ser extraordinária, aposto mais na cumplicidade do casal, na intimidade e principalmente no respeito, de ambas as partes.

Para que chegar rasgando roupa? Ou se tacando em cima do parceiro (a) fazendo ceninha? Bom não sou contra isso, desde que seja natural o desejo, não para simulação, ou seja, curtam mais o momento, o ambiente em que estão, os contornos, não tentem ser como tais atores, afinal, vocês são seres humanos normais.

Pessoal, o texto é curto essa semana, mas prometo me aprofundar mais no assunto. Fica a reflexão para o final de semana, usem a tranquilidade como aliada em suas vidas, não a ansiedade, isso não é legal, e faz tudo ficar artificial.

27 setembro 2008

Orgasmo feminino o que é isso afinal?

Meninos, vou contar uma coisa que vocês não sabem a grande maioria das mulheres fingem, somos extremamente insanas para agradar vocês, calma vai piorar antes de acabar meu post.

Se você perguntar para sua parceira, logicamente se estiver apaixona ou se ainda não se tocou da servidão patriarcal, com certeza vai negar isso, mas estou eu aqui para melhorar um pouco isso.

O maior problema disso tudo é a maldita educação machista que recebemos, de sempre agradar sexualmente o homem para ter ele sempre e acaba que nos tornamos reféns disso. As coisas estão mudando nesse sentido, ainda bem e vocês devem estar pensando: Como assim? Eu sempre achei que era o máximo na cama, afinal nunca ninguém reclamou - engano seu companheiro. Não se educa mulher para ser sincera nesses sentidos, lógico que não reclamam, imagina a cena???

Dá muito trabalho ter um orgasmo para a maioria das mulheres, muitas envelhecem e nem sentiram esses 7 segundos maravilhosos de prazer, nunca nem se quer chegaram ao estado mais gostoso do mundo e vocês sempre estimulados a sentir isso por vocês mesmos.

Nós não somos estimuladas a gostar de nossos corpos, nem mesmo se autoconhecer, isso vem como se fosse algo errado na cabeça e bobas, acreditam que o mais importante é agradar o parceiro, quando na verdade, o conjunto é mais gostoso e mais sadio. Nem sempre os homens estão dispostos à uma boa preliminar, pois para eles é muito mais fácil chegar ao orgasmo e as mulheres ficam chupando o dedo.

Existem homens que nem se quer sabem como é o corpo da mulher quando chegam ao orgasmo, vou contar para vocês meninos, mas vou fazer de forma fisiologicamente, primeiramente a respiração aumenta, a vagina torna-se mais profunda e com espasmos, o clitóris fica enrijecido, a salivação aumenta e na hora H tudo estremece, mas lembrem-se tudo isso pode ser fingido.

O propósito desse post é informar aos meus queridos leitores homens, que mulher também tem desejos e nem sempre conseguem conversar sobre eles, sendo que muitas chegam ao ponto de ter vergonha de falar, mesmo entre as amigas (isso me preocupa), e tornam-se mulheres amargas (não apáticas).

Outra coisa, existem homens que nem mesmo tem um grau de intimidade com a menina e já chega falando coisas obscenas, tudo bem que tem mulher que gosta, mas a maioria precisa de intimidade para isso. Fisiologicamente falando, sexo é uma necessidade humana, assim como ir ao banheiro, comer, beber água, etc. Os seres humanos são seres sexuais, então crianças, divirtam-se em conjunto, não em uma relação egoísta.

20 setembro 2008

“Pra que ficar juntando os pedacinhos do amor que se acabou? Nada vai colar..”.


Hoje vou começar o texto com essa música maravilhosa do Guilherme Arantes, esse trecho me fez refletir sobre relacionamentos fadados ao fracasso, e que por alguns motivos continuam. Penso no sofrimento que esse tipo de relacionamento gera e no tempo e energia que se gasta para manter algo desse tipo.


Detalhe: Não estou julgando essas pessoas de forma alguma, só estou tentando entender como funciona esse tipo de relação.


Primeiramente no início do namoro tudo é maravilhoso, aí passa um tempo de namoro fica mais estabilizado em relacionamentos sadios, mas em alguns relacionamentos o ciúme, inveja, submissão, dependência, etc, são os componentes que mantém a relação. A manutenção desse relacionamento pode ser por vicio, orgulho ou dependência afetiva ou financeira e o orgulho ou insegurança não deixam que chegue ao fim.


Vou pegar outra parte da música “Nada vai trazer de volta a beleza cristalina do começo, e os remendos pegam mal...”, uma coisa que o ser humano tem de gracioso, romântico e ao mesmo tempo imbecil, é a capacidade de achar que tudo um dia vai mudar. Pensam que tudo um dia vai dar certo, e ficam esperando anos e anos essa tal felicidade, que tudo vai voltar a ser divino, maravilhoso, e ao mesmo tempo sabem que isso nunca ocorrerá, pois as promessas de uma vida plena sempre são feitas em conjunto.


Surgem aquelas frases “Vou tentar ser mais calma”, “Vou ter mais paciência contigo”, “Faz tanto tempo que estamos juntos, para que terminar tudo isso? ” e nosso querido Guilherme volta falando “Afinal a gente sofre de teimoso quando esquece do prazer...”, esquecemos mesmo, até eu já cheguei a esquecer, em nome de uma falsa comodidade, é a primeira coisa que abrimos mão e deixamos de lado nossas vontades, desejos, em nome de uma instituição falida.


Acho que relacionamentos também não dependem somente de amor, dependem de companheirismo e respeito. Relacionamentos que só sobrevivem através de brigas catastróficas não valem a pena, não vale a pena deixar de ser feliz.


Termino meu texto pedindo, lembrem-se sempre de que somos seres únicos e individuais, a vida é uma só, afinal só temos essa pra sermos felizes ou tentar levar ela numa boa.


“Adeus também foi feito pra se dizer

Bye Bye, so long, very well”

12 setembro 2008

O Silencio dos Inocentes


Hoje vou trazer para vocês uma história fictícia pedofilia.


“Era uma vez” (vou começar dessa forma mesmo), um garotinho chamado Paulinho, ele adorava ir pra escola, brincar com seus amiguinhos, era muito carinhoso com todos e nessa época ele havia completado 8 anos de idade, festejando com seus amigos e familiares.

Seus pais eram considerados os melhores pais do mundo, responsáveis, sendo que sua mãe era professora de primário e seu pai advogado. Pouquíssimo tempo depois de seu aniversário, a mãe de Paulinho começou a trabalhar em uma escola próxima da casa deles e por não ter ninguém para cuidar de Paulinho, seu irmão Carlos ficou responsável por cuidar de cuidar do garoto à tarde quando chegasse da escola.

Carlos era instrutor físico em uma academia e Paulinho era louco pelo tio dele, chamava ele de amigão. No início, eles jogavam videogame, assistiam TV, Paulinho fazia sua tarefa logo que chegava em casa para ter mais tempo de brincadeira com o tio. Certa tarde o tio chegou da academia e foi para o banho, quando percebeu que Paulinho havia chegado, chamou o menino para tomar banho com ele e em um certo momento pediu pra Paulinho colocar a mão em sua genitália, dizendo que era o segredinho deles e o garoto mesmo contra sua vontade, concordou em fazer para agradar o tio.

Depois desse dia, quase todas as tardes o garoto tomava banho com tio e Carlos sempre dizia ao menino que nunca contasse para seus pais. Isso deixava Paulinho triste, mas como ele e a família gostavam muito do tio, tinha medo de ser desacreditado e por isso nunca contou aos pais.

Passados alguns meses, o rendimento escolar do garoto caiu e seus comportamentos amorosos e alegres não existiam mais, o garoto tornou-se o pior aluno da sala. Os pais e professores estavam preocupados com ele, pois não era normal aquele comportamento, só que nunca passou pela cabeça deles que o tio abusava sexualmente do menino, pois o garoto era muito apegado ao tio.

Certo dia Paulinho cansado e revoltado negou-se a tomar banho e seu tio nervoso espancou o garoto e abusou sexualmente a força. Quando a mãe do garoto chegou em casa como de costume, perguntou ao menino o que tinha acontecido, e o menino chorando assustado falou que tinha sido o tio, ela imediatamente perguntou a Carlos e ele respondeu que o garoto tinha quebrado o seu celular.

A mãe indignada expulsou Carlos de casa e levou Paulinho ao Hospital, o médico examinou o menino e percebeu marcas de abuso sexual e informou aos pais. Como o pai de Paulinho era advogado já sabia o que fazer, registrou o Boletim de Ocorrência levando Carlos à cadeia, o garoto fez tratamento psicológico por muito anos, mas recuperou-se parcialmente da violência que havia sofrido.

Gente volto a dizer que essa história é fictícia, mas poderia ser real, eu criei ela para mostrar de um modo informal, pois esse tipo de violência é silenciosa e ocorre em todas as classes sociais. O nosso dever como adultos é proteger a integridade mental de nossa futura geração e se houver desconfiança de que esteja acontecendo com alguém próximo à você, faça a denúncia, não pense duas vezes, esse tipo de violência pode chegar a consequências fatais.

Lembrando também que a violência sexual infantil, não é considerada somente quando é física, mas também por insinuações verbais ou visuais. O agressor na maioria dos casos nega que cometeu tal atrocidade.

Disque-denúncia 100 , isso mesmo é só digitar o número 100.

04 setembro 2008

Mocinho ou Bandido?

Para algumas mulheres ou talvez para a maioria delas, o "mocinho" é o ser ideal, sem defeitos e aí que está a questão:

Mocinhos são melhores que bandidos?

Sou defensora de relacionamentos de igualdade entre os gêneros, só que já tive tanto bandidos, quanto mocinhos em minha vida e vou usar meus exemplos neste texto.

Vamos então aos meus mocinhos, príncipes encantados, quando estive em relacionamentos deste tipo, começam perfeitamente bem, tudo de bom, tudo o que você diz ao mocinho ele segue, te venera, te trata como uma deusa, mas como sabemos, o mundo não é feito de perfeições, nem somos criados e educados dessa forma, então, começa a ficar um relacionamento chato, sem desafios, sem questionamentos, nem existe briga para fazer as pazes depois.

Fico pensando que para uma criança aprender a andar (sempre pego esse exemplo, acostumem-se) ou outras atividades cognitivas, ela tem que errar pra aprender e tudo com o passar do tempo é armazenando em seu "Repertório Comportamental". Os relacionamentos entre pais e filhos, nem sempre são de harmonia total, existem momentos de tempestade e de calmaria, e isso também serve para o aprendizado do convívio social, auxilia no desenvolvimento do ser social.

Agora voltando aos relacionamentos amorosos, coleguinhas chego à conclusão de que como nossos pais são bandidos e mocinhos ao mesmo tempo, um relacionamento saudável, também tem que se basear nessa lógica, as vezes ocorrem o momento do “sim” e do “não”.

Agora vou aos bandidos, ao mesmo tempo que são extremamente amáveis, bons de cama, dão a impressão de eterna conquista, pois eles têm opinião própria, não dependem de ninguém e para completar o quadro, são extremamente individualistas, são engraçados, racionais, não precisam de ninguém para faze-los felizes, são assim por eles mesmos. Então fica declarado aqui, mocinhos são ótimos amigos e bandidos são ótimos amantes.

Oh esse é o meu segundo post, tomara que isso aqui dê certo, estou super aberta à discussões e opiniões e se surgirem dúvidas, responderei o seu e-mail com a maior satisfação.

24 agosto 2008

Sexo e Amor


Novamente retorno ao tema amor de forma diferente, pois como todos sabem, existem várias formas de se discutir o amor e existem várias faces do amor.



Será que as mulheres estão preparadas para separar amor de sexo???



Penso que não, estamos caminhando para um futuro mais igualitário. Os homens se desenvolvem em um contexto em que gradativamente naturalizam a regra de que existe sexo com amor e sexo promíscuo, só que por outro lado, nós mulheres, somos educadas a reprimir nossos desejos, pois senão seremos taxadas de vulgares.


Voltando aos homens, até compreendo a ideia do machismo, não concordo, mas entendo. Como todos sabem, quando homem quer sexo fácil, sem vínculos, contratam uma profissional do sexo, então, parto da ideia, de que se vamos facilmente para cama com eles, somos taxadas como tal.


Só que às vezes as mulheres caem em algumas armadilhas amorosas, ficam com fulano, e nem ao menos se dão conta do que realmente querem, e vão pra cama. Como não estão seguras do que realmente são, e ficam esperando o retorno posteriormente, um telefonema, um gesto de carinho, etc, e sofrem por isto, a cabeça não para de pensar um segundo, e as terríveis perguntas surgem : "Será que ele vai me ligar? Será que ele me achou vagabunda? AIIII eu não devia ter feito isso de cara".


Então garotas, deixo o meu conselho, se não querem se apaixonar, então aprendam que sexo é sexo e amor é amor. Não misturem as coisas, se for pra rolar somente fisicamente, tenham em mente, que possivelmente o "bofinho" em questão, também está se aproveitando da situação, assim como você, e provavelmente só quer sexo também, a não ser que tenha rolado química (não amor) entre vocês, ele pode até te procurar posteriormente.


Se vocês querem amor, procurem pessoas do seu dia-a-dia, pois homem de balada é só pra sexo mesmo, só mulheres procuram amor na balada.


Quando as mulheres aprenderem a gostar de seus corpos e manipularem a visão de castidade para sexualidade, então assim, poderemos nos igualar aos homens.


Eu fico indignada, quando ouço mulheres bonitas e inteligentes, se perguntando sobre fazer sexo no primeiro encontro. Se é só sexo faça, porque não? Se for sentimento, jogue, brinque, seduza, use suas armas.


Meninas, quando estamos seguras do que queremos e do que somos, nos tornamos seres humanos mais livres e independentes, por isso, parem de se perguntar sobre o que os homens querem, e se preocupem mais com as suas vontades, seus desejos e seus limites.

16 agosto 2008

Meu primeiro post

Para iniciar meus textos, decidi expor um assunto comum aos seres humanos, ou seja, o tão desejado amor. Ultimamente, venho questionando a veracidade de sentimentos, pois, a cada dia que passa, acredito menos nessa palavra, aposto mais na palavra comodidade.

Geralmente, quando nos apaixonamos, nossos corpos reagem de forma entorpecida, o cérebro fica inundado de endorfina, é como se fosse uma droga. Depois de um período, tempo o bastante para ocorrer fertilização, o corpo não reage mais como no início da relação e é ai que mora a minha pergunta:

Será que a maioria dos relacionamentos continuam verdadeiros ou são de faixada??

Aposto novamente na comodidade, pois há também o fator habitual, nos acostumamos com a companhia do ser amado, se torna difícil a mudança de hábito, e em alguns casos, o medo da solidão.

E os homens? Apaixonam-se? Só se apegam ao desejo? Só querem saber de sexo?

Acredito que sim para todas as perguntas, sabem porque? Se apaixonam pela possibilidade de desejar e fazer sexo em um primeiro momento, querem possuir o objeto desejado, depois de um tempo se há química continuam no relacionamento, e se essa se esgota, pulam fora.

E depois que passa o "efeito-amor"? Porque alguns casais continuam juntos, e em alguns casos acabam se casando?

Meus amigos, esta talvez seja uma das questões mais difíceis, mas vou tentar chegar a poucas possibilidades, pois o ser humano, é um bicho muito complexo e interesseiro. Ao meu ver, existem vários tipos de relacionamentos, então vou me basear nos que eu tenho um contato maior.

Algumas amigas e amigos solteiros, sonham com o ser perfeito, que caiba num padrão certo, os casais nem sempre estão felizes com seus pares, mas sempre quando ouço queixas, vejo um toque de movimentação nisso. Quando o relacionamento é muito estável, não gostamos, pois não há luta, não há dança, então o amor morre. Sempre há um quê de controvérsia no amor, e é isto que justamente mantém os relacionamentos.

Porém se o casal segue o fluxo normal, amadurecendo em conjunto, com brigas e alegrias, cria-se um vínculo forte, uma necessidade de união, e assim surgem os casamentos e as famílias.

Quando um dos dois é submisso ao outro, morre o relacionamento, ambos se tornam irmãos ou pessoas acomodadas.